Lisboa é suja, pobre e fedida... Adorei!!!
A verdade é que em diversos momentos me senti no centro do Rio de Janeiro e em casa (Não que a minha casa seja suja e fedida). Já na primeira ida à rua tivemos de pegar o metrô e uma coisa ficou evidente: Lisboa é feita de gente como a gente. Quer dizer, nós somos como eles, né? Engraçado, mas conforme fomos nos aproximando da costa a latinidade ficou mais evidente. Desde Barcelona começamos a ter a sensação de pertencimento, e em Lisboa foi o ápice.
Antes de mais nada, o Coronel Ponce estava completamente certo. A melhor coisa que fizemos foi trocar dois dias em Madrid por dois dias em Barcelona. Fizemos questão de explorar cada cantinho e seguir cada dica dada. Com isso Lisboa foi a cereja do bolo em uma viagem aproveitada ao máximo.
Percorremos todas as praças e registramos todos os monumentos. Ali tinha não só a história de Lisboa. Era o Brasil que estávamos conhecendo um pouco mais. Tando que a principal praça da cidade é a Praça Don Pedro IV, o nosso D. Pedro I, homenageado por ter outorgado a carta constitucional em 26. Foi uma delícia ter lido 1808 antes dessa viagem e já ver tudo com outros olhos.
E não só pela história a identificação é imediata. Foi um alívio terminar a viagem em uma “ilha” de portugueses cercada de povo das mais diversas línguas por todos os lados. Estávamos na Europa, mas ouvindo a língua mãe e até falando gírias. Bom demais!
Para registro, seguimos as dicas e visitamos todos os pontos turísticos: Praça dos Restauradores, Praça D. Pedro IV, Praça do Comércio, Torre de Belém, Monumento aos Descobrimentos, Monastério dos Jerônimos, Elevador de Santa Justa, Largo do Carmo, Catedral da Sé, Igreja de Santo Antônio, Praça do Marquês de Pombal, Castelo de São Jorge e tivemos até tempo para darmos uma pinta em Sintra, em Cascais e no Cabo da Roca, o ponto mais a Ocidente da Europa.
Mais importante do que falar de cada um deles é ressaltar o que mais me impressionou. Bom, em Belém, além de ter conhecido a Torre e o Monumento aos Descobrimentos, à beira do Rio Tejo, eu consegui me apaixonar perdidamente por Portugal. E três vezes. Cada Pastel de Belém devorado foi uma paixão suscitada a mais por Portugal. Não é a toa que o danado é tão famoso e imitado. Quentinho, crocante por fora e deliciosamente cremoso por dentro, com um creme no ponto exato que um creme deve ter. Minha alma de gordo foi aos céus ali! O lugar, Pastéis de Belém, tem como entrada uma portinha que engana. Tivemos a ideia de que entraríamos em uma loja com os seus 30 metros quadrados no máximo. Ledo engano. A fama do Pastel fez o dono rico. Nunca entrei em uma confeitaria (pastelaria) tão grande e labiríntica (estou chocado por existir esta palavra no editor de texto!).
Do Castelo de São Jorge cumprimos o que parecia ser uma regra na nossa viagem. Vimos a cidade de cima e conseguimos ali reconhecer todos os pontos já visitados à pé. E que vista...
Um ponto alto também foi a ida à Catedral da Sé. Não por mim, mas pela minha mãe. Vimos ali a pia batismal onde Santo Antônio foi batizado. Fomos também à Igreja de Santo Antônio, onde ele nasceu e viveu. Pudemos ali conhecer o seu antigo quarto, também visitado por um (outro) ilustre visitante, o Papa João Paulo II. Nem preciso dizer que mais importante do que estar ali era imaginar a alegria da minha mãe quando eu contasse. Fiz uma prece pela minha família, que está para crescer, e agradeci por todas as graças que tenho recebido, afinal, nunca precisei colocar o pobre santo de castigo no congelador.
Estávamos tão tranquilos que nos demos ao luxo de no último dia irmos a Sintra, onde estão o Palácio da Pina e o Palácio Nacional de Sintra. Esse último, honestamente, achei bem sem graça, mas o primeiro é muito interessante. Um louco com o meu nome, o Rei Fernando II, com medo de a Revolução Industrial acabar com o mundo, teve a brilhante ideia de construir um castelo que misturasse todas as culturas e referências. Pense em um samba do afro descendente excepcional! Mas é sem dúvida um passeio bem interessante! Além do Palácio da Pina, ainda em Sintra, a Quinta da Regaleira me deixou boquiaberto. Um megamilionário maçom, sem mais o que fazer com o dinheiro, resolveu construir um Palácio no meio da cidade. A obra demorou 15 anos e ele apenas pôde viver 8 anos ali. Apesar de toda a loucura, o palácio, a catedral e o jardim ficaram lindíssimos. Depois fomos para o Cabo da Roca e ficamos o mais perto possível do Brasil enquanto na Europa. Por fim passamos de ônibus em Cascais, que é a cidade de praia dos milionários portugueses. Digna! Quero uma casa lá também!
Tão gostoso quanto conhecer esses lugares foi conviver com os portugueses. O povo é engraçado e pronto! Aliás, descobrimos a origem do “pronto” tão falado em Recife. Veio de além mar, pois em Lisboa o “pronto” é tão usado quando o “Vale” na Espanha e o “Prego” na Itália. Conhecemos toda a sorte de lusitanos, dos mais divertidos aos mais sisudos. Só há uma regra: Eles não param de falar.
Na noite de sábado queríamos assistir a um show de fado, mas não sabíamos se o hotel tinha conseguido fazer nossa reserva. Pegamos um taxi no El Corte Inglês e rodamos a cidade atrás de uma casa de fado com disponibilidade de mesa. Não conseguimos entrar em lugar algum, mas foram uns dos quarenta minutos, e quinze euros, mais divertidos da viagem. A Rê se emocionou por lembrar do seu avô e eu me senti dentro de uma piada... O Seu Arlindo Sena, o taxista, era uma simpatia, mas simplesmente não deixava ninguém falar. Figuraça!!! Ele queria nos levar para uma casa tradicional e saltava do carro para ver se alguém poderia nos receber. Uma graça! E quando voltava ao carro com a resposta negativa, disparava novamente! No dia seguinte o taxista que nos levou ao Clube do Fado fez EXATAMENTE A MESMA COISA!
Honestamente... Não sei se consigo descrever Lisboa. Não é uma cidade extraordinária em sua arquitetura, como outras visitadas nessa jornada. Também não é tão limpa, sem dúvida. Posso dizer que foi o lugar onde me senti menos seguro, com certeza. Apesar de tudo isso, o que senti em Lisboa foi diferente. E foi essa a sensação que me ocorreu quando alguém na rua passou cantando “É uma casa portuguesa, com certeza”, com o sotaque do Vô Antônio...
Tudo terminou com uma noite ao som do Fado, cantando Lisboa e o amor em vozes lindas, nada mais adequado!
Voltaria milhões de vezes, e pronto!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Amor, meu grande amor...
Lindo, queria tanto terminar esse blog com algo bombastico, mas nao consigo. Primeiro, porque nao tem inspiracao que sobreviva a esse teclado indomado. Segundo, porque sao 4:15 e nao preguei o olho um segundo sequer, o que compromete um pouquinho a minha criatividade ja limitada.
Bom, o que posso te dizer eh que antes de escrever um pouquinho pra vc estava aqui vendo alguns apartamentos no wimoveis e imaginando a nossa proxima casa. Voce bem sabe que eu mudarei primeiro, mas deixaremos a casa com a nossa cara, pois ali comecara a nossa vida sob o mesmo teto. FATO!!!! Esse pensamento tem rondado minha cabeca com tanta frequencia que tenho que realiza-lo o mais rapido possivel, ate para conseguir pensar em outra coisa.
Como pode? Eu jah tenho a planta da casa na minha cabeca. Jah tenho tantas ideias para discutir com vc... E isso pq ainda nem vendi o meu apartamento. Comprei um balao para pendurar no teto que foi o xodo da minha viagem. Simplesmente nao quero coloca-lo na kit. Quero que ele va direito para a nossa casa nova. Comprei jah pensando nisso.
Lindo, eu te falei brincando, mas eh a mais pura verdade. Rodei 8 países e 10 cidades da Europa e eh oficial: Voce eh o homem mais lindo do mundo. Ponto! Pode usar a faixa se quiser. Por debaixo da burca, claro!
Meus creditos estao acabando, mas preciso te dizer que hoje quando pensei em nos dois uma coisa nao saiu da minha cabeca: Se alguem me perguntar quem inventou o amor agora eu jah sei dizer!
Estou chegando!!!
Beijo na boca, lindo!
Bom, o que posso te dizer eh que antes de escrever um pouquinho pra vc estava aqui vendo alguns apartamentos no wimoveis e imaginando a nossa proxima casa. Voce bem sabe que eu mudarei primeiro, mas deixaremos a casa com a nossa cara, pois ali comecara a nossa vida sob o mesmo teto. FATO!!!! Esse pensamento tem rondado minha cabeca com tanta frequencia que tenho que realiza-lo o mais rapido possivel, ate para conseguir pensar em outra coisa.
Como pode? Eu jah tenho a planta da casa na minha cabeca. Jah tenho tantas ideias para discutir com vc... E isso pq ainda nem vendi o meu apartamento. Comprei um balao para pendurar no teto que foi o xodo da minha viagem. Simplesmente nao quero coloca-lo na kit. Quero que ele va direito para a nossa casa nova. Comprei jah pensando nisso.
Lindo, eu te falei brincando, mas eh a mais pura verdade. Rodei 8 países e 10 cidades da Europa e eh oficial: Voce eh o homem mais lindo do mundo. Ponto! Pode usar a faixa se quiser. Por debaixo da burca, claro!
Meus creditos estao acabando, mas preciso te dizer que hoje quando pensei em nos dois uma coisa nao saiu da minha cabeca: Se alguem me perguntar quem inventou o amor agora eu jah sei dizer!
Estou chegando!!!
Beijo na boca, lindo!
Chega de Saudade...
Vai minha tristeza e diz a ele que sem ele nao pode ser.
Diz-lhe numa prece que ele regresse, porque eu nao posso mais sofrer.
Chega de saudade, a realidade e que sem ele nao ha paz, nao ha beleza. E so tristeza e melancolia, que nao sai de mim. Nao sai de mim, nao sai.
Mas se ele voltar, se ele voltar que coisa linda. Que coisa louca!
Pois ha menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que darei na sua boca.
Dentro dos meus bracos, os abracos hao de ser milhoes de abracos.
Apertado assim, colado assim, calado assim. Abracos e beijinhos e carinhos sem ter fim.
Que e pra acabar com esse negocio de voce viver sem mim.
Nao quero mais esse negocio de voce longe de mim...
Diz-lhe numa prece que ele regresse, porque eu nao posso mais sofrer.
Chega de saudade, a realidade e que sem ele nao ha paz, nao ha beleza. E so tristeza e melancolia, que nao sai de mim. Nao sai de mim, nao sai.
Mas se ele voltar, se ele voltar que coisa linda. Que coisa louca!
Pois ha menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que darei na sua boca.
Dentro dos meus bracos, os abracos hao de ser milhoes de abracos.
Apertado assim, colado assim, calado assim. Abracos e beijinhos e carinhos sem ter fim.
Que e pra acabar com esse negocio de voce viver sem mim.
Nao quero mais esse negocio de voce longe de mim...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
E foi isso que achei de Madrid...
E Madrid foi realmente a cidade que mais poderia ter sido...Mas não foi!
Desde já aviso que esse relato será curto. Curtíssimo. Na nona cidade dessa loucura toda a bateria pifou e gastamos muito mais tempo no hostel do que rodando pela cidade. Para falar bem a verdade, os poucos bordejos que demos foi mais pela obrigação de fazer valer os nossos euros do que pela vontade de sair da cama.
Acho que alguns fatores nos ajudaram a já chegar em Madrid de má vontade e dispostos a ficarmos na horizontal:
1) No nosso último dia em Barcelona ficamos até tarde no hostel conversando com a “garotada”. E em boa parte do discurso eles ficaram dizendo que não havia muito o que se fazer em Madrid e que 2 dias em Lisboa era realmente muito pouco. Essa conversa avançou a madrugada e teríamos de partir de Barcelona às 6 da manhã. Resultado: Chegamos em Madrid já com o sono em atraso.
2) Essa mesma conversa nos fez chegar em Madrid mais preocupados em tentar trocar a passagem para aproveitarmos 4 dias em Lisboa do que em curtir a cidade onde estávamos. O primeiro dos 3 dias que ficamos aqui gastamos quase todo com a troca de passagem e com a procura de um hotel em Lisboa, já que o nosso não tinha vaga para os dois dias anteriores. Por fim foi ótimo. Cancelamos o hostel e ficaremos em um hotelzinho mais responsável em Lisboa. Merecemos.
3) Tivemos excelentes referências de Madrid, mas todas com relação à noite. Ao que parece, a noite aqui é animal, mas honestamente não estamos nem um pouco com vontade de conhecer a noite. Sair para sensualizar, como diria o Cássio, não está mesmo fazendo parte do roteiro.
4) Por fim, já estamos no 29º dia de viagem e o cansaço tinha de bater à porta. Preferimos carregar as baterias em Madrid para aproveitarmos mais a terrinha.
Bom, ainda que toda essa introdução pareça uma justificativa, para dois moribundos, até que conseguimos fazer alguma coisa.
Nosso hostel, como de costume, ficava super bem localizado, a poucos metros da Plaza Puerta del Sol e Plaza Mayor, as duas principais de Madrid. Nesse hostel não tivemos contato com quase ninguém, pois nosso quarto era privativo. Melhor dizendo, tivemos contato só na hora do banho, pois apesar de o quarto ser separado, o banheiro era compartilhado entre homens e mulheres. E enquanto tomávamos banho a água do “amigo(a)” do lado escorria para a nossa cabine. Apesar de ser um pouco íntimo, acho que não posso classificar isso como amizade.
O primeiro dia foi basicamente para deixar a bagagem no hostel, antecipar a ida a Lisboa, ir ao El Corte Inglês para comprar cuecas e voltar para o hostel para curtir a cama. Antes de me jogar na cama precisava comer alguma coisa, e seguimos à risca as dicas do Coronel Ponce: Procuramos um bom restaurante à beira da Calle Montera. Ele falou das comidas, mas esqueceu de mencionar as companhias. Subindo a rua encontramos à direita vimos vários restaurante (ruins) e à esquerda várias mulheres de vida nem um pouco fácil. Isso às 16 horas e com o sol rachando. Nos disseram depois que de acordo com a noite caindo a maquiagem vai ficando mais carregada, mas que elas estão sempre ali. Bom, prostituição eu já tinha visto antes, mas lá elas simplesmente tentam te arrastar pelo braço. Descaramento!
Agora, da cama do hostel eu posso falar bastante. Era macia macia, assim como o edredom, tando que acordamos no dia seguinte às 13 horas. Tomamos nossos banhos, porque não é porque sou mochileiro que virei porco, e fomos almoçar. Nosso almoço terminou às 16 hs. Só tínhamos tempo e disposição para entrarmos naqueles ônibus de turismo para darmos um “alô” para Madrid. E assim foi feito. Voltamos para o hostel com a promessa de descansarmos só um pouquinho para irmos a um show de dança flamenca. Óbvio que acordamos às 23 horas e apenas deu tempo de comermos um sanduba embaixo do hotel. Back to bed.
O no nosso último dia (hoje), já revigorados e com um pouquinho mais de vida no corpo, exploramos Madrid na medida que o tempo permitia. E não é que a cidade é bem simpática, gente???
Eu não me arrependo de nenhum segundinho sequer que passei embaixo daquele edredom macio, mas tenho que dar o braço a torcer e admitir que, se viesse pra cá com outra proposta, poderia ter sido o ponto alto (ou um deles) da viagem.
Em um dia apenas foram muitas exclamações de encanto. Começou com uma visita guiada pelo Museu do Prado. Nesse ponto da viagem já estou com os pacová um pouco lotados de museu, mas as explicações “despasiadas” do guia prenderam a minha atenção, e adorei saber um pouco mais sobre El Greco, Velasquez e Goya, que são as estrelas do museu. Esse tal de Velasquez pintou o quadro “As Meninas” em XXXX (só lembro que foi 1800 e alguma coisa) e é impressionante como uma pintura daquela época parece ter sido feita em 3D.
Depois do museu fomos ao recomendado Parque do Retiro. É fato. Por essas bandas eles sabem fazer um parque se tornar um ponto turístico. Tudo incrivelmente bem cuidado e limpo, com monumentos espalhados por todos os lados. No parque, um cantinho específico me deixou com vontade de voltar. Na Praça da República de Panamá, em frente a um monumento lindo que não sei exatamente o que retrata há um lago maravilhoso, onde váááááários casais alugam seus barcos a remo para curtir o sol. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Parece cena de comédia romântica. Não há um coração bruto sequer que não amoleça com aquela imagem. Para completar, um trio tocava “estrangers in the night” em violino. Nem preciso dizer que fui longe, né? E a volta no parque terminou com a visão do Palácio de Cristal, todo de vidro, com uma fonte linda na frente e casais apaixonados em volta. Claro!
Saindo do Parque fomos à Plaza de Toros. Já que não vimos a dança flamenca, que víssemos ao menos a arena onde judiam dos bichinhos... Mas estava fechada. Graças! Nos restringimos a tirar algumas fotos.
Continuando a gincana “Conheça Madrid em 1 Dia”, fomos correndo para os Jardins do Palácio Real. Jardim Japonês! Casais apaixonados dormindo profundamente, pais com filhos fazendo a lição de casa na grama, grupo de amigos fazendo pic-nic, e tudo no coração de Madrid. Nesse jardim uma ideia me veio forte. Há bancos gigantes de mármore, próprio para duas pessoas. De pronto me ocorreu a imagem de duas pessoas deitadas ao contrário, com as cabeças alinhadas, a jogar conversa fora e fazer planos para o futuro. Acho que a cidade começou a me atingir ali. Ou já teria sido no lago do Parque do Retiro????
Dali seguimos para a Plaza da Espanã, com sua estátua em homenagem a Cervantes e seu Dom Quixote, com o inseparável Sancho Pança. Estava rolando uma feirinha para bicho grilo similar à feira da Torre de TV. Tirando isso, a praça é um charme.
Bom, hora de dar tchau. Não nos restavam mais do que alguns minutos e tínhamos de correr ao hotel para jogar tudo dentro das mochilas e seguir à estação de trem.
Assim como ocorreu em Roma, demorei a captar Madrid, mas ao contrário de Roma, quando consegui já era tarde demais. O ideal seria se tivéssemos mais um diazinho para ficar de bobeira na Puerta del Sol às 19 hs e ver a bagunça daquela tchurma mais uma vez.
Nos despedimos de Madrid no meio desse ritual. Mochilas nas costas, a Rê arrastando uma mala de tralhas que ela conseguiu juntar no caminho, e a Puerta del Sol lotada de músicos, artistas, jovens universitários, velhinhos vendo toda a confusão... Essa muvuca divertida me deixou com vontade de ficar um pouco mais. Ficará para uma próxima viagem, um pouco mais curta e com uma proposta completamente diferente. Honestamente, agora estou muito mais preocupado com Lisboa!!!
Vale!!!!
Desde já aviso que esse relato será curto. Curtíssimo. Na nona cidade dessa loucura toda a bateria pifou e gastamos muito mais tempo no hostel do que rodando pela cidade. Para falar bem a verdade, os poucos bordejos que demos foi mais pela obrigação de fazer valer os nossos euros do que pela vontade de sair da cama.
Acho que alguns fatores nos ajudaram a já chegar em Madrid de má vontade e dispostos a ficarmos na horizontal:
1) No nosso último dia em Barcelona ficamos até tarde no hostel conversando com a “garotada”. E em boa parte do discurso eles ficaram dizendo que não havia muito o que se fazer em Madrid e que 2 dias em Lisboa era realmente muito pouco. Essa conversa avançou a madrugada e teríamos de partir de Barcelona às 6 da manhã. Resultado: Chegamos em Madrid já com o sono em atraso.
2) Essa mesma conversa nos fez chegar em Madrid mais preocupados em tentar trocar a passagem para aproveitarmos 4 dias em Lisboa do que em curtir a cidade onde estávamos. O primeiro dos 3 dias que ficamos aqui gastamos quase todo com a troca de passagem e com a procura de um hotel em Lisboa, já que o nosso não tinha vaga para os dois dias anteriores. Por fim foi ótimo. Cancelamos o hostel e ficaremos em um hotelzinho mais responsável em Lisboa. Merecemos.
3) Tivemos excelentes referências de Madrid, mas todas com relação à noite. Ao que parece, a noite aqui é animal, mas honestamente não estamos nem um pouco com vontade de conhecer a noite. Sair para sensualizar, como diria o Cássio, não está mesmo fazendo parte do roteiro.
4) Por fim, já estamos no 29º dia de viagem e o cansaço tinha de bater à porta. Preferimos carregar as baterias em Madrid para aproveitarmos mais a terrinha.
Bom, ainda que toda essa introdução pareça uma justificativa, para dois moribundos, até que conseguimos fazer alguma coisa.
Nosso hostel, como de costume, ficava super bem localizado, a poucos metros da Plaza Puerta del Sol e Plaza Mayor, as duas principais de Madrid. Nesse hostel não tivemos contato com quase ninguém, pois nosso quarto era privativo. Melhor dizendo, tivemos contato só na hora do banho, pois apesar de o quarto ser separado, o banheiro era compartilhado entre homens e mulheres. E enquanto tomávamos banho a água do “amigo(a)” do lado escorria para a nossa cabine. Apesar de ser um pouco íntimo, acho que não posso classificar isso como amizade.
O primeiro dia foi basicamente para deixar a bagagem no hostel, antecipar a ida a Lisboa, ir ao El Corte Inglês para comprar cuecas e voltar para o hostel para curtir a cama. Antes de me jogar na cama precisava comer alguma coisa, e seguimos à risca as dicas do Coronel Ponce: Procuramos um bom restaurante à beira da Calle Montera. Ele falou das comidas, mas esqueceu de mencionar as companhias. Subindo a rua encontramos à direita vimos vários restaurante (ruins) e à esquerda várias mulheres de vida nem um pouco fácil. Isso às 16 horas e com o sol rachando. Nos disseram depois que de acordo com a noite caindo a maquiagem vai ficando mais carregada, mas que elas estão sempre ali. Bom, prostituição eu já tinha visto antes, mas lá elas simplesmente tentam te arrastar pelo braço. Descaramento!
Agora, da cama do hostel eu posso falar bastante. Era macia macia, assim como o edredom, tando que acordamos no dia seguinte às 13 horas. Tomamos nossos banhos, porque não é porque sou mochileiro que virei porco, e fomos almoçar. Nosso almoço terminou às 16 hs. Só tínhamos tempo e disposição para entrarmos naqueles ônibus de turismo para darmos um “alô” para Madrid. E assim foi feito. Voltamos para o hostel com a promessa de descansarmos só um pouquinho para irmos a um show de dança flamenca. Óbvio que acordamos às 23 horas e apenas deu tempo de comermos um sanduba embaixo do hotel. Back to bed.
O no nosso último dia (hoje), já revigorados e com um pouquinho mais de vida no corpo, exploramos Madrid na medida que o tempo permitia. E não é que a cidade é bem simpática, gente???
Eu não me arrependo de nenhum segundinho sequer que passei embaixo daquele edredom macio, mas tenho que dar o braço a torcer e admitir que, se viesse pra cá com outra proposta, poderia ter sido o ponto alto (ou um deles) da viagem.
Em um dia apenas foram muitas exclamações de encanto. Começou com uma visita guiada pelo Museu do Prado. Nesse ponto da viagem já estou com os pacová um pouco lotados de museu, mas as explicações “despasiadas” do guia prenderam a minha atenção, e adorei saber um pouco mais sobre El Greco, Velasquez e Goya, que são as estrelas do museu. Esse tal de Velasquez pintou o quadro “As Meninas” em XXXX (só lembro que foi 1800 e alguma coisa) e é impressionante como uma pintura daquela época parece ter sido feita em 3D.
Depois do museu fomos ao recomendado Parque do Retiro. É fato. Por essas bandas eles sabem fazer um parque se tornar um ponto turístico. Tudo incrivelmente bem cuidado e limpo, com monumentos espalhados por todos os lados. No parque, um cantinho específico me deixou com vontade de voltar. Na Praça da República de Panamá, em frente a um monumento lindo que não sei exatamente o que retrata há um lago maravilhoso, onde váááááários casais alugam seus barcos a remo para curtir o sol. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Parece cena de comédia romântica. Não há um coração bruto sequer que não amoleça com aquela imagem. Para completar, um trio tocava “estrangers in the night” em violino. Nem preciso dizer que fui longe, né? E a volta no parque terminou com a visão do Palácio de Cristal, todo de vidro, com uma fonte linda na frente e casais apaixonados em volta. Claro!
Saindo do Parque fomos à Plaza de Toros. Já que não vimos a dança flamenca, que víssemos ao menos a arena onde judiam dos bichinhos... Mas estava fechada. Graças! Nos restringimos a tirar algumas fotos.
Continuando a gincana “Conheça Madrid em 1 Dia”, fomos correndo para os Jardins do Palácio Real. Jardim Japonês! Casais apaixonados dormindo profundamente, pais com filhos fazendo a lição de casa na grama, grupo de amigos fazendo pic-nic, e tudo no coração de Madrid. Nesse jardim uma ideia me veio forte. Há bancos gigantes de mármore, próprio para duas pessoas. De pronto me ocorreu a imagem de duas pessoas deitadas ao contrário, com as cabeças alinhadas, a jogar conversa fora e fazer planos para o futuro. Acho que a cidade começou a me atingir ali. Ou já teria sido no lago do Parque do Retiro????
Dali seguimos para a Plaza da Espanã, com sua estátua em homenagem a Cervantes e seu Dom Quixote, com o inseparável Sancho Pança. Estava rolando uma feirinha para bicho grilo similar à feira da Torre de TV. Tirando isso, a praça é um charme.
Bom, hora de dar tchau. Não nos restavam mais do que alguns minutos e tínhamos de correr ao hotel para jogar tudo dentro das mochilas e seguir à estação de trem.
Assim como ocorreu em Roma, demorei a captar Madrid, mas ao contrário de Roma, quando consegui já era tarde demais. O ideal seria se tivéssemos mais um diazinho para ficar de bobeira na Puerta del Sol às 19 hs e ver a bagunça daquela tchurma mais uma vez.
Nos despedimos de Madrid no meio desse ritual. Mochilas nas costas, a Rê arrastando uma mala de tralhas que ela conseguiu juntar no caminho, e a Puerta del Sol lotada de músicos, artistas, jovens universitários, velhinhos vendo toda a confusão... Essa muvuca divertida me deixou com vontade de ficar um pouco mais. Ficará para uma próxima viagem, um pouco mais curta e com uma proposta completamente diferente. Honestamente, agora estou muito mais preocupado com Lisboa!!!
Vale!!!!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
E foi isso que achei de Barcelona...
Barceloooooooona... Tem uma música que foi usada para as Olimpíadas de Barcelona. Eu não tenho a menor ideia da letra, pois mesmo tendo o CD eu só ouvia “amigos para siempre”. Lembro apenas que ela começava com um grito de tenor, cantando forte o nome da cidade. E esse grito não saiu da minha cabeça durante os três dias que passei em Barcelona.
Mais uma vez a escolha do hostel foi perfeita, tanto em relação à localização quanto em relação à acomodação. O nome Chic and Basic foi seguido à risca. O hostel é limpíssimo, todo branquinho, com uma cozinha coletiva que lembra muito o estilo da minha casa (ao menos o estilo que eu gostaria que minha casa tivesse). O melhor: na cozinha coletiva tinha uma geladeira laranja completamente abastecida com frutas, queijo, presunto, iogurte, leite, sucos, manteiga, etc... Além disso havia pão, bolo e uma torradeira na cozinha. E podíamos nos servir à vontade. Isso nos poupou muitos euros de café da manhã e proporcionou boas conversas com a “garotada” do hostel.
Essa “garotada” é fantástica. Dois jovens casais de cerca de 55 anos. Ambos de Brasília. Nos conhecemos logo no primeiro dia e ficamos trocando dicas de cidades nos dois dias restantes. Vagner e Rosa e Vani e Cel. Ponce. Graças ao Vagner fizemos um dos melhores passeios em Barcelona, o Tibidabo. Na volta desse passeio, na nossa última noite, sentamos para lanchar na cozinha e encontramos o Cel. Ponce, que simplesmente fez todo o roteiro da nossa viagem para Madrid e Lisboa. Só no final da conversa ele comentou que TINHA UM LIVRO PUBLICADO DE COMO FAZER TURISMO BARATO EM LISBOA. Foi muita sorte! Ou azar, dependendo do ponto de vista. Ele falou tanto de Lisboa que ficamos com vontade de nem passar mais por Madrid e ficarmos uma semana inteira em Lisboa. Veremos... Mas foi incrível mesmo. Trocamos contatos e devemos nos corresponder. Esse livro eu quero autografado para uma próxima viagem a Lisboa, agora com todos aqueles que amo...
O banheiro do quarto merece registro. Na verdade não era bem um banheiro no nosso conceito. A pia ficava ao lado da cama. Parece que usa muito isso na Europa. E o chuveiro fica junto com a privada. Não que exista um outro cômodo no quarto. De um lado da cama fica a pia e do outro um grande box, ABERTO EM CIMA, com chuveiro e privada. Olha. Se existia qualquer resquício de privacidade entre mim e a Rê, morreu ali. Sem notarmos já estávamos conversando enquanto um dos dois fazia xixi. O número 2 exigia um pedido de retirada do outro. Não há amizade que supere esse trauma.
Escatologias a parte, o hostel é mesmo muito bom e recomendo!
Vamos falar de coisa boa??? Em Barcelona tive também uma das maiores alegrias da minha vida: Fui chamado para ser padrinho da criança mais amada do mundo, a Ana Teresa. Esse nome é lindo!!! Fiquei feliz e honrado com o convite de uma forma nunca vista na história desse país. E quero ser o padrinho mais presente do mundo. Terei agora de me planejar para ir a Juiz de Fora uma vez por mês a partir de janeiro... E que venha a Ana Teresa! A primeira barbie eu que darei!
A primeira impressão que tive de Barcelona foi a de que seria uma cidade perfeita para se morar, quem sabe no período de um mestrado. A segunda impressão foi a de que seria ótimo fazer o mestrado e o doutorado por lá. E por fim fiquei certo de que ter uma casa para temporadas perto da Las Ramblas seria o ideal... Huiahuahuahuahauhauahuah.
Eu me emocionei muito com Paris, o que não aconteceu com Barcelona, mas nesta eu me senti em casa. Foi como se levassem são Paulo para a Europa, tirassem os paulistas e organizassem o trânsito. Vida o tempo todo com a latinidade muito mais presente. A Av. Las Ramblas estava lotada todas as vezes que a atravessamos, com pedestres dividindo espaço com quiosques e artistas, em uma versão melhorada da Florida, que eu já gostava.
Além disso o metrô foi o mais limpo e bem sinalizado que vi até agora, com a compra de bilhetes feita sem burocracia nenhuma diretamente com o cartão de crédito.
Saí do Brasil com uma curiosidade monstra de conhecer a Espanha. Tudo culpa do Livro 1 do curso de espanhol do Instituto Cervantes, que sempre retratava os espanhóis como um povo festeiro, que adora parar para beber sua cerveja no final do dia. Minha expectativa não foi nem um pouco frustrada e foi exatamente esse clima que senti quando coloquei minha cara na rua.
Não tinha como ser diferente. Uma cidade que produz um artista como Gaudi só podia ter alguma coisa boa. E ele é mesmo O CARA! Posso dizer que parte do meu encantamento com a cidade veio também do fato de ter conhecido melhor as obras dele. A Casa Batlò, La Pedrera, o Parque Guell e A Sagrada Família me deixaram estupefacto como há muito tempo não ficava. Ele devia ser insuportável, pois alguém que é capaz de pensar em cada micro detalhe de suas obras não pode ser muito normal.
A Sagrada Família, além de impressionar pelo tamanho, deixa evidente toda a loucura do cara. Colunas em forma de árvores, porque ele queria que os fiéis se sentissem em uma floresta, em contado com a natureza. Camarotes em onda para o coral ter a acústica perfeita. Cores dos vitrais pensadas para não cegar os fiéis em nenhum momento. Torres da igreja representando os apóstolos, Maria e Jesus, que terá a mais alta quando a obra estiver pronta, etc... No subsolo da Igreja há o ateliê/escritório, com as maquetes e estudos originais de Gaudi, inclusive a cúpula invertida que ele fez para estudar a acústica e a resistência perfeita. Enfim, o cara era um gênio.
Igualmente impressionante foi a Casa Batlò, projetada para uma família rica. Um prédio de apartamentos todo inspirado no fundo do mar e da natureza, com detalhes igualmente impressionantes. O corrimão da escada remete à espinha dorsal de um dragão, que teria sido abatido por São Jorge. As janelas diminuem de tamanho conforme se aproximam do topo, pois é mais fácil capitar a luz nos andares mais altos. Todas as paredes remetem às escamas de peixe e etc... O que poderia ser um show de horrores virou uma obra de arte. Pronto! Não só quero morar em Barcelona. Quero morar na casa Batlò, pode?
O Parque Guell também tem o carimbo do Gaudi. O famoso lagarto de azulejos cortados é horroroso. Não vou mentir. Mesmo assim ele fez milagres em um espaço público. Transformando as casinhas do parque em casas de faz de conta. As fotos não me deixam mentir.
Enfim, o cara deu vida e um novo valor para toda uma cidade. Não foi à toa.
Visto de perto os detalhes de Barcelona, fomos para uma perspectiva mais afastada. Ficamos viciados nisso após Paris e Roma. Queríamos ver a cidade de cima. Primeiro do MontJuirc, um antigo forte que se tornou um ponto turístico badalado, e depois de Tibidabo, o ponto mais alto de Barcelona.
Ir a Tibidabo foi fantástico!!! Primeiro se pega um metrô, depois um Tranvia Blau, depois um Funicular. Aí se chega em Tibidabo, que tem um parque de diversões na frente e uma igreja com um Cristo em cima. Entra-se então na Igreja, que dá acesso ao cristo. Sobe-se de elevador até um mirante. Depois sobe-se alguns degraus de uma escada de pedra para chegar-se ao topo. E depois mais alguns degraus de madeira para chegar aos pés do Cristo. Se nos metrôs de Londres me senti chegando perto do inferno, ontem me senti pertinho do céu. A vista é lindíssima e foi muito bom ver de cima a minha cidade!!! :)
Já estava apaixonado pela cidade, mas ainda faltava me apaixonar pelo estilo de vida deles... Bom, já simpatizo com o fato de ser um povo que acorda tarde, dorme depois do almoço e prefere trabalhar à noite. Além disso tem a história da cervejinha no final do expediente. Como se precisasse de mais alguma coisa, eles curtem a cidade no grau máximo, o que pode ser visto nas ruas e praças mais movimentadas. A Plaça Catalunya é um ótimo exemplo. Um quarteirão inteiro com alguns monumentos e muita gente. Poucos turistas. Muitos casais e a tchurma alternativa, curtindo os últimos dias de calor das mais diversas formas.
É verdade! Vale um registro que estamos tendo muita sorte. Pegamos um pouquinho de frio em Londres e Paris. De resto, sol... Muito sol!!!!
Esse estilo ficou claro também quando fomos ao porto e em frente à estátua do Colombo apontando ao Novo Mundo vááááários casais assistiam ao pôr do sol e à coreografia de uns alegres turistas japoneses. Olha! Eu não tenho o direito de ser preconceituoso, mas se eu tivesse algum preconceito, seria contra japonês. Até a alegria deles é engraçada. Tinha um grupinho de uma meia dúzia de cinco ou seis dançando e cantando uma música esquisita. Passinho pra frente, passinho pra trás. Se fossem brasileiros alguém estaria gritando: “Explode coração na maior felicidade...”, com uma morena bonita sambando na frente!
Posso falar???? Amei Barcelona e quero voltar logo. Já ouvi isso antes!
Lindo, vamos passar um tempinho por aqui??? Seria incrível andarmos juntinhos por essas ruas! Aqui vi váááários casais gays de mãos dadas! Quero isso com vc!
Falta pouco agora... ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ
Vale!!!
Mais uma vez a escolha do hostel foi perfeita, tanto em relação à localização quanto em relação à acomodação. O nome Chic and Basic foi seguido à risca. O hostel é limpíssimo, todo branquinho, com uma cozinha coletiva que lembra muito o estilo da minha casa (ao menos o estilo que eu gostaria que minha casa tivesse). O melhor: na cozinha coletiva tinha uma geladeira laranja completamente abastecida com frutas, queijo, presunto, iogurte, leite, sucos, manteiga, etc... Além disso havia pão, bolo e uma torradeira na cozinha. E podíamos nos servir à vontade. Isso nos poupou muitos euros de café da manhã e proporcionou boas conversas com a “garotada” do hostel.
Essa “garotada” é fantástica. Dois jovens casais de cerca de 55 anos. Ambos de Brasília. Nos conhecemos logo no primeiro dia e ficamos trocando dicas de cidades nos dois dias restantes. Vagner e Rosa e Vani e Cel. Ponce. Graças ao Vagner fizemos um dos melhores passeios em Barcelona, o Tibidabo. Na volta desse passeio, na nossa última noite, sentamos para lanchar na cozinha e encontramos o Cel. Ponce, que simplesmente fez todo o roteiro da nossa viagem para Madrid e Lisboa. Só no final da conversa ele comentou que TINHA UM LIVRO PUBLICADO DE COMO FAZER TURISMO BARATO EM LISBOA. Foi muita sorte! Ou azar, dependendo do ponto de vista. Ele falou tanto de Lisboa que ficamos com vontade de nem passar mais por Madrid e ficarmos uma semana inteira em Lisboa. Veremos... Mas foi incrível mesmo. Trocamos contatos e devemos nos corresponder. Esse livro eu quero autografado para uma próxima viagem a Lisboa, agora com todos aqueles que amo...
O banheiro do quarto merece registro. Na verdade não era bem um banheiro no nosso conceito. A pia ficava ao lado da cama. Parece que usa muito isso na Europa. E o chuveiro fica junto com a privada. Não que exista um outro cômodo no quarto. De um lado da cama fica a pia e do outro um grande box, ABERTO EM CIMA, com chuveiro e privada. Olha. Se existia qualquer resquício de privacidade entre mim e a Rê, morreu ali. Sem notarmos já estávamos conversando enquanto um dos dois fazia xixi. O número 2 exigia um pedido de retirada do outro. Não há amizade que supere esse trauma.
Escatologias a parte, o hostel é mesmo muito bom e recomendo!
Vamos falar de coisa boa??? Em Barcelona tive também uma das maiores alegrias da minha vida: Fui chamado para ser padrinho da criança mais amada do mundo, a Ana Teresa. Esse nome é lindo!!! Fiquei feliz e honrado com o convite de uma forma nunca vista na história desse país. E quero ser o padrinho mais presente do mundo. Terei agora de me planejar para ir a Juiz de Fora uma vez por mês a partir de janeiro... E que venha a Ana Teresa! A primeira barbie eu que darei!
A primeira impressão que tive de Barcelona foi a de que seria uma cidade perfeita para se morar, quem sabe no período de um mestrado. A segunda impressão foi a de que seria ótimo fazer o mestrado e o doutorado por lá. E por fim fiquei certo de que ter uma casa para temporadas perto da Las Ramblas seria o ideal... Huiahuahuahuahauhauahuah.
Eu me emocionei muito com Paris, o que não aconteceu com Barcelona, mas nesta eu me senti em casa. Foi como se levassem são Paulo para a Europa, tirassem os paulistas e organizassem o trânsito. Vida o tempo todo com a latinidade muito mais presente. A Av. Las Ramblas estava lotada todas as vezes que a atravessamos, com pedestres dividindo espaço com quiosques e artistas, em uma versão melhorada da Florida, que eu já gostava.
Além disso o metrô foi o mais limpo e bem sinalizado que vi até agora, com a compra de bilhetes feita sem burocracia nenhuma diretamente com o cartão de crédito.
Saí do Brasil com uma curiosidade monstra de conhecer a Espanha. Tudo culpa do Livro 1 do curso de espanhol do Instituto Cervantes, que sempre retratava os espanhóis como um povo festeiro, que adora parar para beber sua cerveja no final do dia. Minha expectativa não foi nem um pouco frustrada e foi exatamente esse clima que senti quando coloquei minha cara na rua.
Não tinha como ser diferente. Uma cidade que produz um artista como Gaudi só podia ter alguma coisa boa. E ele é mesmo O CARA! Posso dizer que parte do meu encantamento com a cidade veio também do fato de ter conhecido melhor as obras dele. A Casa Batlò, La Pedrera, o Parque Guell e A Sagrada Família me deixaram estupefacto como há muito tempo não ficava. Ele devia ser insuportável, pois alguém que é capaz de pensar em cada micro detalhe de suas obras não pode ser muito normal.
A Sagrada Família, além de impressionar pelo tamanho, deixa evidente toda a loucura do cara. Colunas em forma de árvores, porque ele queria que os fiéis se sentissem em uma floresta, em contado com a natureza. Camarotes em onda para o coral ter a acústica perfeita. Cores dos vitrais pensadas para não cegar os fiéis em nenhum momento. Torres da igreja representando os apóstolos, Maria e Jesus, que terá a mais alta quando a obra estiver pronta, etc... No subsolo da Igreja há o ateliê/escritório, com as maquetes e estudos originais de Gaudi, inclusive a cúpula invertida que ele fez para estudar a acústica e a resistência perfeita. Enfim, o cara era um gênio.
Igualmente impressionante foi a Casa Batlò, projetada para uma família rica. Um prédio de apartamentos todo inspirado no fundo do mar e da natureza, com detalhes igualmente impressionantes. O corrimão da escada remete à espinha dorsal de um dragão, que teria sido abatido por São Jorge. As janelas diminuem de tamanho conforme se aproximam do topo, pois é mais fácil capitar a luz nos andares mais altos. Todas as paredes remetem às escamas de peixe e etc... O que poderia ser um show de horrores virou uma obra de arte. Pronto! Não só quero morar em Barcelona. Quero morar na casa Batlò, pode?
O Parque Guell também tem o carimbo do Gaudi. O famoso lagarto de azulejos cortados é horroroso. Não vou mentir. Mesmo assim ele fez milagres em um espaço público. Transformando as casinhas do parque em casas de faz de conta. As fotos não me deixam mentir.
Enfim, o cara deu vida e um novo valor para toda uma cidade. Não foi à toa.
Visto de perto os detalhes de Barcelona, fomos para uma perspectiva mais afastada. Ficamos viciados nisso após Paris e Roma. Queríamos ver a cidade de cima. Primeiro do MontJuirc, um antigo forte que se tornou um ponto turístico badalado, e depois de Tibidabo, o ponto mais alto de Barcelona.
Ir a Tibidabo foi fantástico!!! Primeiro se pega um metrô, depois um Tranvia Blau, depois um Funicular. Aí se chega em Tibidabo, que tem um parque de diversões na frente e uma igreja com um Cristo em cima. Entra-se então na Igreja, que dá acesso ao cristo. Sobe-se de elevador até um mirante. Depois sobe-se alguns degraus de uma escada de pedra para chegar-se ao topo. E depois mais alguns degraus de madeira para chegar aos pés do Cristo. Se nos metrôs de Londres me senti chegando perto do inferno, ontem me senti pertinho do céu. A vista é lindíssima e foi muito bom ver de cima a minha cidade!!! :)
Já estava apaixonado pela cidade, mas ainda faltava me apaixonar pelo estilo de vida deles... Bom, já simpatizo com o fato de ser um povo que acorda tarde, dorme depois do almoço e prefere trabalhar à noite. Além disso tem a história da cervejinha no final do expediente. Como se precisasse de mais alguma coisa, eles curtem a cidade no grau máximo, o que pode ser visto nas ruas e praças mais movimentadas. A Plaça Catalunya é um ótimo exemplo. Um quarteirão inteiro com alguns monumentos e muita gente. Poucos turistas. Muitos casais e a tchurma alternativa, curtindo os últimos dias de calor das mais diversas formas.
É verdade! Vale um registro que estamos tendo muita sorte. Pegamos um pouquinho de frio em Londres e Paris. De resto, sol... Muito sol!!!!
Esse estilo ficou claro também quando fomos ao porto e em frente à estátua do Colombo apontando ao Novo Mundo vááááários casais assistiam ao pôr do sol e à coreografia de uns alegres turistas japoneses. Olha! Eu não tenho o direito de ser preconceituoso, mas se eu tivesse algum preconceito, seria contra japonês. Até a alegria deles é engraçada. Tinha um grupinho de uma meia dúzia de cinco ou seis dançando e cantando uma música esquisita. Passinho pra frente, passinho pra trás. Se fossem brasileiros alguém estaria gritando: “Explode coração na maior felicidade...”, com uma morena bonita sambando na frente!
Posso falar???? Amei Barcelona e quero voltar logo. Já ouvi isso antes!
Lindo, vamos passar um tempinho por aqui??? Seria incrível andarmos juntinhos por essas ruas! Aqui vi váááários casais gays de mãos dadas! Quero isso com vc!
Falta pouco agora... ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ
Vale!!!
domingo, 3 de outubro de 2010
E foi isso que achei de Roma...
Lindo da minha vida,
Tenho que ir dormir para conseguir acordar amanhã e pegar o trem para Madrid, mas antes queria te passar a impressão que tive de Roma.
Esses últimos dias estão bem difíceis porque a saudade está maltratando, mas pensar que daqui a uma semana eu matarei toda essa saudade me traz tranquilidade. Você é o amor da minha vida e em Roma, naquele exato momento que te liguei, estar apaixonado por vc deixou tudo em volta muito mais bonito. Espere por mim!!!
Vamos a Roma...
Antes de mais nada, uma coisa muito engraçada que começou a acontecer em Roma foi a confusão de idiomas que passamos a fazer. Se alguém nos perguntava em inglês, respondíamos em francês. Se falassem francês, respondíamos em espanhol. Se falavam em italiano, a resposta vinha em inglês. E com as poucas palavras que conhecemos desses idiomas fizemos todas as combinações possíveis. Enlouquecemos Roma, certamente!
Nossa passagem por Roma foi sem dúvida alguma uma das etapas mais, digamos, interessantes da viagem. Não vou mais comparar cidades, porque sempre acabo me contradizendo, mas até agora Roma foi a que mais deu o que falar. Posso afirmar sem dúvida alguma que fui me apaixonando aos poucos por Roma e saí com vontade de ter mais tempo para aproveitar a sensação boa que só aconteceu no último dia. Talvez tenha sido mais culpa nossa do que da pobre cidade, pois não nos planejamos muito e acabamos perdendo tempo no que não interessava.
Bom, não poderíamos ter feito muito diferente também. Eu cheguei ligeiramente prejudicado, ainda caminhando com ajuda de muletas, e a Rê com um resfriado pesado. Nossos corpos já estavam pedindo socorro.
Por isso mesmo no primeiro dia nos limitamos a rodar por Trastevere e aproveitar uma boa comida Italiana. Foi a massa mais gostosa que eu comi enquanto estive em Roma. Mais uma vez um Carbonara, que já havia comido em Veneza e pediria mais uma vez em um restaurante sujo ao lado do hotel. O do Trastevere foi o melhor. Com certeza o tempero do prato levava um pouco da irreverência do dono, que pendurou na porta uma placa “we are against war and turist menu”. Ainda que sem o tal menu para turista, percebemos já na primeira refeição que comeríamos melhor e gastaríamos muito menos do que em Paris. Aproveitamos para conhecer a Igreja Santa Maria de Trastevere, que, confesso, só vimos por fora, pois a Rê começou a piorar e precisávamos correr para o hostel.
O hostel, Alessandro Downtown, nos deu algumas experiências legais também. Nosso primeiro quarto dividimos com um cara da Áustria. Perguntei o nome umas três vezes, mas sou incapaz de repetir. Ele foi uma companhia muito bacana, tanto que no nosso último dia neste quarto marcamos um encontro em uma das fontes da Piazza Navona, que acabou não acontecendo porque ainda estávamos nos recuperando (eu do pé e a Rê da gripe). Bom, ele foi uma companhia quaaaaase perfeita, com exceção do peido que ele deu durante a noite, que, sério, nos acordou! Deus do céu! O que era aquilo! Era praticamente um grito de agonia.
Na troca de quarto, agora com banheiro, conhecemos outros três mochileiros: um músico, uma menina de Taiwan (Moss) e o Luciano, de Sorocaba. A menina era muito doidinha e curiosa para saber tudo a nosso respeito e sobre o Brasil. Parecia mesmo ser uma ótima companhia, mas só nos encontramos durante uma noite, pois ela deixou o quarto para dar lugar ao tal músico, sujeito de poucas palavras. Um loiro, nem bonito, nem feio, nem sujo, nem limpo, nem simpático, nem antipático. De todos o mais legal mesmo era o Luciano de Sorocaba, que me lembrava vagamento o Didi Mocó dos trapalhões. Pense em um cabra gente boa! A história dele também era bem legal. Noivo, com cerca de 30 anos, e viajando pela primeira vez ao exterior. Após vários anos sem férias juntou dinheiro para fazer um curso de um mês de inglês na Inglaterra e aproveitou para conhecer um pouco melhor a Europa.
E não só pelas companhias o hostel merece ser comentado. O pessoal realmente estava preparado e disposto a receber o turista. Eles nos quebraram muitos galhos, principalmente quando a Rê começou a passar mal. Já preocupado por termos de voltar a hospital procurei o pessoal da recepção, que prontamente nos encaminhou à farmácia, informando que em Roma os farmacêuticos têm formação complexa a ponto de substituir o médico para casos mais simples. Dito e feito. O remédio receitado foi suficiente para a Rê melhorar em 2 dias.
A localização do hostel também facilitou e muito a nossa vida, pois ficava a apenas alguns passos da estação de metrô Termini, ponto de partida e chegada de quase todos as rotas de Roma. Isso foi muito útil no dia em que precisamos pegar o ônibus de turismo do tipo “stop and go”, que utilizamos no dia após a nossa chegada, assim como na chegada e partida da cidade, pois o nosso trem de Veneza parou NA estação e o trem para o aeroporto Fiumicino saía DA estação. Ou seja, perfeito!
Ou melhor, quase! O banheiro era bem nojentinho e a internet grátis falhava quase sempre. Nota 8,5 para o hostel.
Justamente por ser próximo à estação de trem e apenas termos ido de ônibus a Trastevere, nossa primeira impressão de Roma foi ruim. Uma cidade suja com um povo grosso. Foi difícil enxergar graça e poesia naquilo que estávamos vendo. Logo de cara presenciamos umas 3 brigas entre vendedores e clientes, o que voltaria a ocorrer durante os outros dias. Na região do hostel, a sujeira no meio da rua e a cara de boca do lixo também tiraram um pouco o romantismo da cidade. Ainda que Trastevere tenha mostrado um pouco seu charme, fomos dormir frustrados por não termos visto a Roma dos filmes de Felini.
Nosso segundo dia acabou comprometido pelas enfermidades e ficamos realmente limitados. Como alternativa para que aproveitássemos o dia, ainda que ainda convalescentes, tivemos de pegar o tal ônibus de turismo. Não foi de todo ruim. Roma começou a mostrar sua cara e conhecemos o colossal Coliseu e as ruínas do Forum Romano. Também corri o risco e coloquei minha mão na boca da verdade. Saí ileso. Na mesma caminhada conhecermos o Capidoglio, com uma gigantesca estátua de Marco Antônio, e ficamos impressionados com a grandiosidade do Monumento a Vitório Emanuele. É realmente de cair o queixo. A beleza é incontestável em todos os detalhes. Estamos só nós aqui e não preciso mentir: Foi o monumento que mais me impressionou. (Depois fiquei envergonhado por ter pensado assim, e você entenderá mais adiante).
Cansados, pé doente e narizes escorrendo, voltamos para o hotel para mais uma noite de remédios e sono, em busca da recuperação para encararmos o Vaticano no dia seguinte. Amém! Sabe que eu acho que Ele ouviu nossas preces? Acordamos realmente melhores e dispostos a conhecer cada cantinho da Basílica de San Pietro.
Para a nossa “sorte” era quarta-feira, dia da benção do papa. O vimos a alguns muitos metros nos momentos finais da benção. Essa foi a parte boa. A parte ruim: Por ser o dia da benção TODOS OS CANTOS DO VATICANO ESTAVAM SIMPLESMENTE INTRANSITÁVEIS. 40 minutos para irmos ao banheiro e mais de uma hora na fila para entrarmos no Museu do Vaticano. Me senti na fila do brinquedo mais concorrido da Disney, com várias crianças correndo atrás do seu guia. A diferença é que no lugar de crianças colocaram japoneses com máquinas fotográficas.
Persistimos e tentamos conhecer tudo, mas foi mesmo o maior programa de índio até agora. Acho até que foi uma penitência por alguma arte que fiz no passado. Ou será que fiquei com crédito??? Enfim... Eu só sei que quando finalmente cheguei à Capela Sistina não havia mais fôlego para nada. Ou melhor, não havia mais ar para ninguém. Tanto que uma senhora que estava imprensada entre dois grupos de japoneses acabou por desmaiar... Se para entrar foi difícil, para sair foi muito mais. Os seguranças estavam represando a multidão para evitar confusão, mas acabaram por manter todos presos na minúscula capela.
O pior é que acho mesmo que foi azar, pois no dia seguinte o Luciano comentou que não pegou fila e nem confusão alguma :/
Tentando salvar o dia, corremos para a Fontana de Trevi, que é linda, mas parecia uma cachoeira de japoneses, o que também me deixou um pouco frustrado. Coisas de viagem. Não se pode ganhar todas. No mesmo dia mandei um e-mail para um amigo que tinha morado 4 anos em Roma pedindo dicas para o meu último dia, pois não havia a possibilidade de eu sair de Roma com aquele sentimento.
DITO E FEITO. E a partir daqui tudo o que eu disse sobre Roma pode ser desconsiderado. O melhor dia da viagem nós passamos em Roma, com ajuda da sorte, do clima, das dicas e de um taxista fantástico que nos permitiu aproveitar até o último filete de sol.
Tudo começou já no café da manhã. Seguindo a sugestão da Thaís, fomos ao Panella, um café/padaria delicioso, que já demonstrava que o dia seria diferente. De lá seguimos para a Igreja de San Giovanni, que é sem dúvida e igreja mais linda que já entrei na vida (agora posso dizer que é a igreja acabada mais linda, pois a Sagrada Família de Barcelona lidera o hanking das inacabadas). E foi a primeira vez em Roma que fiquei boquiaberto com a suntuosidade de uma Igreja. Pensei muito na minha mãe, pois tenho certeza que ela se emocionaria ao ver os apóstolos esculpidos em mármore nas laterais da Igreja. O altar também era magnífico. Sem falar que não tinha a muvuda do dia anterior. Pude, pela primeira vez em Roma, acender uma vela e fazer uma oração pelos meus. E meu amor por Roma aumentou um pouco.
Depois fomos para outra Igreja, a Santa Maria Margiori, que não me impressionou tanto porque ainda estava com a San Giovanni Luterano na cabeça. Dali seguimos para conhecer a Piazza de Spagna. Não foi nem de longe o ponto alto da cidade, mas amei ver todos em volta da praça curtindo uma quinta-feira ensolarada com jeito de sábado. Jovens, trabalhadores, turistas, locais, idosos... Todos sentados em tornos de uma fonte pequena simplesmente vendo a vida passar. Acho que ali comecei a captar um pouco da alma da cidade.
A fome já estava batendo e teríamos mesmo de arriscar um restaurante. Fomos em um próximo à praça. Um tal de “DuBar”. BINGO!!! Foi o primeiro filé macio que comi na Europa. Caro, mas macio.
Sem maiores detalhes, para tentar abreviar um pouco o relato, passamos nesse dia também pela Piazza Del Popolo, que estava se preparando para receber algum evento que não poderíamos prestigiar por conta da nossa partida. Fomos também à Igreja Santo Ignácio de Loiolla, que tem umas pinturas lindíssimas no teto, e no Panteon, que não me emocionou tanto. Seguimos novamente para a Fontana de Trevi, na esperança de metade dos japoneses terem ido embora. Doce ilusão. Ainda não seria desta vez que a cena de “La Dolce Vita” seria revivida na minha memória.
Foi então que virei para a Renata e fiz a proposta indecorosa de pegarmos um táxi para conhecermos nos últimos minutos restantes de sol todos os pontos turísticos fora do roteiro, que nos haviam sido indicados pela Thaís. Topado... E o dia que estava ótimo ficou PERFEITO!!!
Santo Jonny!!! Esse é o nome do taxista que pegamos e que foi o melhor de todos os guias! Pedimos para ele nos levar na Fonte Acqua Paola, que a Thaís tinha dito ser a melhor vista de Roma. Ele se negou, pois disse que a melhor vista de roma estaria no monumento a Garibalde, um pouco mais acima. E ELE ESTAVA ABSOLUTAMENTE CERTO! Ficamos boquiabertos com a beleza do lugar. Pense em um lugar romântico! Fiquei com muita vontade de estar lá com você, com um vinho e com uma noite quente para gastar falando besteiras. Quero voltar lá contigo e rápido!!!
E meu amor por Roma cresceu um pouco mais.
A Thaís também falou que se fôssemos até a Piazza Cavalieri de Malta, déssemos a volta no castelo e olhássemos pelo buraco da fechadura, teríamos uma surpresa. Pois o Jonny nos levou até o Portão... que estava escancarado e estragou completamente a surpresa. Mesmo assim o porteiro nos contou o segredo. Olhando pelo buraquinho da fechadura apareceria a cruz do topo da Basílica San. Pietro, do Vaticano.
Cumprido todo o roteiro, o Jonny nos levou para a Piazza Navonna, passando pelo tal monumento que antes eu havia achado o mais lindo de toda a viagem. Ele disse logo que aquele monumento era a vergonha dos que vivem em Roma, pois teria sido construído pelo seu último rei, e que era a memória viva de um período fascista. Disse mais. Disse também que ficava incomodado porque os americanos sempre o achavam magnífico, pois estavam mais preocupados com a estética do que com a história, sendo que a verdadeira beleza tinha ficado escondida atrás daquele prédio: o coliseo e o fórum romano. Essa sim seria a verdadeira história a ser lembrada com orgulho por Roma. Óbvio que eu fingi que nem tinha reparado no gigantesco prédio antes.
Chegamos então na Piazza Navona. A noite já tinha caído. As três fontes da praça estavam iluminadas a ponto de deixar a água com um azul cristalino perfeito. Não havia uma nuvem sequer no céu. E um violeiro dedilhava músicas italianas clássicas. Chorei de por estar ali e agradeci por todo o amor que recebi e pude dar nessa vida. Ser e estar apaixonado fez diferença ali. Tudo pareceu ser lindo e definitivamente entendi Roma. Entendi tudo o que falam.
A cereja do bolo foi o jantar de despedida. Acatamos a dica dada pelo Saulo e pelo Romero e fomos a um restaurante bem próximo à Piazza Navona. Osteria Del Vecchio, salvo engano. Um casal gay na faixa dos 50 e poucos transformou uma casa pequena em um restaurante muito charmoso, com comida italiana típica e um tiramisú irretocável! Ali decidi que quero fazer isso quando me aposentar. Pode ser em Pirenópolis também! Só sei que ver aquele casal trabalhando junto em Roma me deu a impressão de que juntos eles enfrentariam qualquer problema. Fiquei com vontade de fazer isso com vc! Já imaginou!!!
E assim me despedi de Roma: Apaixonado pela vida e pela cidade, ciente de que existem diversas variações de carbonara entre o delicioso e o péssimo, com vontade de voltar o mais rápido possível e de saco cheio de ser chamado de prego!
E que venha Barcelona!
Prego!
Tenho que ir dormir para conseguir acordar amanhã e pegar o trem para Madrid, mas antes queria te passar a impressão que tive de Roma.
Esses últimos dias estão bem difíceis porque a saudade está maltratando, mas pensar que daqui a uma semana eu matarei toda essa saudade me traz tranquilidade. Você é o amor da minha vida e em Roma, naquele exato momento que te liguei, estar apaixonado por vc deixou tudo em volta muito mais bonito. Espere por mim!!!
Vamos a Roma...
Antes de mais nada, uma coisa muito engraçada que começou a acontecer em Roma foi a confusão de idiomas que passamos a fazer. Se alguém nos perguntava em inglês, respondíamos em francês. Se falassem francês, respondíamos em espanhol. Se falavam em italiano, a resposta vinha em inglês. E com as poucas palavras que conhecemos desses idiomas fizemos todas as combinações possíveis. Enlouquecemos Roma, certamente!
Nossa passagem por Roma foi sem dúvida alguma uma das etapas mais, digamos, interessantes da viagem. Não vou mais comparar cidades, porque sempre acabo me contradizendo, mas até agora Roma foi a que mais deu o que falar. Posso afirmar sem dúvida alguma que fui me apaixonando aos poucos por Roma e saí com vontade de ter mais tempo para aproveitar a sensação boa que só aconteceu no último dia. Talvez tenha sido mais culpa nossa do que da pobre cidade, pois não nos planejamos muito e acabamos perdendo tempo no que não interessava.
Bom, não poderíamos ter feito muito diferente também. Eu cheguei ligeiramente prejudicado, ainda caminhando com ajuda de muletas, e a Rê com um resfriado pesado. Nossos corpos já estavam pedindo socorro.
Por isso mesmo no primeiro dia nos limitamos a rodar por Trastevere e aproveitar uma boa comida Italiana. Foi a massa mais gostosa que eu comi enquanto estive em Roma. Mais uma vez um Carbonara, que já havia comido em Veneza e pediria mais uma vez em um restaurante sujo ao lado do hotel. O do Trastevere foi o melhor. Com certeza o tempero do prato levava um pouco da irreverência do dono, que pendurou na porta uma placa “we are against war and turist menu”. Ainda que sem o tal menu para turista, percebemos já na primeira refeição que comeríamos melhor e gastaríamos muito menos do que em Paris. Aproveitamos para conhecer a Igreja Santa Maria de Trastevere, que, confesso, só vimos por fora, pois a Rê começou a piorar e precisávamos correr para o hostel.
O hostel, Alessandro Downtown, nos deu algumas experiências legais também. Nosso primeiro quarto dividimos com um cara da Áustria. Perguntei o nome umas três vezes, mas sou incapaz de repetir. Ele foi uma companhia muito bacana, tanto que no nosso último dia neste quarto marcamos um encontro em uma das fontes da Piazza Navona, que acabou não acontecendo porque ainda estávamos nos recuperando (eu do pé e a Rê da gripe). Bom, ele foi uma companhia quaaaaase perfeita, com exceção do peido que ele deu durante a noite, que, sério, nos acordou! Deus do céu! O que era aquilo! Era praticamente um grito de agonia.
Na troca de quarto, agora com banheiro, conhecemos outros três mochileiros: um músico, uma menina de Taiwan (Moss) e o Luciano, de Sorocaba. A menina era muito doidinha e curiosa para saber tudo a nosso respeito e sobre o Brasil. Parecia mesmo ser uma ótima companhia, mas só nos encontramos durante uma noite, pois ela deixou o quarto para dar lugar ao tal músico, sujeito de poucas palavras. Um loiro, nem bonito, nem feio, nem sujo, nem limpo, nem simpático, nem antipático. De todos o mais legal mesmo era o Luciano de Sorocaba, que me lembrava vagamento o Didi Mocó dos trapalhões. Pense em um cabra gente boa! A história dele também era bem legal. Noivo, com cerca de 30 anos, e viajando pela primeira vez ao exterior. Após vários anos sem férias juntou dinheiro para fazer um curso de um mês de inglês na Inglaterra e aproveitou para conhecer um pouco melhor a Europa.
E não só pelas companhias o hostel merece ser comentado. O pessoal realmente estava preparado e disposto a receber o turista. Eles nos quebraram muitos galhos, principalmente quando a Rê começou a passar mal. Já preocupado por termos de voltar a hospital procurei o pessoal da recepção, que prontamente nos encaminhou à farmácia, informando que em Roma os farmacêuticos têm formação complexa a ponto de substituir o médico para casos mais simples. Dito e feito. O remédio receitado foi suficiente para a Rê melhorar em 2 dias.
A localização do hostel também facilitou e muito a nossa vida, pois ficava a apenas alguns passos da estação de metrô Termini, ponto de partida e chegada de quase todos as rotas de Roma. Isso foi muito útil no dia em que precisamos pegar o ônibus de turismo do tipo “stop and go”, que utilizamos no dia após a nossa chegada, assim como na chegada e partida da cidade, pois o nosso trem de Veneza parou NA estação e o trem para o aeroporto Fiumicino saía DA estação. Ou seja, perfeito!
Ou melhor, quase! O banheiro era bem nojentinho e a internet grátis falhava quase sempre. Nota 8,5 para o hostel.
Justamente por ser próximo à estação de trem e apenas termos ido de ônibus a Trastevere, nossa primeira impressão de Roma foi ruim. Uma cidade suja com um povo grosso. Foi difícil enxergar graça e poesia naquilo que estávamos vendo. Logo de cara presenciamos umas 3 brigas entre vendedores e clientes, o que voltaria a ocorrer durante os outros dias. Na região do hostel, a sujeira no meio da rua e a cara de boca do lixo também tiraram um pouco o romantismo da cidade. Ainda que Trastevere tenha mostrado um pouco seu charme, fomos dormir frustrados por não termos visto a Roma dos filmes de Felini.
Nosso segundo dia acabou comprometido pelas enfermidades e ficamos realmente limitados. Como alternativa para que aproveitássemos o dia, ainda que ainda convalescentes, tivemos de pegar o tal ônibus de turismo. Não foi de todo ruim. Roma começou a mostrar sua cara e conhecemos o colossal Coliseu e as ruínas do Forum Romano. Também corri o risco e coloquei minha mão na boca da verdade. Saí ileso. Na mesma caminhada conhecermos o Capidoglio, com uma gigantesca estátua de Marco Antônio, e ficamos impressionados com a grandiosidade do Monumento a Vitório Emanuele. É realmente de cair o queixo. A beleza é incontestável em todos os detalhes. Estamos só nós aqui e não preciso mentir: Foi o monumento que mais me impressionou. (Depois fiquei envergonhado por ter pensado assim, e você entenderá mais adiante).
Cansados, pé doente e narizes escorrendo, voltamos para o hotel para mais uma noite de remédios e sono, em busca da recuperação para encararmos o Vaticano no dia seguinte. Amém! Sabe que eu acho que Ele ouviu nossas preces? Acordamos realmente melhores e dispostos a conhecer cada cantinho da Basílica de San Pietro.
Para a nossa “sorte” era quarta-feira, dia da benção do papa. O vimos a alguns muitos metros nos momentos finais da benção. Essa foi a parte boa. A parte ruim: Por ser o dia da benção TODOS OS CANTOS DO VATICANO ESTAVAM SIMPLESMENTE INTRANSITÁVEIS. 40 minutos para irmos ao banheiro e mais de uma hora na fila para entrarmos no Museu do Vaticano. Me senti na fila do brinquedo mais concorrido da Disney, com várias crianças correndo atrás do seu guia. A diferença é que no lugar de crianças colocaram japoneses com máquinas fotográficas.
Persistimos e tentamos conhecer tudo, mas foi mesmo o maior programa de índio até agora. Acho até que foi uma penitência por alguma arte que fiz no passado. Ou será que fiquei com crédito??? Enfim... Eu só sei que quando finalmente cheguei à Capela Sistina não havia mais fôlego para nada. Ou melhor, não havia mais ar para ninguém. Tanto que uma senhora que estava imprensada entre dois grupos de japoneses acabou por desmaiar... Se para entrar foi difícil, para sair foi muito mais. Os seguranças estavam represando a multidão para evitar confusão, mas acabaram por manter todos presos na minúscula capela.
O pior é que acho mesmo que foi azar, pois no dia seguinte o Luciano comentou que não pegou fila e nem confusão alguma :/
Tentando salvar o dia, corremos para a Fontana de Trevi, que é linda, mas parecia uma cachoeira de japoneses, o que também me deixou um pouco frustrado. Coisas de viagem. Não se pode ganhar todas. No mesmo dia mandei um e-mail para um amigo que tinha morado 4 anos em Roma pedindo dicas para o meu último dia, pois não havia a possibilidade de eu sair de Roma com aquele sentimento.
DITO E FEITO. E a partir daqui tudo o que eu disse sobre Roma pode ser desconsiderado. O melhor dia da viagem nós passamos em Roma, com ajuda da sorte, do clima, das dicas e de um taxista fantástico que nos permitiu aproveitar até o último filete de sol.
Tudo começou já no café da manhã. Seguindo a sugestão da Thaís, fomos ao Panella, um café/padaria delicioso, que já demonstrava que o dia seria diferente. De lá seguimos para a Igreja de San Giovanni, que é sem dúvida e igreja mais linda que já entrei na vida (agora posso dizer que é a igreja acabada mais linda, pois a Sagrada Família de Barcelona lidera o hanking das inacabadas). E foi a primeira vez em Roma que fiquei boquiaberto com a suntuosidade de uma Igreja. Pensei muito na minha mãe, pois tenho certeza que ela se emocionaria ao ver os apóstolos esculpidos em mármore nas laterais da Igreja. O altar também era magnífico. Sem falar que não tinha a muvuda do dia anterior. Pude, pela primeira vez em Roma, acender uma vela e fazer uma oração pelos meus. E meu amor por Roma aumentou um pouco.
Depois fomos para outra Igreja, a Santa Maria Margiori, que não me impressionou tanto porque ainda estava com a San Giovanni Luterano na cabeça. Dali seguimos para conhecer a Piazza de Spagna. Não foi nem de longe o ponto alto da cidade, mas amei ver todos em volta da praça curtindo uma quinta-feira ensolarada com jeito de sábado. Jovens, trabalhadores, turistas, locais, idosos... Todos sentados em tornos de uma fonte pequena simplesmente vendo a vida passar. Acho que ali comecei a captar um pouco da alma da cidade.
A fome já estava batendo e teríamos mesmo de arriscar um restaurante. Fomos em um próximo à praça. Um tal de “DuBar”. BINGO!!! Foi o primeiro filé macio que comi na Europa. Caro, mas macio.
Sem maiores detalhes, para tentar abreviar um pouco o relato, passamos nesse dia também pela Piazza Del Popolo, que estava se preparando para receber algum evento que não poderíamos prestigiar por conta da nossa partida. Fomos também à Igreja Santo Ignácio de Loiolla, que tem umas pinturas lindíssimas no teto, e no Panteon, que não me emocionou tanto. Seguimos novamente para a Fontana de Trevi, na esperança de metade dos japoneses terem ido embora. Doce ilusão. Ainda não seria desta vez que a cena de “La Dolce Vita” seria revivida na minha memória.
Foi então que virei para a Renata e fiz a proposta indecorosa de pegarmos um táxi para conhecermos nos últimos minutos restantes de sol todos os pontos turísticos fora do roteiro, que nos haviam sido indicados pela Thaís. Topado... E o dia que estava ótimo ficou PERFEITO!!!
Santo Jonny!!! Esse é o nome do taxista que pegamos e que foi o melhor de todos os guias! Pedimos para ele nos levar na Fonte Acqua Paola, que a Thaís tinha dito ser a melhor vista de Roma. Ele se negou, pois disse que a melhor vista de roma estaria no monumento a Garibalde, um pouco mais acima. E ELE ESTAVA ABSOLUTAMENTE CERTO! Ficamos boquiabertos com a beleza do lugar. Pense em um lugar romântico! Fiquei com muita vontade de estar lá com você, com um vinho e com uma noite quente para gastar falando besteiras. Quero voltar lá contigo e rápido!!!
E meu amor por Roma cresceu um pouco mais.
A Thaís também falou que se fôssemos até a Piazza Cavalieri de Malta, déssemos a volta no castelo e olhássemos pelo buraco da fechadura, teríamos uma surpresa. Pois o Jonny nos levou até o Portão... que estava escancarado e estragou completamente a surpresa. Mesmo assim o porteiro nos contou o segredo. Olhando pelo buraquinho da fechadura apareceria a cruz do topo da Basílica San. Pietro, do Vaticano.
Cumprido todo o roteiro, o Jonny nos levou para a Piazza Navonna, passando pelo tal monumento que antes eu havia achado o mais lindo de toda a viagem. Ele disse logo que aquele monumento era a vergonha dos que vivem em Roma, pois teria sido construído pelo seu último rei, e que era a memória viva de um período fascista. Disse mais. Disse também que ficava incomodado porque os americanos sempre o achavam magnífico, pois estavam mais preocupados com a estética do que com a história, sendo que a verdadeira beleza tinha ficado escondida atrás daquele prédio: o coliseo e o fórum romano. Essa sim seria a verdadeira história a ser lembrada com orgulho por Roma. Óbvio que eu fingi que nem tinha reparado no gigantesco prédio antes.
Chegamos então na Piazza Navona. A noite já tinha caído. As três fontes da praça estavam iluminadas a ponto de deixar a água com um azul cristalino perfeito. Não havia uma nuvem sequer no céu. E um violeiro dedilhava músicas italianas clássicas. Chorei de por estar ali e agradeci por todo o amor que recebi e pude dar nessa vida. Ser e estar apaixonado fez diferença ali. Tudo pareceu ser lindo e definitivamente entendi Roma. Entendi tudo o que falam.
A cereja do bolo foi o jantar de despedida. Acatamos a dica dada pelo Saulo e pelo Romero e fomos a um restaurante bem próximo à Piazza Navona. Osteria Del Vecchio, salvo engano. Um casal gay na faixa dos 50 e poucos transformou uma casa pequena em um restaurante muito charmoso, com comida italiana típica e um tiramisú irretocável! Ali decidi que quero fazer isso quando me aposentar. Pode ser em Pirenópolis também! Só sei que ver aquele casal trabalhando junto em Roma me deu a impressão de que juntos eles enfrentariam qualquer problema. Fiquei com vontade de fazer isso com vc! Já imaginou!!!
E assim me despedi de Roma: Apaixonado pela vida e pela cidade, ciente de que existem diversas variações de carbonara entre o delicioso e o péssimo, com vontade de voltar o mais rápido possível e de saco cheio de ser chamado de prego!
E que venha Barcelona!
Prego!
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