Esse certamente será o relato mais curto, sem graça e menos empolgante de todos, pois das 24 horas que passei em Veneza, umas 15 gastei dentro do hotel. Acho que porque quis fazer valer cada um dos 180 euros que torrei na diária.
Esse esbanjamento não foi porque o encosto de um milionário baixou em mim. Na véspera da viagem a Veneza a Thaís, que estava hospedada no Adam, passou algumas dicas e disse que a localização do hotel que havíamos reservado de Brasília tornava impossível a nossa chegada na estação às 6 da manhã, hora que partiria o trem para Roma.
Por sorte, na ida para Veneza, perdemos a parada do trem e tivemos de descer na parada seguinte, que era a mesma de onde partiria nosso trem para Roma. Com isso procuramos o hotel mais próximo da estação e tudo ficou resolvido. Sem falar que eu ainda estava andando de muletas e com uma mochila de aproximadamente uns 20 kg. No final das contas foi tudo de bom. Só depois descobrimos que o hotel é de uma rede chiquééééééérrima aqui da Itália. Phyno! Com ´PH´!
Antes de falar um pouco (bem pouco) da cidade, compensa registrar uma pequena saia justa que passamos no trem a caminho de Veneza. Compramos um vagão com camas, pois as 14 horas de viagem tinham de passar como um sonho. Chegando ao vagão, localizamos as nossas camas. Seriam as duas camas debaixo. As outras duas, as de cima, já estavam ocupadas, pois já haviam colocado duas malas na cabine. Nos acomodamos nas camas debaixo e começamos a conversar. Meia hora depois de o trem ter partido um casal francês entrou na cabine. O inglês deles era tão bom quanto o meu francês, o que tornou qualquer tipo de comunicação inviável. Ele pegou o celular e ligou para alguém da companhia de trem. O que entendemos era que ele estava reclamando, pois havia alguém (nós) no vagão dele e da esposa. O rapaz da empresa prontamente chegou ao vagão e, pelo que entendemos, deu uma boa de uma enquadrada nele, que estava errado desde o começo. Com isso o casal francês ficou constrangido e voltou para o vagão restaurante até a hora de dormir. No dia seguinte acordamos os quatro no mesmo vagão, mas eles já estavam suuuuper simpáticos. Curioso como uma vergonhazinha educa um francês!!!
Colocamos nossas malas no hotel e fiz um pequeno tour na cidade, só para provar que estive por lá. Não pude mesmo abusar, e fiquei com um gostinho de quero mais. Tudo na cidade é voltado para os casais apaixonados. Gôndolas, ponte dos suspiros, máscaras de pierrôs e colombinas, casal de noivos em pleno canal beijando apaixonadamente sobre a gôndola. Não há como não entrar no clima.
Esse tira-gosto de Veneza que tive me causou uma boa impressão. E é difícil ser diferente. Eu não conheço nenhum outro lugar no mundo que esteja prestes a afundar. Quando eu ouvia isso imaginava que falavam de décadas, mas certamente não passará de poucos anos. Fiquei chocado quando estava passeando pela Praça Central, de San Marco, salvo engano, e tivemos de burlar uma poça gigantesca que simplesmente impedia a passagem. Observei que todas as pequenas ruas mantêm no cantinho uma espécie de andaime que deve ser desvirado e utilizado na caso de o nível da água subir e inviabilizar a caminhada. Incrível. Ainda mais chocante foi ouvir de relance que aquela água acumulada no meio da praça central não era àgua represada da chuva, mas sim água que brotava do chão, pois a cidade efetivamente está no nível do mar.
Não pensar nisso e se ater apenas à beleza da cidade me fez viajar um pouco e imaginar quão mágica é a cidade. Essa magia é imposta também pelas máscaras que riem para você em todas as ruas percorridas à pé. Eu não trouxe uma pra mim, por conta do peso e do transtorno que seria carregar uma máscara de uns 60 centímetros E UMA MOCHILA DE 20 QUILOS, mas eu perdi muitos minutos admirando o trabalho, que é delicado e lindíssimo. Por algum tempo cultivarei o arrependimento de não ter comprado uma máscara preta que vi. Ficarei com a foto como recordação. E se a cidade não afundar antes, voltarei para buscá-la.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Eu preciso dizer que te amo!!!!
Lindo da minha vida,
Esse aqui é só pra você. Tem a ver com a viagem, mas só com o efeito que ela tem me causado. Estou no trem, a caminho de Veneza. Devo ficar de molho por lá por conta do pé, mas não estou nem achando ruim. Assim poderei mexer nas fotos, me recuperar para o resto da viagem e, com sorte, falar contigo com calma...
Lindo, sinto tanto a sua falta que de vez em quando sinto vontade de chorar. Acho que estou aproveitando, de verdade, mas todos esses passeios fariam mais sentido com você ao lado. Esse é o pensamento mais constante. Isso sem falar que você é a companhia perfeita. Acho que faria uma viagem de 40 dias contigo sem brigar um dia sequer. Aliás, quero fazer uma viagem de uma vida inteira contigo... Brigando muito de vez em quando.
Por aqui tenho pensado demais em duas coisas ou planos nossos. De vez em quando me pego com a cabeça na nossa viagem de Buenos Aires e também na mudança de casa.
Eu gosto tanto de Buenos Aires que já fico pensando nos restaurantes que quero te levar, nos passeios que quero fazer, nas nossas manhãs de amor na cama do flat, nos sorvetes maravilhosos de sobremesa... VAI SER TUDO!
Já a mudança da casa envolve muito mais... Sei que será só um passo, mas um passo muito importante para um futuro que quero construir com você. Lindo, essa viagem me provou o que eu já sabia. Sou louco por você. Sinto saudades do carinho, do sorriso, da pele, dos beijos e do sexo... Ah!!!! Não posso pensar nisso que me animo. Sério! Sei que você tem que passar por algumas coisas dentro de casa primeiro, mas quero estar pronto para o momento em que você disser que pode sair da casa dos seus pais. Amor da minha vida, esse momento será seu e jamais o apressarei, mas pensar em você dormindo e acordado ao meu lado todos os dias é a coisa que mais me traz paz.
A gente fala sempre de você, mas a verdade é que também tenho um caminho a percorrer com meus pais. Eles interferem menos na minha vida, mas também tem um peso grande nas minhas decisões, ainda que acabe sempre fazendo o que eu quero.
Bom, mas posso falar??? Meu amor, estou pensando tanto no nosso sexo. Vira e mexe lembro de algumas das nossas transas e fico doido. São Paulo, Rio, Brasília... Tenho várias recordações que me fazem companhia nas homenagens que tenho prestado. Estou segurando para gastar tudo com você, mas é difícil. De vez em quando entro no banheiro e quando penso em alguma das nossas transas já me animo. Aí já era, né, lindo? E você também anda tão safadinho que é difícil não ficar com vontade... Tenho que mudar de assunto, afinal, estou em um trem, com a Rê do lado...
A verdade é que sou seu...
Beijo na boca!
E foi isso que achei de Paris...
Paris...
E eu que pensei que já tivesse visto tudo nesta vida!!! Se duvidava da existência de amor à primeira vista, passei a acreditar com a primeira vista de Paris. Amor à primeira vista. Logo na primeira hora o Adam nos levou para almoçar em um restaurante no terraço do centro Ponpidou. Já a caminho do restaurante, nas escadas rolantes que ficam aparentes fora do centro, tivemos uma vista panorâmica da cidade, de onde fomos apresentados rapidamente à torre, à Notre Dame, ao Montparnasse... E pela primeira vez em toda esta viagem eu tive de segurar as lágrimas para não chorar de emoção.
´Paris je t`aime´ passou a fazer todo o sentido. Não só pelo amor que a cidade desperta por ela, mas pelo amor que transborda dos casais apaixonados daqui. Namorar e dar beijos apaixonados no meio da rua ESTÁ SUPER USANDO EM PARIS! Vi algumas cenas de casais dos mais diversos tipos e gêneros provando que o amor não saiu de moda. E para completar, na última noite da Alessandra, ela contou que tinha visto dois caras tomando champanhe em uma das pontes do Sena. O Adam explicou que existe uma ponte que cruza o Sena só para pedestres, conhecida como a ponte dos namorados, em que muitos casais fazem promessa de amor eterno e trancam um cadeado na ponte, para simbolizar a eternidade do amor... E eu quero fazer isso com vc!!!!!
Não sei nem explicar o porquê de ser tão especial estar em Paris, mas ver essa cidade que muitas vezes foi cenário de histórias românticas mexeu comigo. Agora é fato. Me apaixonei pela Europa.
E foi lá no Terraço do Centro Pompidou mesmo, com a cidade aos nossos pés, que fizemos a nossa primeira refeição em Paris, na companhia da Rê e do Adam Jayme, que faz qualquer história real parecer a mais gostosa e divertida ficção. No mesmo dia conhecemos o Hotel de Ville, prefeitura da cidade e também considerada a construção mais romântica da cidade (continuo preferindo a torre).
E por falar em vista linda, tem duas coisas que ninguém pode falar que não fizermos: andar e ver Paris de cima. Exploramos todas as perspectivas mais lindas da cidade vistas de cima, seja no Terraço do Pompidou, seja na Torre Eiffel, seja no Montparnasse, seja na Cúpula da Sacre Croer, em Montmatre.
A do Terraço foi a que mais me emocionou, por ter sido a primeira. A da Secre Croer a mais ´custosa´, por eu ter tido de enfrentar 300 degraus de escada, já cansado das ladeiras de Montmatre. A do Montparnase a mais educativa, já que pudemos identificar todos os pontos conhecidos da cidade e fixar na cabeça a geografia de Paris. E a da Torre Eiffel... Ah!!! Essa não foi a mais nada, mas simplesmente especial. Fomos abençoados por um dia de sol e sem qualquer fila para a subida. Vimos Paris de cima, como se realmente fosse a primeira vez, e ao mesmo tempo cumprimentando uma velha amiga tão comentada. É como se agora eu pudesse conhecer qualquer lugar do mundo, já que visitei o mais famoso cartão postal do planeta! Coisa assim...
A companhia do Adam tem mesmo esse dom de nos contagiar e todos os nossos jantares foram mágicos. Além do Societé e outro também da rede Costes (Bouburg, ou algo assim – o antigo nome do Pompidou, onde fica o restaurante). O mais incrível foi um jantar no AZ (não lembro o que as letras significam). É um restaurante/lounge que tem sua própria linha de Cds. Fomos na terça-feira, então não havia balada. No lugar da balada havia cantores líricos que de 30 em 30 minutos entravam para cantar músicas de algumas óperas. Essa mistura de música lírica, companhia perfeita e comida deliciosa coroou um dia em que durante a tarde percorremos a Champs Elysee, vimos o Arco do Triunfo, passeamos pelo Jardim das Tuillers e vimos, pela primeira vez, o Museu do Luvre.
Para completar a lista de restaurantes teve ainda um Italiano, que a Berta, amiga do Adam, nos apresentou no último dia de viagem, e um indiano, ao lado da casa do Adam. A comida estava simplesmente divina neste indiano, com exceção da pimenta. Nos esbaldamos nas especiarias. A simpatia do staff era o máximo. O garçom que nos atendeu era tão engraçadinho que não deixava a Rê tirar fotos. Mas não só durante nossa estada lá eles foram bacanas. Quando a Alessandra chegou em Paris eles emprestaram um telefone celular e no nosso último dia ficaram com pena de mim e chamaram um táxi pra mim. Quando viermos a Paris temos de passar por lá...
Ainda no dia em passeamos pela Champs Elysses, conhecemos a Place des Invalides, onde fica o museu das armas e o túmulo do Napoleão e pelo Jardim das Tulliers. Antes tentamos ir ao Museu Rodin, que descobrimos depois já estar fechado, mas ficamos uma boa hora em frente ao museu rindo da primeira gafe parisiense da viagem:
Sentamos no café com planos unicamente de pedirmos uma água, como pretexto para a Rê usar o banheiro. Após uma breve análise no cardápio decidimos comer alguma coisinha por ali mesmo antes de continuarmos a caminhada. A Rê foi ao banheiro e ficou a meu encargo fazer o pedido. Fácil. O garçom chegou e eu rapidamente, com toda a fluência no francês que me é peculiar, pedi um saladinha parisiense. Antes da salada o garçon trouxe uma garrafa de água com dois copos... E a salada começou a demorar. Um pouco antes de a Rê voltar à mesa resolvi cheirar a água, pois estava achando estranha a demora da salada. Bingo, no lugar da minha salada veio um delicioso vinho rosê. De alguma forma inexplicável uma salada parisiense foi compreendida como vinho provance. Culpa do garçom que não deve falar uma palavra de francês!!! Estamos de férias e em Paris! Curtimos o vinho e toda a confusão rendeu boas gargalhadas.
Outra coisa que me chamou a atenção em Paris foi a qualidade do atendimento nos restaurantes, mesmo nos caros. Ou melhor, a baixa qualidade no atendimento. O Adam havia nos alertado no primeiro almoço, e confirmamos. Eles nos atendem na hora que querem. Não adianta abanar a mão ou assoviar. Também difere dos demais países porque a regra é não se esforçar para entender o turista. Você tem que ser muito simpático para receber como retorno um sorriso blasé. Tanto que quando alguma atendente nos dava um sorriso amarelo já falávamos: `Fofa ela, né?`, pois já era demais. Pelo menos uma vantagem no atendimento: também não deixávamos um centavo de gorjeta. Se o costume local é não sorrir, adotamos o costume local nas gorjetas também.
No dia da visita ao Sacre Croer, no walking tour feito em Montmatre, fomos apresentados à Alessandra, uma amiga de uma amiga do Adam, que dividiu o teto com a gente por 2 dias apenas, mas que nos divertiu até. Pense em uma menina doida! Ela não falava uma palavra sequer em inglês ou francês, mas era tão cara de pau que passou menos sufoco do que a gente. Uma das coisas mais engraçadas era ela chamar as pessoas que tinha acabado de conhecer na rua para pedir informação de ´amigo´: `Gente, eu estava no Luvre e conheci um amigo francês que era chef de cozinha. Ele me mostrou fotos das criações dele e eu disse que ele era o picasso da culinária`. Isso tudo sem falar uma palavra sequer em francês.
E foi na companhia da Rê e dessa doidinha que sentei exausto na pracinha de Montmatre, onde os artistas fazem caricaturas e retratos, para pedir um choppinho para relaxar. Dois chopps, uma coca e a conta. Total: 28,80. Sim! Todas as bebidas custavam 9,60. Foi o chopp mais caro que tomei e certamente a coca aguada mais cara que a renata tomou na vida. O garçon ainda teve a cara de pau de nos pedir gorjeta!
Não lembro exatamente a ordem dos dias, mas um dos lugares que mais me impressionou foi o Jardim de Luxemburgo. O conhecemos no mesmo dia da Notre Dame e da Fonte de Sant Michel. Pegamos também um dia de sol, com parisienses a rodo curtindo o sol à beira do chafariz central. Acho que foi nessa hora que o desejo de morar em Paris ficou mais forte. O lugar é lindo é feito para o desfrute dos parisienses. Cadeiras em volta do chafariz, flores impecavelmente cuidadas, gramado para os jovens se sentarem... E foi lá que cumpri minha promessa de pegar meu IPOD e ouvir `How do I Live (without you)` da Trisha Yearwood. Com certeza essa lembrança ficará marcada.
Ficará marcada também a nossa gafe. Conhecido o prédio do senado ficamos zanzando procurando o tal Palácio de Luxemburgo. Só depois descobrimos que eram a mesma coisa.
Acho que colocamos a nossa estrelinha de dever cumprido em todos os pontos turísticos obrigatórios, com exceção da La Chapel e da Praça do Trocadero, que deixamos de conhecer por conta do meu pequeno acidente...
Bom, deixamos para ver os museus no nosso penúltimo dia de viagem, já que a previsão do tempo nos trazia frio e chuva para o dia 24/09. Cumprido o combinado, estávamos prestes a deixar o Luvre, por volta das 20hs. Faltava ainda visitar uma única sala, que o Leonardo do meu trabalho reputava como sendo a mais famosa do Luvre, com o busto de Alexandre, o Grande e estátuas de Hércules e Diana. E foi bem nesta sala mais famosa do Luvre que tomei o maior tombo da minha vida... Estávamos ávidos para encontrar a tal estátua do Hércules, quando de repente vimos uma escultura de um homem com uma leão. Só podia ser... Descemos desatentos a escada... A Renata quase caiu e o: `Nossa! Eu quase caí!´ foi interrompido pelo estrondo da minha queda. Pelo barulho que o meu pé fez e pela dor que estava sentindo poderia jurar que a viagem estava encerrada.
Minha reação primeira foi ter uma crise de riso, que sempre acontece quando estou com muita dor. Tirei os sapatos, a Rê fez uma massagem e seguimos para a casa do Adam, a pé!!! Ele tinha combinado um queijos e vinhos com uns amigos locais e durante algum tempo eu consegui esconder a minha dor... Chegou uma hora que tentei colocar o pé no chão e percebi que não conseguiria sustentar meu peso. Nessa hora tive a nítida sensação de que ia desmaiar e corremos para o hospital.
Infelizmente usei meu seguro saúde! Ficamos quase duas horas no Hospital Americano de Paris, onde fui atendido em português por um médico francês, que disse ter aprendido português com as músicas e não poder mais voltar ao Brasil porque a esposa prefere o Chile e Buenos Aires, tudo isso sob os flashes das máquinas fotográficas da Rê e do Adam, que fizeram questão de registrar o nosso turismo no hospital francês.
Por fim, nada grave, apenas uma torção, ou melhor, duas torções no pé direito. Tratamento: Remédio para a dor e... muletas, que combinam muito pouco com o mochilão que estou carregando.
E assim fechei minha primeira estada em Paris. Agora é só juntar dinheiro para voltar aqui de novo... E que seja breve.
Que venha Veneza!!!
E eu que pensei que já tivesse visto tudo nesta vida!!! Se duvidava da existência de amor à primeira vista, passei a acreditar com a primeira vista de Paris. Amor à primeira vista. Logo na primeira hora o Adam nos levou para almoçar em um restaurante no terraço do centro Ponpidou. Já a caminho do restaurante, nas escadas rolantes que ficam aparentes fora do centro, tivemos uma vista panorâmica da cidade, de onde fomos apresentados rapidamente à torre, à Notre Dame, ao Montparnasse... E pela primeira vez em toda esta viagem eu tive de segurar as lágrimas para não chorar de emoção.
´Paris je t`aime´ passou a fazer todo o sentido. Não só pelo amor que a cidade desperta por ela, mas pelo amor que transborda dos casais apaixonados daqui. Namorar e dar beijos apaixonados no meio da rua ESTÁ SUPER USANDO EM PARIS! Vi algumas cenas de casais dos mais diversos tipos e gêneros provando que o amor não saiu de moda. E para completar, na última noite da Alessandra, ela contou que tinha visto dois caras tomando champanhe em uma das pontes do Sena. O Adam explicou que existe uma ponte que cruza o Sena só para pedestres, conhecida como a ponte dos namorados, em que muitos casais fazem promessa de amor eterno e trancam um cadeado na ponte, para simbolizar a eternidade do amor... E eu quero fazer isso com vc!!!!!
Não sei nem explicar o porquê de ser tão especial estar em Paris, mas ver essa cidade que muitas vezes foi cenário de histórias românticas mexeu comigo. Agora é fato. Me apaixonei pela Europa.
E foi lá no Terraço do Centro Pompidou mesmo, com a cidade aos nossos pés, que fizemos a nossa primeira refeição em Paris, na companhia da Rê e do Adam Jayme, que faz qualquer história real parecer a mais gostosa e divertida ficção. No mesmo dia conhecemos o Hotel de Ville, prefeitura da cidade e também considerada a construção mais romântica da cidade (continuo preferindo a torre).
E por falar em vista linda, tem duas coisas que ninguém pode falar que não fizermos: andar e ver Paris de cima. Exploramos todas as perspectivas mais lindas da cidade vistas de cima, seja no Terraço do Pompidou, seja na Torre Eiffel, seja no Montparnasse, seja na Cúpula da Sacre Croer, em Montmatre.
A do Terraço foi a que mais me emocionou, por ter sido a primeira. A da Secre Croer a mais ´custosa´, por eu ter tido de enfrentar 300 degraus de escada, já cansado das ladeiras de Montmatre. A do Montparnase a mais educativa, já que pudemos identificar todos os pontos conhecidos da cidade e fixar na cabeça a geografia de Paris. E a da Torre Eiffel... Ah!!! Essa não foi a mais nada, mas simplesmente especial. Fomos abençoados por um dia de sol e sem qualquer fila para a subida. Vimos Paris de cima, como se realmente fosse a primeira vez, e ao mesmo tempo cumprimentando uma velha amiga tão comentada. É como se agora eu pudesse conhecer qualquer lugar do mundo, já que visitei o mais famoso cartão postal do planeta! Coisa assim...
A companhia do Adam tem mesmo esse dom de nos contagiar e todos os nossos jantares foram mágicos. Além do Societé e outro também da rede Costes (Bouburg, ou algo assim – o antigo nome do Pompidou, onde fica o restaurante). O mais incrível foi um jantar no AZ (não lembro o que as letras significam). É um restaurante/lounge que tem sua própria linha de Cds. Fomos na terça-feira, então não havia balada. No lugar da balada havia cantores líricos que de 30 em 30 minutos entravam para cantar músicas de algumas óperas. Essa mistura de música lírica, companhia perfeita e comida deliciosa coroou um dia em que durante a tarde percorremos a Champs Elysee, vimos o Arco do Triunfo, passeamos pelo Jardim das Tuillers e vimos, pela primeira vez, o Museu do Luvre.
Para completar a lista de restaurantes teve ainda um Italiano, que a Berta, amiga do Adam, nos apresentou no último dia de viagem, e um indiano, ao lado da casa do Adam. A comida estava simplesmente divina neste indiano, com exceção da pimenta. Nos esbaldamos nas especiarias. A simpatia do staff era o máximo. O garçom que nos atendeu era tão engraçadinho que não deixava a Rê tirar fotos. Mas não só durante nossa estada lá eles foram bacanas. Quando a Alessandra chegou em Paris eles emprestaram um telefone celular e no nosso último dia ficaram com pena de mim e chamaram um táxi pra mim. Quando viermos a Paris temos de passar por lá...
Ainda no dia em passeamos pela Champs Elysses, conhecemos a Place des Invalides, onde fica o museu das armas e o túmulo do Napoleão e pelo Jardim das Tulliers. Antes tentamos ir ao Museu Rodin, que descobrimos depois já estar fechado, mas ficamos uma boa hora em frente ao museu rindo da primeira gafe parisiense da viagem:
Sentamos no café com planos unicamente de pedirmos uma água, como pretexto para a Rê usar o banheiro. Após uma breve análise no cardápio decidimos comer alguma coisinha por ali mesmo antes de continuarmos a caminhada. A Rê foi ao banheiro e ficou a meu encargo fazer o pedido. Fácil. O garçom chegou e eu rapidamente, com toda a fluência no francês que me é peculiar, pedi um saladinha parisiense. Antes da salada o garçon trouxe uma garrafa de água com dois copos... E a salada começou a demorar. Um pouco antes de a Rê voltar à mesa resolvi cheirar a água, pois estava achando estranha a demora da salada. Bingo, no lugar da minha salada veio um delicioso vinho rosê. De alguma forma inexplicável uma salada parisiense foi compreendida como vinho provance. Culpa do garçom que não deve falar uma palavra de francês!!! Estamos de férias e em Paris! Curtimos o vinho e toda a confusão rendeu boas gargalhadas.
Outra coisa que me chamou a atenção em Paris foi a qualidade do atendimento nos restaurantes, mesmo nos caros. Ou melhor, a baixa qualidade no atendimento. O Adam havia nos alertado no primeiro almoço, e confirmamos. Eles nos atendem na hora que querem. Não adianta abanar a mão ou assoviar. Também difere dos demais países porque a regra é não se esforçar para entender o turista. Você tem que ser muito simpático para receber como retorno um sorriso blasé. Tanto que quando alguma atendente nos dava um sorriso amarelo já falávamos: `Fofa ela, né?`, pois já era demais. Pelo menos uma vantagem no atendimento: também não deixávamos um centavo de gorjeta. Se o costume local é não sorrir, adotamos o costume local nas gorjetas também.
No dia da visita ao Sacre Croer, no walking tour feito em Montmatre, fomos apresentados à Alessandra, uma amiga de uma amiga do Adam, que dividiu o teto com a gente por 2 dias apenas, mas que nos divertiu até. Pense em uma menina doida! Ela não falava uma palavra sequer em inglês ou francês, mas era tão cara de pau que passou menos sufoco do que a gente. Uma das coisas mais engraçadas era ela chamar as pessoas que tinha acabado de conhecer na rua para pedir informação de ´amigo´: `Gente, eu estava no Luvre e conheci um amigo francês que era chef de cozinha. Ele me mostrou fotos das criações dele e eu disse que ele era o picasso da culinária`. Isso tudo sem falar uma palavra sequer em francês.
E foi na companhia da Rê e dessa doidinha que sentei exausto na pracinha de Montmatre, onde os artistas fazem caricaturas e retratos, para pedir um choppinho para relaxar. Dois chopps, uma coca e a conta. Total: 28,80. Sim! Todas as bebidas custavam 9,60. Foi o chopp mais caro que tomei e certamente a coca aguada mais cara que a renata tomou na vida. O garçon ainda teve a cara de pau de nos pedir gorjeta!
Não lembro exatamente a ordem dos dias, mas um dos lugares que mais me impressionou foi o Jardim de Luxemburgo. O conhecemos no mesmo dia da Notre Dame e da Fonte de Sant Michel. Pegamos também um dia de sol, com parisienses a rodo curtindo o sol à beira do chafariz central. Acho que foi nessa hora que o desejo de morar em Paris ficou mais forte. O lugar é lindo é feito para o desfrute dos parisienses. Cadeiras em volta do chafariz, flores impecavelmente cuidadas, gramado para os jovens se sentarem... E foi lá que cumpri minha promessa de pegar meu IPOD e ouvir `How do I Live (without you)` da Trisha Yearwood. Com certeza essa lembrança ficará marcada.
Ficará marcada também a nossa gafe. Conhecido o prédio do senado ficamos zanzando procurando o tal Palácio de Luxemburgo. Só depois descobrimos que eram a mesma coisa.
Acho que colocamos a nossa estrelinha de dever cumprido em todos os pontos turísticos obrigatórios, com exceção da La Chapel e da Praça do Trocadero, que deixamos de conhecer por conta do meu pequeno acidente...
Bom, deixamos para ver os museus no nosso penúltimo dia de viagem, já que a previsão do tempo nos trazia frio e chuva para o dia 24/09. Cumprido o combinado, estávamos prestes a deixar o Luvre, por volta das 20hs. Faltava ainda visitar uma única sala, que o Leonardo do meu trabalho reputava como sendo a mais famosa do Luvre, com o busto de Alexandre, o Grande e estátuas de Hércules e Diana. E foi bem nesta sala mais famosa do Luvre que tomei o maior tombo da minha vida... Estávamos ávidos para encontrar a tal estátua do Hércules, quando de repente vimos uma escultura de um homem com uma leão. Só podia ser... Descemos desatentos a escada... A Renata quase caiu e o: `Nossa! Eu quase caí!´ foi interrompido pelo estrondo da minha queda. Pelo barulho que o meu pé fez e pela dor que estava sentindo poderia jurar que a viagem estava encerrada.
Minha reação primeira foi ter uma crise de riso, que sempre acontece quando estou com muita dor. Tirei os sapatos, a Rê fez uma massagem e seguimos para a casa do Adam, a pé!!! Ele tinha combinado um queijos e vinhos com uns amigos locais e durante algum tempo eu consegui esconder a minha dor... Chegou uma hora que tentei colocar o pé no chão e percebi que não conseguiria sustentar meu peso. Nessa hora tive a nítida sensação de que ia desmaiar e corremos para o hospital.
Infelizmente usei meu seguro saúde! Ficamos quase duas horas no Hospital Americano de Paris, onde fui atendido em português por um médico francês, que disse ter aprendido português com as músicas e não poder mais voltar ao Brasil porque a esposa prefere o Chile e Buenos Aires, tudo isso sob os flashes das máquinas fotográficas da Rê e do Adam, que fizeram questão de registrar o nosso turismo no hospital francês.
Por fim, nada grave, apenas uma torção, ou melhor, duas torções no pé direito. Tratamento: Remédio para a dor e... muletas, que combinam muito pouco com o mochilão que estou carregando.
E assim fechei minha primeira estada em Paris. Agora é só juntar dinheiro para voltar aqui de novo... E que seja breve.
Que venha Veneza!!!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
E foi isso que achei de Bruxelas...
Lindo,
Preciso dizer que estou morto de saudades? Estou indo agora para o Jardim de Luxemburgo. Farei o que combinamos e acho que vou chorar por sentir ainda mais a falta que você me faz.
Para manter o costume, contarei um pouquinho agora do que fiz em Bruxelas.
A loucura de Amsterdan ficou para trás e chegamos a Bruxelas. O segundo passeio de trem, nosso primeiro em trem diurno, foi igualmente tranquilo, o que já não podemos falar do nosso impacto inicial na cidade. Aqui se fala francês e holandês, que para mim se parecem muito com o Alemão e com o Japonês, pois NÃO ENTENDO ABSOLUTAMENTE NADA DO QUE ESTÁ ESCRITO NAS MALDITAS PLACAS. Depois de ficarmos algum tempo tentando, sem sucesso, nos comunicar para conseguirmos um mapa resolvi gastar um pouco e ligar para o Durval do meu celular. Em 15 min estávamos na casa dele. Santo táxi!
Quando chegamos na casa do Durval tivemos a certeza de que nossa estada seria exatamente como tinha imaginado: uma pausa necessária com uma companhia perfeita. Ele preparou nosso quarto como quem prepara uma suíte de hotel, com tolhas e mini produtos de toilete na cama e, óbvio, chocolates belgas na mesinha de cabeceira.
Além disso, o Lucas foi buscar pão fresquinho para fazermos um lanche antes de começarmos a explorar a cidade. Comidos, recebemos detalhadamente todas as dicas para aproveitarmos o restinho do dia. Incríveis. Pegaram os dois homens mais educados do Brasil e colocaram juntos em Bruxelas.
Não há muito o que falar da cidade. É uma cidade europeia, linda e limpa, as always, mas sem muita personalidade e monumentos, além de um menino fazendo xixi, de aproximadamente 20 centímetros e uma praça cercada de prédios barrocos, com uma prefeitura disfarçada de catedral (ela me enganou direitinho).
A verdadeira atração foram os doces e chocolates, como não me deixam mentir as fotos. Se Amsterdan cheirava a maconha, Bruxelas cheira a caramelo, graças ao tradicional waffle servido a cada esquina. Tinha a nítida e constante sensação de estar fazendo sempre o mesmo caminho que Maria e João fizeram para chegar na tal casinha de biscoitos. Em todo o caminho havia lojas com doces e chocolates maravilhosos e deliciosos. De todos os lugares e doces perfeitos que comi, dois ficarão na minha memória gustativa por um tempo: o macarron de baunilha e o bombom da confeitaria onde um dia o Lucas trabalhou. Fantásticos mesmo!!!!!]
Como não só de doces vive o homem, provamos também a batata frita, que eles invocam como uma invenção belga.
Além da companhia do Durval e do Lucas, essa etapa foi muito boa para sabermos um pouquinho mais da história desse povo sem identidade, divido entre a holandeses e franceses, o que deixa em cheque a própria manutenção da existência da Bélgica. Essa falta de identidade ficou explícita, inclusive, nos monumentos mostrados pelo Durval, onde ficava clara a existência entra o que a Bélgica poderia ter sido e realmente é...
Fechamos a visita em um restaurante incrível,chamado Le Bank, que funciona dentro de um banco antigo e nossa entradinha foi uma Veuve Cliquot. Chave de ouro para fechar uma paradinha deliciosamente rápida, onde basicamente carregamos as energias.
Que venha Paris...
Preciso dizer que estou morto de saudades? Estou indo agora para o Jardim de Luxemburgo. Farei o que combinamos e acho que vou chorar por sentir ainda mais a falta que você me faz.
Para manter o costume, contarei um pouquinho agora do que fiz em Bruxelas.
A loucura de Amsterdan ficou para trás e chegamos a Bruxelas. O segundo passeio de trem, nosso primeiro em trem diurno, foi igualmente tranquilo, o que já não podemos falar do nosso impacto inicial na cidade. Aqui se fala francês e holandês, que para mim se parecem muito com o Alemão e com o Japonês, pois NÃO ENTENDO ABSOLUTAMENTE NADA DO QUE ESTÁ ESCRITO NAS MALDITAS PLACAS. Depois de ficarmos algum tempo tentando, sem sucesso, nos comunicar para conseguirmos um mapa resolvi gastar um pouco e ligar para o Durval do meu celular. Em 15 min estávamos na casa dele. Santo táxi!
Quando chegamos na casa do Durval tivemos a certeza de que nossa estada seria exatamente como tinha imaginado: uma pausa necessária com uma companhia perfeita. Ele preparou nosso quarto como quem prepara uma suíte de hotel, com tolhas e mini produtos de toilete na cama e, óbvio, chocolates belgas na mesinha de cabeceira.
Além disso, o Lucas foi buscar pão fresquinho para fazermos um lanche antes de começarmos a explorar a cidade. Comidos, recebemos detalhadamente todas as dicas para aproveitarmos o restinho do dia. Incríveis. Pegaram os dois homens mais educados do Brasil e colocaram juntos em Bruxelas.
Não há muito o que falar da cidade. É uma cidade europeia, linda e limpa, as always, mas sem muita personalidade e monumentos, além de um menino fazendo xixi, de aproximadamente 20 centímetros e uma praça cercada de prédios barrocos, com uma prefeitura disfarçada de catedral (ela me enganou direitinho).
A verdadeira atração foram os doces e chocolates, como não me deixam mentir as fotos. Se Amsterdan cheirava a maconha, Bruxelas cheira a caramelo, graças ao tradicional waffle servido a cada esquina. Tinha a nítida e constante sensação de estar fazendo sempre o mesmo caminho que Maria e João fizeram para chegar na tal casinha de biscoitos. Em todo o caminho havia lojas com doces e chocolates maravilhosos e deliciosos. De todos os lugares e doces perfeitos que comi, dois ficarão na minha memória gustativa por um tempo: o macarron de baunilha e o bombom da confeitaria onde um dia o Lucas trabalhou. Fantásticos mesmo!!!!!]
Como não só de doces vive o homem, provamos também a batata frita, que eles invocam como uma invenção belga.
Além da companhia do Durval e do Lucas, essa etapa foi muito boa para sabermos um pouquinho mais da história desse povo sem identidade, divido entre a holandeses e franceses, o que deixa em cheque a própria manutenção da existência da Bélgica. Essa falta de identidade ficou explícita, inclusive, nos monumentos mostrados pelo Durval, onde ficava clara a existência entra o que a Bélgica poderia ter sido e realmente é...
Fechamos a visita em um restaurante incrível,chamado Le Bank, que funciona dentro de um banco antigo e nossa entradinha foi uma Veuve Cliquot. Chave de ouro para fechar uma paradinha deliciosamente rápida, onde basicamente carregamos as energias.
Que venha Paris...
E foi isso que achei de Amsterdam...
NÃO QUERO MAIS BRINCAR... Estou com muitas saudades. Como você me deixou embarcar, lindo??? Quando eu chegar no 35º dia meu coração terá explodido de tanta saudade. Não é justo. Todos os lugares, praças, músicas, bares, lojas e etc me fazem lembrar você! Estou aqui, mas já com minha cabeça no nosso apartamento, viu?
Acho que a aventura para Amsterdan começou, na verdade, no trem. Pegamos o trem pela primeira vez e nos surpreendemos com o cubículo em que eles enfiam 6 camas (3 triliches). Outra surpresa: mesmo sendo mínimo o espaço, por ser na horizontal é melhor do que qualquer avião. Resultado: dormimos a viagem inteira. Foi uma ótima decisão.
Lindo, se em Berlim as bicicletas e os pedestres convivem em perfeita harmonia, em Amsterdã o trânsito é um caos. Pedestre, bicicletas e carros dividindo os mesmos espaços. Vimos até uma trombada de um bicicleta com um pedestre em que a japa da bicicleta ficou irritadíssima achando que estava com a razão. Eu, realmente, seria incapaz de dizer. A verdade é que uma vez que se aprende que você tem que olhar para os dois lados várias vezes para atravessar a rua, Amsterdã é uma delícia. Pense em uma cidade em festa... Se uma cidade pudesse sair do mapa, fumar um baseado e sair dançando pela rua, ela seria Amsterdam.
Para começar, o nosso hostel ficava no meio do Red Light District, ou seja, ao lado das moças que ficam na vitrine se oferecendo para sexo. Vimos muitas moças horrorosas, mercadoria encalhada, e algumas dignas da Playboy. Em volta muitos homens interessados no programa, mas a maioria interessada apenas em conhecer mais um ponto turístico da cidade. Queríamos registrar isso também, mas fomos expressamente advertidos de que foto não são permitidas, sob pena de as senhoras saírem de suas vitrines e avançarem nas nossas máquinas. Preferimos não arriscar.
Voltando ao hostel... Nossa hospedagem foi mesmo um show a parte. Havia uma balada no térreo, que estava bombando todas as vezes que deixávamos ou chegávamos ao hotel. Festa estranha com gente esquisita, é fato, mesmo assim já nos colocava no clima de Amsterdan nos primeiros minutos do dia. O quarto tinha um carpete e uma cama preta, bem no estilo dos anos 60, e o papel de parede era um mosaico, feito com fotos de mulheres dos mais diferentes tipos. ANIMAL!!! Tivemos um pequeno problema para domar a duchinha, mas quando dominamos o mecanismo chegamos a 100% de satisfação. Sem falar que ainda tinha WiFi para eu poder falar com o meu amor...
Um dos passeios mais legais que fizemos foi a fábrica da Heinecken... Muito bacana! Nem sou tão fã assim da cerveja, mas além de conhecermos a fábrica, ainda entramos em um simulador, onde nós somos a cerveja. Passamos então por todo o processo: Fomos moídos, cozidos, misturados com água, centrifugados, coados, engarrafados e vendidos. A brincadeira acaba em um bar e as pulseiras que ganhamos no começo do passeio se transforma em um vale cervejas. No total bebemos 3 tulipinhas de cerveja e saímos para ver o museu de Van Gogh prontos para achar tudo lindo!
De passeio turístico, além disso fomos ao Museu da Anne Frank, que ficou famosa por escrever um diário, aos 14 anos, durante a perseguição aos judeus. Antes ir para o campo de concentração a família dela ficou presa em casa por 2 anos e esta casa se transformou em um museu muito interessante. Foi comovente ver ao final da exposição um depoimento do pai que falava do diário da filha. Em resumo, ele disse que jamais imaginaria os sonhos e agonias da filha e que no final, a lição que ele tira é que um pai nunca conhece 100% seu filho.
A impressão geral que tive é que Amsterdã é a Porto Seguro deles, com sexo e drogas liberados, desde que você tenha dinheiro para pagar. Tudo te lembra que é uma cidade onde a diversão está em primeiro lugar. O cheiro de maconha toma conta das ruas. No último dia meu estômago já embrulhava só de entrar em um dos famosos Cofee Shops borrifados com bom ar de cannabis. A remessa a Porto Seguro também acontece por conta da idade dos turistas, a maioria entre 18 e 23 anos, aparentemente curtindo a primeiro oportunidade de liberdade total e férias dos pais. Deixemos claro que nunca fui a Porto Seguro.
O clima de liberação também é evidenciado pela quantidade de sex shops e bandeirinhas do arco-íris espalhados. Só perdem para a quantidade de cofee shops mesmo.
Também confirmamos outra impressão já trazida de Berlim. A Europa está em reforma. Não sei se alguém está sacaneando nossa viagem, mas a praça principal de Amsterdan simplesmente estava TODA em reforma, incluindo a catedral/museu, que eram a principal atração. Tudo bem... Não queria ver mesmo!
O que eu queria e consegui fazer foi fumar maconha licitamente na Praça Rembrant! Pronto! Já fiz. Estava muito sem graça de fazer isso no começo. Entrei no bar, olhei no cardápio e quase desisti da ideia quando vi que não havia nenhuma oferta explícita. Esperei a Rê voltar do banheiro para irmos embora, mas ela voltou surpresa com a vitrine de cigarros em frente ao caixa. Bom, mesmo sem ser católico praticante, irei ao Vaticano em Roma. Minha lógica foi essa e... FOI MUITO DOIDO! Por duas horas o mundo foi visto por entre as ondas de som retratadas em Matrix e muitas gargalhadas sem qualquer motivo. Tanto que a volta para o hostel resultou em alguns muitos minutos perdidos, na chuva, pois tinha perdido o mapa, e mesmo assim nos divertimos como se estivéssemos em um show de comédia. Na volta, como dizem, sofri os efeitos colaterais: FOME, FOME E FOME. Tanto que devorei o brownie mais doce da minha vida, com sorvete de amedoin e ainda devorei um pacote de waffer que estava no quarto. Maconha engorda!
Nesse ponto da viagem descobrimos também que a comida típica da Europa é a pimenta mesmo, o que nos fez vicias na cozinha moderna mais famosa do mundo, o McDonalds...
Lindo, foi isso que achei de Amsterdan. Estamos nos falando sempre, mas é bom escrever esse relato para deixar tudo bem vivo na minha memória e dividir todos os momentos com você. Pode ser meio chatinho de ler, mas escrevo com todo carinho para te fazer e me fazer presente...
AMO MAIS DO QUE TUDO!!!
POSSO FALAR???
Acho que a aventura para Amsterdan começou, na verdade, no trem. Pegamos o trem pela primeira vez e nos surpreendemos com o cubículo em que eles enfiam 6 camas (3 triliches). Outra surpresa: mesmo sendo mínimo o espaço, por ser na horizontal é melhor do que qualquer avião. Resultado: dormimos a viagem inteira. Foi uma ótima decisão.
Lindo, se em Berlim as bicicletas e os pedestres convivem em perfeita harmonia, em Amsterdã o trânsito é um caos. Pedestre, bicicletas e carros dividindo os mesmos espaços. Vimos até uma trombada de um bicicleta com um pedestre em que a japa da bicicleta ficou irritadíssima achando que estava com a razão. Eu, realmente, seria incapaz de dizer. A verdade é que uma vez que se aprende que você tem que olhar para os dois lados várias vezes para atravessar a rua, Amsterdã é uma delícia. Pense em uma cidade em festa... Se uma cidade pudesse sair do mapa, fumar um baseado e sair dançando pela rua, ela seria Amsterdam.
Para começar, o nosso hostel ficava no meio do Red Light District, ou seja, ao lado das moças que ficam na vitrine se oferecendo para sexo. Vimos muitas moças horrorosas, mercadoria encalhada, e algumas dignas da Playboy. Em volta muitos homens interessados no programa, mas a maioria interessada apenas em conhecer mais um ponto turístico da cidade. Queríamos registrar isso também, mas fomos expressamente advertidos de que foto não são permitidas, sob pena de as senhoras saírem de suas vitrines e avançarem nas nossas máquinas. Preferimos não arriscar.
Voltando ao hostel... Nossa hospedagem foi mesmo um show a parte. Havia uma balada no térreo, que estava bombando todas as vezes que deixávamos ou chegávamos ao hotel. Festa estranha com gente esquisita, é fato, mesmo assim já nos colocava no clima de Amsterdan nos primeiros minutos do dia. O quarto tinha um carpete e uma cama preta, bem no estilo dos anos 60, e o papel de parede era um mosaico, feito com fotos de mulheres dos mais diferentes tipos. ANIMAL!!! Tivemos um pequeno problema para domar a duchinha, mas quando dominamos o mecanismo chegamos a 100% de satisfação. Sem falar que ainda tinha WiFi para eu poder falar com o meu amor...
Um dos passeios mais legais que fizemos foi a fábrica da Heinecken... Muito bacana! Nem sou tão fã assim da cerveja, mas além de conhecermos a fábrica, ainda entramos em um simulador, onde nós somos a cerveja. Passamos então por todo o processo: Fomos moídos, cozidos, misturados com água, centrifugados, coados, engarrafados e vendidos. A brincadeira acaba em um bar e as pulseiras que ganhamos no começo do passeio se transforma em um vale cervejas. No total bebemos 3 tulipinhas de cerveja e saímos para ver o museu de Van Gogh prontos para achar tudo lindo!
De passeio turístico, além disso fomos ao Museu da Anne Frank, que ficou famosa por escrever um diário, aos 14 anos, durante a perseguição aos judeus. Antes ir para o campo de concentração a família dela ficou presa em casa por 2 anos e esta casa se transformou em um museu muito interessante. Foi comovente ver ao final da exposição um depoimento do pai que falava do diário da filha. Em resumo, ele disse que jamais imaginaria os sonhos e agonias da filha e que no final, a lição que ele tira é que um pai nunca conhece 100% seu filho.
A impressão geral que tive é que Amsterdã é a Porto Seguro deles, com sexo e drogas liberados, desde que você tenha dinheiro para pagar. Tudo te lembra que é uma cidade onde a diversão está em primeiro lugar. O cheiro de maconha toma conta das ruas. No último dia meu estômago já embrulhava só de entrar em um dos famosos Cofee Shops borrifados com bom ar de cannabis. A remessa a Porto Seguro também acontece por conta da idade dos turistas, a maioria entre 18 e 23 anos, aparentemente curtindo a primeiro oportunidade de liberdade total e férias dos pais. Deixemos claro que nunca fui a Porto Seguro.
O clima de liberação também é evidenciado pela quantidade de sex shops e bandeirinhas do arco-íris espalhados. Só perdem para a quantidade de cofee shops mesmo.
Também confirmamos outra impressão já trazida de Berlim. A Europa está em reforma. Não sei se alguém está sacaneando nossa viagem, mas a praça principal de Amsterdan simplesmente estava TODA em reforma, incluindo a catedral/museu, que eram a principal atração. Tudo bem... Não queria ver mesmo!
O que eu queria e consegui fazer foi fumar maconha licitamente na Praça Rembrant! Pronto! Já fiz. Estava muito sem graça de fazer isso no começo. Entrei no bar, olhei no cardápio e quase desisti da ideia quando vi que não havia nenhuma oferta explícita. Esperei a Rê voltar do banheiro para irmos embora, mas ela voltou surpresa com a vitrine de cigarros em frente ao caixa. Bom, mesmo sem ser católico praticante, irei ao Vaticano em Roma. Minha lógica foi essa e... FOI MUITO DOIDO! Por duas horas o mundo foi visto por entre as ondas de som retratadas em Matrix e muitas gargalhadas sem qualquer motivo. Tanto que a volta para o hostel resultou em alguns muitos minutos perdidos, na chuva, pois tinha perdido o mapa, e mesmo assim nos divertimos como se estivéssemos em um show de comédia. Na volta, como dizem, sofri os efeitos colaterais: FOME, FOME E FOME. Tanto que devorei o brownie mais doce da minha vida, com sorvete de amedoin e ainda devorei um pacote de waffer que estava no quarto. Maconha engorda!
Nesse ponto da viagem descobrimos também que a comida típica da Europa é a pimenta mesmo, o que nos fez vicias na cozinha moderna mais famosa do mundo, o McDonalds...
Lindo, foi isso que achei de Amsterdan. Estamos nos falando sempre, mas é bom escrever esse relato para deixar tudo bem vivo na minha memória e dividir todos os momentos com você. Pode ser meio chatinho de ler, mas escrevo com todo carinho para te fazer e me fazer presente...
AMO MAIS DO QUE TUDO!!!
POSSO FALAR???
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
E foi isso que achei de Berlim...
Lindo, simplesmente lindo... Você é tudo na minha vida. É oficial. Estou com overdose de olhos azuis. Quero me embreagar na sua melanina! Eles são bonitos e sem graça... E não têm a sua boca. Como eu posso viver sem você? Só tem uma resposta: EU NÃO POSSO!
Bom... Já estou indo para minha quarta parada, mas quero aproveitar para te contar um pouquinho da experiência em Berlim. Se der, falarei de Amsterdan também, mas acho que chegarei em Bruxelas primeiro. Não vou mais fazer um relato dia a dia, porque fica péssimo para fazer e deve ser um saco ler, mas passarei as principais impressões que tive sobre as cidades, tá????
Berlim é simplesmente incrível. Todos dizem que é a cidade com a noite mais frenética da Europa e que não há nada igual. Bom, fui embora sem conhecer a famosa noite. Mesmo assim saí completamente apaixonado. Não tinha como ser diferente. Logo nos primeiro minutos fomos brindados não só com um sol maravilhoso, digno de Brasil, mas também com a simpatia de um nativo, que nos viu perdidos no metrô e nos ensinou o sistema louco de comprar o ticket e validá-lo. Tá certo que só fomos entender que era para validar antes de embarcar algumas viagens depois, mas que ele foi prestativo foi.
Nosso hotel, o IBIS, não poderia ter sido melhor localizado. Ficava na Potsdamer Platz, no centro da cidade, perto dos museus e com acesso fácil a todo o resto da cidade. No primeiro dia tivemos um pouco de dificuldade de distribuir os programas e fazer um roteiro para a nossa estada. Localizar os nomes EM ALEMÃO em um mapa todo em alemão não foi tarefa fácil. A Renata desistiu. Quando cheguei no quarto ela estava deitada, com dor de cabeça, e assumi a missão. Fiquei algumas boas 3 horas brincando com mapas, guias, dicas, etc., mas valeu à pena. Tivemos 4 dias em Berlim, e podemos dizer que conhecemos a cidade o suficiente para querer voltar quantas vezes seja possível.
É tudo lindo e bem cuidado. Ainda é cedo para dizer, mas essa parece ser a regra por aqui. Nossa primeira parada foi em um museu a céu aberto chamado `Topografia do Terror´. Um antigo quartel general da gestapo, transformado em museu, com um pedaço do muro de Berlim ainda intacto ao fundo. O clima fica logo pesado quando se começa se ter mais contato com a crueldade da perseguição aos judeus, negros e homossexuais, assim como com o sofrimento de um país separado por um muro.
Outros dois pontos nos tocaram bastante também: o ´check point Charlie´, ponto do muro em que era permitida a passagem dos aliados, e o monumento aos judeus.
Em contra partida, em outro pedaço ainda conservado do muro de Berlim, existe uma galeria a céu aberto, a East Side Gallery, em que diversos artista pintaram um muro como forma de registrar seu protesto ou o respeito às vítimas. Uma das pintura mais famosas é a de um carro rompendo um muro. A pintura é famosa pois antes da abertura a marca do carro pintado era a única permitida naquele lado da Alemanha.
Além do banho de história, conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, que nem merecem tanta referência assim, como a Torre de TV, que mais parece um imenso pirulito, o famoso relógio com a hora em todo o mundo, que também não me emocionou, o parlamento e o portão de Brandemburgo, talvez o ponto turístico mais fotogrado de Berlim, a Catedral o Europa Center, com seu chafariz e uma obra de arte esquisitíssima que simboliza Berlim, o centro da Europa.
Já tinham nos avisado, mas lá nos conta de que É IMPOSSÍVEL PERCORRER TODOS OS MUSEUS DE BERLIM EM MENOS DE 2 MESES. Como só tínhamos 4 dias tivemos de escolher 2, de acordo com o nosso conhecimento sobre arte e a nossa maturidade. Escolhemos o Alte NationalGaleri e o Museu Erótico. O primeiro é incrível, com esculturas de Rodin e muitos quadros famosos. O segundo é péssimo, mas honestamente acho que nos divertimos mais. Aprendemos muito nos dois. No primeiro sobre arte, no segundo, sobre sexo. É realmente impagável ver no mesmo dia a escultura original do pensador e uma enorme obra com todos os tipos de órgãos sexuais.
A comida típica de berlim merece comentário também. Depois de algumas tentativas chegamos a uma conclusão. A comida típica de Berlim é a pimenta. Eles tentam camuflar isso falando que seria um tal de curryworst (algo assim), mas não é verdade. Em tudo eles colocam pimenta. Tentamos até um wrap no seguro McDonalds. Na primeira mordida ouvimos um: VOCÊ ESTÁ EM BERLIM! Persisti e comi a tal salsicha umas 3 vezes, mas não há mais dúvidas. Prefiro o cachorro quente da 104 Norte disparado.
Outra coisa muito diferente em Berlim é que pedestres e bicicletas convivem em perfeita harmonia. Isso foi completamente novo pra mim. Todas as calçadas estão divididas entre o espaço de pedestre e a ciclovia. Onde não há ciclovia na calçada, há o espaço delimitado na rua. Em Londres vimos muito o povo correndo nas ruas com mochila nas costas indo para o trabalho. Em Berlim a bicicleta era certamente o meio de transporte mais usado. Uma das coisas que não conseguimos fazer foi alugar uma bicicleta para curtir a cidade sobre rodas. A chuva do nosso último dia atrapalhou. Terei que voltar.
Fizemos a cidade inteira a pé nos primeiro dias. Conhecida a cidade de cabo a rabo, passamos a utilizar o metrô, que lá se divide em U (subterrâneo) e S (de superfície).
Lindo, uma coisa que tem me chamado atenção também é que não passamos nenhum perrengue aqui. Tudo correndo muito bem e o inglês servindo para todos os momento. Até agora não ouve um momento sequer em que ficamos sem entender ou sem sermos compreendidos. Com isso estamos tirando o melhor de tudo, eu acho.
Agora, acho que de todos os momentos de Berlim teve um que mais adoramos. Estávamos comendo um BigMac sentados no meio da Rua, próximos à AlexanderPlatz, a rua do pirulito, e começamos a escutar umas músicas ótimas. Quando fomos continuar nossa caminhada descobrimos que a tal música na verdade estava sendo cantada por um cara, embaixo dos trilhos do trem de superfície, apenas com o acompanhamento de um som, que reproduzia a parte instrumental das músicas. O cara tinha uma voz perfeita e a voz dele se propagava sem quaquer ajuda de microfone. Sem falar que a seleção estava perfeita. Poderíamos ter ficado ali o dia inteiro. Foi sem dúvida um dos momentos mais mágicos da viagem.
Foi isso, lindo. Estou morrendo de saudades agora e não posso lembrar de você que tenho vontade de chorar de saudades. Espero estar conseguindo me fazer presente, mesmo tão longe (distante nunca!).
Em breve escreverei sobre Amsterdan, que foi outra descoberta fantástica...
Amo você!!!!
Bom... Já estou indo para minha quarta parada, mas quero aproveitar para te contar um pouquinho da experiência em Berlim. Se der, falarei de Amsterdan também, mas acho que chegarei em Bruxelas primeiro. Não vou mais fazer um relato dia a dia, porque fica péssimo para fazer e deve ser um saco ler, mas passarei as principais impressões que tive sobre as cidades, tá????
Berlim é simplesmente incrível. Todos dizem que é a cidade com a noite mais frenética da Europa e que não há nada igual. Bom, fui embora sem conhecer a famosa noite. Mesmo assim saí completamente apaixonado. Não tinha como ser diferente. Logo nos primeiro minutos fomos brindados não só com um sol maravilhoso, digno de Brasil, mas também com a simpatia de um nativo, que nos viu perdidos no metrô e nos ensinou o sistema louco de comprar o ticket e validá-lo. Tá certo que só fomos entender que era para validar antes de embarcar algumas viagens depois, mas que ele foi prestativo foi.
Nosso hotel, o IBIS, não poderia ter sido melhor localizado. Ficava na Potsdamer Platz, no centro da cidade, perto dos museus e com acesso fácil a todo o resto da cidade. No primeiro dia tivemos um pouco de dificuldade de distribuir os programas e fazer um roteiro para a nossa estada. Localizar os nomes EM ALEMÃO em um mapa todo em alemão não foi tarefa fácil. A Renata desistiu. Quando cheguei no quarto ela estava deitada, com dor de cabeça, e assumi a missão. Fiquei algumas boas 3 horas brincando com mapas, guias, dicas, etc., mas valeu à pena. Tivemos 4 dias em Berlim, e podemos dizer que conhecemos a cidade o suficiente para querer voltar quantas vezes seja possível.
É tudo lindo e bem cuidado. Ainda é cedo para dizer, mas essa parece ser a regra por aqui. Nossa primeira parada foi em um museu a céu aberto chamado `Topografia do Terror´. Um antigo quartel general da gestapo, transformado em museu, com um pedaço do muro de Berlim ainda intacto ao fundo. O clima fica logo pesado quando se começa se ter mais contato com a crueldade da perseguição aos judeus, negros e homossexuais, assim como com o sofrimento de um país separado por um muro.
Outros dois pontos nos tocaram bastante também: o ´check point Charlie´, ponto do muro em que era permitida a passagem dos aliados, e o monumento aos judeus.
Em contra partida, em outro pedaço ainda conservado do muro de Berlim, existe uma galeria a céu aberto, a East Side Gallery, em que diversos artista pintaram um muro como forma de registrar seu protesto ou o respeito às vítimas. Uma das pintura mais famosas é a de um carro rompendo um muro. A pintura é famosa pois antes da abertura a marca do carro pintado era a única permitida naquele lado da Alemanha.
Além do banho de história, conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, que nem merecem tanta referência assim, como a Torre de TV, que mais parece um imenso pirulito, o famoso relógio com a hora em todo o mundo, que também não me emocionou, o parlamento e o portão de Brandemburgo, talvez o ponto turístico mais fotogrado de Berlim, a Catedral o Europa Center, com seu chafariz e uma obra de arte esquisitíssima que simboliza Berlim, o centro da Europa.
Já tinham nos avisado, mas lá nos conta de que É IMPOSSÍVEL PERCORRER TODOS OS MUSEUS DE BERLIM EM MENOS DE 2 MESES. Como só tínhamos 4 dias tivemos de escolher 2, de acordo com o nosso conhecimento sobre arte e a nossa maturidade. Escolhemos o Alte NationalGaleri e o Museu Erótico. O primeiro é incrível, com esculturas de Rodin e muitos quadros famosos. O segundo é péssimo, mas honestamente acho que nos divertimos mais. Aprendemos muito nos dois. No primeiro sobre arte, no segundo, sobre sexo. É realmente impagável ver no mesmo dia a escultura original do pensador e uma enorme obra com todos os tipos de órgãos sexuais.
A comida típica de berlim merece comentário também. Depois de algumas tentativas chegamos a uma conclusão. A comida típica de Berlim é a pimenta. Eles tentam camuflar isso falando que seria um tal de curryworst (algo assim), mas não é verdade. Em tudo eles colocam pimenta. Tentamos até um wrap no seguro McDonalds. Na primeira mordida ouvimos um: VOCÊ ESTÁ EM BERLIM! Persisti e comi a tal salsicha umas 3 vezes, mas não há mais dúvidas. Prefiro o cachorro quente da 104 Norte disparado.
Outra coisa muito diferente em Berlim é que pedestres e bicicletas convivem em perfeita harmonia. Isso foi completamente novo pra mim. Todas as calçadas estão divididas entre o espaço de pedestre e a ciclovia. Onde não há ciclovia na calçada, há o espaço delimitado na rua. Em Londres vimos muito o povo correndo nas ruas com mochila nas costas indo para o trabalho. Em Berlim a bicicleta era certamente o meio de transporte mais usado. Uma das coisas que não conseguimos fazer foi alugar uma bicicleta para curtir a cidade sobre rodas. A chuva do nosso último dia atrapalhou. Terei que voltar.
Fizemos a cidade inteira a pé nos primeiro dias. Conhecida a cidade de cabo a rabo, passamos a utilizar o metrô, que lá se divide em U (subterrâneo) e S (de superfície).
Lindo, uma coisa que tem me chamado atenção também é que não passamos nenhum perrengue aqui. Tudo correndo muito bem e o inglês servindo para todos os momento. Até agora não ouve um momento sequer em que ficamos sem entender ou sem sermos compreendidos. Com isso estamos tirando o melhor de tudo, eu acho.
Agora, acho que de todos os momentos de Berlim teve um que mais adoramos. Estávamos comendo um BigMac sentados no meio da Rua, próximos à AlexanderPlatz, a rua do pirulito, e começamos a escutar umas músicas ótimas. Quando fomos continuar nossa caminhada descobrimos que a tal música na verdade estava sendo cantada por um cara, embaixo dos trilhos do trem de superfície, apenas com o acompanhamento de um som, que reproduzia a parte instrumental das músicas. O cara tinha uma voz perfeita e a voz dele se propagava sem quaquer ajuda de microfone. Sem falar que a seleção estava perfeita. Poderíamos ter ficado ali o dia inteiro. Foi sem dúvida um dos momentos mais mágicos da viagem.
Foi isso, lindo. Estou morrendo de saudades agora e não posso lembrar de você que tenho vontade de chorar de saudades. Espero estar conseguindo me fazer presente, mesmo tão longe (distante nunca!).
Em breve escreverei sobre Amsterdan, que foi outra descoberta fantástica...
Amo você!!!!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
E foi isso que achei de Londres...
Amor da minha vida daqui até a eternidade,
Continuarei na tentativa de alimentar esse blog de tempos em tempos para me sentir mais pertinho de você e deixar claro que você faz parte de todos os meus segundos, comigo perto ou do outro lado do mundo.
Já estou quase saindo de Berlim, mas queria falar com você sobre a impressão que tive de Londres. Depois escreverei outro post sobre esses dias em Berlim, tá?
A viagem foi tranqüila demais até Londres. Conexão no Rio e em Madrid. Estava esperando algum contratempo, mas nada deu errado. Conseguimos até admirar um pouco o aeroporto de Madrid e fazer algumas poucas comprinhas por lá. Posso ficar mais uns anos sem comprar um perfume sequer. Chegamos em Londres no final da tarde de segunda-feira com apenas alguns minutos de atraso.
Start.
Honestamente, de aventura mesmo teve pouco. Com a companhia do Cássio, do Leandro, do Gustavo, do Eduardo e do Rafael, e também com o português escutado em cada esquina, nos sentimos em Brasólia. Sério mesmo. Se não fosse pela umidade do ar, em diversos momentos teria me enganado de que estava no Quitinete com os meninos do Itamaraty.
O caminho para a casa do Cássio foi facílimo. No aeroporto mesmo seguimos as indicações para o underground e rapidinho estávamos na Lancaster Station, a 10 min de caminhada da casa do Cássio. Só não fomos completamente independentes porque pedimos uma informaçãozinha antes de entrar no metrô. Mesmo assim não teve mistério algum. No caminho da estação para a casa do Cássio começou o nosso encantamento com a cidade. De esquina em esquina um `eu moraria aqui` era falado, ora por mim, ora pela Rê.
Logo nessa primeira caminhada nos deparamos com coisas que tirariam exclamações por todos os dias. O trânsito louco, com o qual não nos acostumamos até o último dia. Não raro eu tinha que puxar a rê ou ela tinha que me puxar para conseguirmos atravessar sem maiores acidentes. Depois de um tempo reparamos que nas rua havia escrito ´look left´ ou ´look right´ para chamar atenção dos desavisados. Consequência ou causa desse caos, também estranhamos o volante do lado direito do carro. Muitas vezes olhávamos para o carona e tínhamos a nítida sensação de que o carro estava no piloto automático.
A arquitetura da cidade e as casinhas no melhor estilo ´Bridget Jones´ ou ´Um Lugar Chamado Nothing Hill´ nos ajudaram a entrar no clima londrino. Em 10 minutos de caminhada já nos sentíamos locais... Huhauahuahauhauahuah.
Esperamos o Cássio chegar em casa em um pubzinho tipicamente londrino, daqueles que fica lotado aos finais de expediente. Um tal de Victoria, que acabou se tornando um ponto de referência nas caminhadas sem fim pela cidade. Ali aprendemos que nos pubs tudo tem que ser pedido no balcão. Isso após alguns minutinhos de espera na mesa pelo garçom. Feita a nossa primeira refeição, nosso anfitrião chegou e fomos conhecer nossa casa londrina.
Mais uma boa surpresa. O Cássio mora em um apartamento fofo fofo fofo, de duas suítes, um quarto de televisão e uma sala de visitas. Preparou o nosso sofá cama, nos deu a chave de casa e falou: ´virem-se´! Ele foi perfeito. Nos emprestou um celular com crédito e cartões do metrô, também carregados. Existe isso?
O primeiro dia já estava perdido e fomos encontrar o Leandro e o Gustavo na loja da Apple (a maior do mundo), para depois comermos em um restaurante super gostosinho. MERECE DESTAQUE QUE FOMOS NOS FAMOSOS TAXIS PRETOS DE LONDRES. Huhuahauhauha. No nosso primeiro dia usamos o metrô e o famoso taxi preto. Fomos dormir já com a sensação de dever cumprido.
No dia seguinte acordamos tarde demais. Acho que estou desencanando dessa coisa de madrugar para correr o dia inteiro. Estou de férias afinal. A Rê estava desesperada de fome e pedimos ao Cássio uma indicação de padaria. Bom, não encontramos uma padaria propriamente, mas um café, que salvo engano se chama Conaugh Cofee, na rua de mesmo nome. Nada demais. Capuccino e Panini com queijo, o que foi suficiente para nos fazer voltar TODOS OS DIAS PELA MANHÃ. Que pão delicioso!!!! Um pãozinho super macio, com queijo derretido, orégano e um pouco de pimenta de cheiro. Acho que a dona colocou alguma droga ali dentro, pois viciamos muito rápido. Por falar nela, a dona era uma simpatia. Nos recebia com um sorriso todos os dias e no últimos até nos deu dicas: ´tomem cuidado em Amsterdam´.
Bucho cheio, fomos à primeira atração turística: Madame Toussau. Fotos com celebridades de cera. Realmente o ser humano é muito bobo. E eu sigo essa regra, CLARO! Chega uma hora que você fica de saco cheio, mas gostei de tirar fotos olhando os peitos da Britney e batendo na cara da Amy. Aí nos deparamos com o terror do que tem sido a nossa viagem até agora: lojas de lembrancinhas. Elas são de deixar qualquer um doido. Tudo o que você pode imaginar, mas com o nome londres. Não sei qual é a parte do cérebro que essas lojinhas afetam, mas com certeza elas ligam um dispositivo que fica desligado no Brasil. Tem sido um sacrifício lembrar que tenho apenas uma mochila e que NÃO POSSO CARREGAR MAIS NADA, SOB PENA DE FICAR IGUAL AO CORCUNDA DE NOTRE DAME.
De lá fomos encontrar com o Rafael, na Oxfor Street, que acabou se tornando o lugar mais conhecido de Londres por nós. Encontrar com ele matou um pouco da saudade que estava sentindo, Sem falar que ele foi atencioso ao extremo e nos fez rir por todos os instantes em que ficou com a gente. Nessa Oxford paramos novamente na Apple, e a Rê resistiu bravamente à propaganda que o Rafa fez do Ipad. Depois fomos andar pela cidade e nos deparamos com o Piccadily Circus, um cruzamento de ruas que termina em um praça com um chafariz lotado de gente de todos os tipos possíveis e com luzes e cartazes em neon para todos os lado. Um lugar que te diz: ´Lembre-se! Você está em uma das maiores cidades do mundo´.
De lá fomos conhecer o Soho, o bairro gay de Londres. Era terça-feira à tarde, mas deu para sentir como o lugar deve ficar durante o final de semana. Um bairro inteiro com a bandeira do arco-íris pendurada em todas as portas. Muitos bares, boates e restaurantes. Acho que hoje, muito mais do que um bairro gay, virou um bairro boêmio. E foi ali mesmo que, por 10 libras, eu tosei meu cabelo. Nos despedimos do Rafael e fomos, eu e a Rê, conhecer o Big Ben e a London Eye. Indo para a o Big Ben nos deparamos com muitos, mas muitos, monumentos que não fazíamos a menor noção do que eram. Assim como prédios públicos maravilhosos, que não tínhamos ideia do que significavam. Nos prometemos então que no dia seguinte faríamos um city tour em um ônibus da cidade.
Chegamos no famoso relógio. O prédio é realmente impressionante. Muitas tentativas depois, conseguimos a foto perfeita (Mentira. As fotos ficaram horríveis) e fomos para a London Eye. O passeio dura cerca de meia hora e compensa as várias libras gastas. Demos sorte. Pegamos o finalzinho da tarde e uma companhia inusitada: um casal formado por uma brasileira e um italiano beeeem mais velho que ela. Curiosamente a brasileira, de Fortaleza, que saiu de sua cidade pela primeira vez, estava maravilhada com Londres e disse que aqui ficaria por 6 meses, graças a um convite do marido, recém amarrado. Uma das passagens mais engraçada desse encontro foi quando ela disse que estava impressionada com a quantidade de pessoas diferentes na cidade e que ela já tinha tirado muita foto daquelas mulheres só com os olhinhos de fora. Hilário!
No caminho para casa o Leandro ligou e fomos direto nos encontrar para jantarmos no Soho. Um hambúrguer bem mais ou menos, que ficou um pouco mais gostoso pelas histórias fantasiosas contadas pelo Leandro como se fossem a mais pura realidade. As boas histórias também compensaram o péssimo humor da garçonete. Na volta percorremos novamente a Oxford Street de cabo a rabo.
Completamente muídos, chegamos em casa e fomos rápido para a cama.
Mais um dia em Londres. Panini quentinho com queijo derretido e pernas para que te quero... Ao menos essa era a intenção, mas a chuva nos impediu. Pegamos o ônibus que tínhamos programado ainda com ´sol´. Passamos pelos mesmos lugares vistos no dia anterior, agora com legenda, e saltamos na Picadilly Circus, com intento de comprarmos ingressos para o musical Priscila. Infelizmente, justo nesta semana, não haveria apresentação.
De volta ao ônibus, após algum tempinho perdidos procurando o ponto, continuamos o tour por Londres. Foi a nossa sorte, porque a chuva castigou e não conseguiríamos fazer mais nada além disso. Paramos novamente no Palácio de Buncking, na esperança de sermos logo recebidos pela rainha, mas as visitações estavam encerradas aquele dia, e já passava das 7 horas. Frustrados, voltamos ao Cássio para nos arrumarmos para um jantarzinho em Nothing Hill.
Finalmente encontramos com o Eduardo em um restaurante delicioso, na Portobelo Street de Nothing Hill. O lugar se chama first floor e é todo decorado com castiçais e velas derretidas. Os meninos disseram que a decoração do banheiro era de dar medo, mas eu não careci de ir lá não... Foi muito bom jantar com os meninos. O Eduardo organizou todo o final da nossa estada em Londres e determinou todos os pontos que deveríamos conhecer. E assim fizermos.
Novo dia. Roteirinho feito pelo Eduardo em mãos, fomos conhecer o que ainda faltava. Antes fizemos a reserva para conhecer o Palácio de Bunckinghan por dentro no dia seguinte. Começamos pela Catedral de St. Paul. LINDA! Consegui até tirar uma foto por dentro escondido. Depois fomos andando para o Tate Modern, passando pela London Bridge, de onde tivemos uma vista linda da Tower Bridge. Honestamente, não gostamos muito do Tate Modern. Muito conceito para minha cabeça, que os intelectuais não me ouçam. Ouso até dizer que gostei muito mais das lojinhas. Tanto que comprei uma miniatura de um escultura LOVE!
Passamos depois pelo Globe Theater, onde Sheakespeare encenava suas peças, e que ainda hoje tem grande espetáculos, todos baseados em sua obra. Já por volta de umas 3 horas e roxos de fome, fomos ao Bourouth Market, ou algo que o valha. Um mercadão que perde para o mercado municipal de São Paulo. Comemos ali em volta e fomos British Museun. FANTÁSTICO!!!! Se não fosse pela dor na coluna, no pé, na perna e na cabeça, teríamos curtido muito mais. Tem obras incríveis do Egito, da Grécia e de Roma. Na verdade tem muito mais, mas não dávamos conta de mais nada. Voltamos para casa, cheios de souvenirs e acabados, com um pit stop rápido na MAC, onde a Rê deixou boa parte da verba para a viagem e no McDonalds.
Deixei a Rê em casa e fui para o Eduardo tomar um vinhozinho e matar um pouco a saudade. O apartamento dele é a coisa mais fofa do mundo. 4 andares. Um cômodo em cada andar e tudo perfeitamente decorado e aconchegante.
No dia seguinte fomos recebidos pela rainha. Se alguma vez eu me achei pobre, nesse dia me achei muito mais. Todas as salas do Palácio de Bukingham são lindas e COBERTAS DE DOURADO! Tem uma sala, a sala branca, que seria a coisa mais cafona do mundo se fosse em qualquer outro lugar, mas ali ficou magnífica. Imagino como são os cômodos que não conheci...
De lá fomos à National Galery ver uns brothers como Monet, Cezane, Rafael, Rembrant, Picasso, etc. Muito mais bonito do que a Tate Modern! De quebra tiramos a famosa foto com os famosos leões.
Dali fomos comprar o presente do Cássio em uma lojinha de animação. Compramos uma tulipa do bar de True Blood, um bonequinho de colecionar e uma revista com uma matéria sobre True Blood. Como também NÃO SOU OBRIGADO, comprei TODAS AS TEMPORADAS DE ALLY MCBEAL!!! Tive que aproveitar que poderei deixar as coisas em Londres, já que voltarei por lá também. Nos despedimos do Rafa em um almoço no Pizza Hut e fomos conhecer o último ponto turístico que nossa agenda comportava e que a chuva permitia, a Harrods. Imensa e CARA. Não indico para ninguém.
Algumas rápidas impressões de Londres: A cidade é linda. O trânsito é insano. O povo é lindo. É uma delícia andar por tudo. O Cássio é o melhor anfitrião do mundo. O trânsito é insano. É bom ter um bairro todo gay na cidade. É ótimo ter boa companhia para desfrutar tudo isso. Desista de falar inglês, pois você escutará muito mais português (ou alemão, chinês, espanhol,...). O consumo impregna na pele depois de algumas visitas às lojas da Oxford. O trânsito é insano. ESTOU COM MUITAS SAUDADES DE MEU AMOR E É DIFÍCIL FICAR LONGE...
Ainda não foi dessa vez que me apaixonei pela Europa, mas acho que está começando.
Tudo visto, voltamos para o hotel na noite de sexta-feira para fazermos as mochilas e nos prepararmos para a nova etapa... Berlim!
Continuarei na tentativa de alimentar esse blog de tempos em tempos para me sentir mais pertinho de você e deixar claro que você faz parte de todos os meus segundos, comigo perto ou do outro lado do mundo.
Já estou quase saindo de Berlim, mas queria falar com você sobre a impressão que tive de Londres. Depois escreverei outro post sobre esses dias em Berlim, tá?
A viagem foi tranqüila demais até Londres. Conexão no Rio e em Madrid. Estava esperando algum contratempo, mas nada deu errado. Conseguimos até admirar um pouco o aeroporto de Madrid e fazer algumas poucas comprinhas por lá. Posso ficar mais uns anos sem comprar um perfume sequer. Chegamos em Londres no final da tarde de segunda-feira com apenas alguns minutos de atraso.
Start.
Honestamente, de aventura mesmo teve pouco. Com a companhia do Cássio, do Leandro, do Gustavo, do Eduardo e do Rafael, e também com o português escutado em cada esquina, nos sentimos em Brasólia. Sério mesmo. Se não fosse pela umidade do ar, em diversos momentos teria me enganado de que estava no Quitinete com os meninos do Itamaraty.
O caminho para a casa do Cássio foi facílimo. No aeroporto mesmo seguimos as indicações para o underground e rapidinho estávamos na Lancaster Station, a 10 min de caminhada da casa do Cássio. Só não fomos completamente independentes porque pedimos uma informaçãozinha antes de entrar no metrô. Mesmo assim não teve mistério algum. No caminho da estação para a casa do Cássio começou o nosso encantamento com a cidade. De esquina em esquina um `eu moraria aqui` era falado, ora por mim, ora pela Rê.
Logo nessa primeira caminhada nos deparamos com coisas que tirariam exclamações por todos os dias. O trânsito louco, com o qual não nos acostumamos até o último dia. Não raro eu tinha que puxar a rê ou ela tinha que me puxar para conseguirmos atravessar sem maiores acidentes. Depois de um tempo reparamos que nas rua havia escrito ´look left´ ou ´look right´ para chamar atenção dos desavisados. Consequência ou causa desse caos, também estranhamos o volante do lado direito do carro. Muitas vezes olhávamos para o carona e tínhamos a nítida sensação de que o carro estava no piloto automático.
A arquitetura da cidade e as casinhas no melhor estilo ´Bridget Jones´ ou ´Um Lugar Chamado Nothing Hill´ nos ajudaram a entrar no clima londrino. Em 10 minutos de caminhada já nos sentíamos locais... Huhauahuahauhauahuah.
Esperamos o Cássio chegar em casa em um pubzinho tipicamente londrino, daqueles que fica lotado aos finais de expediente. Um tal de Victoria, que acabou se tornando um ponto de referência nas caminhadas sem fim pela cidade. Ali aprendemos que nos pubs tudo tem que ser pedido no balcão. Isso após alguns minutinhos de espera na mesa pelo garçom. Feita a nossa primeira refeição, nosso anfitrião chegou e fomos conhecer nossa casa londrina.
Mais uma boa surpresa. O Cássio mora em um apartamento fofo fofo fofo, de duas suítes, um quarto de televisão e uma sala de visitas. Preparou o nosso sofá cama, nos deu a chave de casa e falou: ´virem-se´! Ele foi perfeito. Nos emprestou um celular com crédito e cartões do metrô, também carregados. Existe isso?
O primeiro dia já estava perdido e fomos encontrar o Leandro e o Gustavo na loja da Apple (a maior do mundo), para depois comermos em um restaurante super gostosinho. MERECE DESTAQUE QUE FOMOS NOS FAMOSOS TAXIS PRETOS DE LONDRES. Huhuahauhauha. No nosso primeiro dia usamos o metrô e o famoso taxi preto. Fomos dormir já com a sensação de dever cumprido.
No dia seguinte acordamos tarde demais. Acho que estou desencanando dessa coisa de madrugar para correr o dia inteiro. Estou de férias afinal. A Rê estava desesperada de fome e pedimos ao Cássio uma indicação de padaria. Bom, não encontramos uma padaria propriamente, mas um café, que salvo engano se chama Conaugh Cofee, na rua de mesmo nome. Nada demais. Capuccino e Panini com queijo, o que foi suficiente para nos fazer voltar TODOS OS DIAS PELA MANHÃ. Que pão delicioso!!!! Um pãozinho super macio, com queijo derretido, orégano e um pouco de pimenta de cheiro. Acho que a dona colocou alguma droga ali dentro, pois viciamos muito rápido. Por falar nela, a dona era uma simpatia. Nos recebia com um sorriso todos os dias e no últimos até nos deu dicas: ´tomem cuidado em Amsterdam´.
Bucho cheio, fomos à primeira atração turística: Madame Toussau. Fotos com celebridades de cera. Realmente o ser humano é muito bobo. E eu sigo essa regra, CLARO! Chega uma hora que você fica de saco cheio, mas gostei de tirar fotos olhando os peitos da Britney e batendo na cara da Amy. Aí nos deparamos com o terror do que tem sido a nossa viagem até agora: lojas de lembrancinhas. Elas são de deixar qualquer um doido. Tudo o que você pode imaginar, mas com o nome londres. Não sei qual é a parte do cérebro que essas lojinhas afetam, mas com certeza elas ligam um dispositivo que fica desligado no Brasil. Tem sido um sacrifício lembrar que tenho apenas uma mochila e que NÃO POSSO CARREGAR MAIS NADA, SOB PENA DE FICAR IGUAL AO CORCUNDA DE NOTRE DAME.
De lá fomos encontrar com o Rafael, na Oxfor Street, que acabou se tornando o lugar mais conhecido de Londres por nós. Encontrar com ele matou um pouco da saudade que estava sentindo, Sem falar que ele foi atencioso ao extremo e nos fez rir por todos os instantes em que ficou com a gente. Nessa Oxford paramos novamente na Apple, e a Rê resistiu bravamente à propaganda que o Rafa fez do Ipad. Depois fomos andar pela cidade e nos deparamos com o Piccadily Circus, um cruzamento de ruas que termina em um praça com um chafariz lotado de gente de todos os tipos possíveis e com luzes e cartazes em neon para todos os lado. Um lugar que te diz: ´Lembre-se! Você está em uma das maiores cidades do mundo´.
De lá fomos conhecer o Soho, o bairro gay de Londres. Era terça-feira à tarde, mas deu para sentir como o lugar deve ficar durante o final de semana. Um bairro inteiro com a bandeira do arco-íris pendurada em todas as portas. Muitos bares, boates e restaurantes. Acho que hoje, muito mais do que um bairro gay, virou um bairro boêmio. E foi ali mesmo que, por 10 libras, eu tosei meu cabelo. Nos despedimos do Rafael e fomos, eu e a Rê, conhecer o Big Ben e a London Eye. Indo para a o Big Ben nos deparamos com muitos, mas muitos, monumentos que não fazíamos a menor noção do que eram. Assim como prédios públicos maravilhosos, que não tínhamos ideia do que significavam. Nos prometemos então que no dia seguinte faríamos um city tour em um ônibus da cidade.
Chegamos no famoso relógio. O prédio é realmente impressionante. Muitas tentativas depois, conseguimos a foto perfeita (Mentira. As fotos ficaram horríveis) e fomos para a London Eye. O passeio dura cerca de meia hora e compensa as várias libras gastas. Demos sorte. Pegamos o finalzinho da tarde e uma companhia inusitada: um casal formado por uma brasileira e um italiano beeeem mais velho que ela. Curiosamente a brasileira, de Fortaleza, que saiu de sua cidade pela primeira vez, estava maravilhada com Londres e disse que aqui ficaria por 6 meses, graças a um convite do marido, recém amarrado. Uma das passagens mais engraçada desse encontro foi quando ela disse que estava impressionada com a quantidade de pessoas diferentes na cidade e que ela já tinha tirado muita foto daquelas mulheres só com os olhinhos de fora. Hilário!
No caminho para casa o Leandro ligou e fomos direto nos encontrar para jantarmos no Soho. Um hambúrguer bem mais ou menos, que ficou um pouco mais gostoso pelas histórias fantasiosas contadas pelo Leandro como se fossem a mais pura realidade. As boas histórias também compensaram o péssimo humor da garçonete. Na volta percorremos novamente a Oxford Street de cabo a rabo.
Completamente muídos, chegamos em casa e fomos rápido para a cama.
Mais um dia em Londres. Panini quentinho com queijo derretido e pernas para que te quero... Ao menos essa era a intenção, mas a chuva nos impediu. Pegamos o ônibus que tínhamos programado ainda com ´sol´. Passamos pelos mesmos lugares vistos no dia anterior, agora com legenda, e saltamos na Picadilly Circus, com intento de comprarmos ingressos para o musical Priscila. Infelizmente, justo nesta semana, não haveria apresentação.
De volta ao ônibus, após algum tempinho perdidos procurando o ponto, continuamos o tour por Londres. Foi a nossa sorte, porque a chuva castigou e não conseguiríamos fazer mais nada além disso. Paramos novamente no Palácio de Buncking, na esperança de sermos logo recebidos pela rainha, mas as visitações estavam encerradas aquele dia, e já passava das 7 horas. Frustrados, voltamos ao Cássio para nos arrumarmos para um jantarzinho em Nothing Hill.
Finalmente encontramos com o Eduardo em um restaurante delicioso, na Portobelo Street de Nothing Hill. O lugar se chama first floor e é todo decorado com castiçais e velas derretidas. Os meninos disseram que a decoração do banheiro era de dar medo, mas eu não careci de ir lá não... Foi muito bom jantar com os meninos. O Eduardo organizou todo o final da nossa estada em Londres e determinou todos os pontos que deveríamos conhecer. E assim fizermos.
Novo dia. Roteirinho feito pelo Eduardo em mãos, fomos conhecer o que ainda faltava. Antes fizemos a reserva para conhecer o Palácio de Bunckinghan por dentro no dia seguinte. Começamos pela Catedral de St. Paul. LINDA! Consegui até tirar uma foto por dentro escondido. Depois fomos andando para o Tate Modern, passando pela London Bridge, de onde tivemos uma vista linda da Tower Bridge. Honestamente, não gostamos muito do Tate Modern. Muito conceito para minha cabeça, que os intelectuais não me ouçam. Ouso até dizer que gostei muito mais das lojinhas. Tanto que comprei uma miniatura de um escultura LOVE!
Passamos depois pelo Globe Theater, onde Sheakespeare encenava suas peças, e que ainda hoje tem grande espetáculos, todos baseados em sua obra. Já por volta de umas 3 horas e roxos de fome, fomos ao Bourouth Market, ou algo que o valha. Um mercadão que perde para o mercado municipal de São Paulo. Comemos ali em volta e fomos British Museun. FANTÁSTICO!!!! Se não fosse pela dor na coluna, no pé, na perna e na cabeça, teríamos curtido muito mais. Tem obras incríveis do Egito, da Grécia e de Roma. Na verdade tem muito mais, mas não dávamos conta de mais nada. Voltamos para casa, cheios de souvenirs e acabados, com um pit stop rápido na MAC, onde a Rê deixou boa parte da verba para a viagem e no McDonalds.
Deixei a Rê em casa e fui para o Eduardo tomar um vinhozinho e matar um pouco a saudade. O apartamento dele é a coisa mais fofa do mundo. 4 andares. Um cômodo em cada andar e tudo perfeitamente decorado e aconchegante.
No dia seguinte fomos recebidos pela rainha. Se alguma vez eu me achei pobre, nesse dia me achei muito mais. Todas as salas do Palácio de Bukingham são lindas e COBERTAS DE DOURADO! Tem uma sala, a sala branca, que seria a coisa mais cafona do mundo se fosse em qualquer outro lugar, mas ali ficou magnífica. Imagino como são os cômodos que não conheci...
De lá fomos à National Galery ver uns brothers como Monet, Cezane, Rafael, Rembrant, Picasso, etc. Muito mais bonito do que a Tate Modern! De quebra tiramos a famosa foto com os famosos leões.
Dali fomos comprar o presente do Cássio em uma lojinha de animação. Compramos uma tulipa do bar de True Blood, um bonequinho de colecionar e uma revista com uma matéria sobre True Blood. Como também NÃO SOU OBRIGADO, comprei TODAS AS TEMPORADAS DE ALLY MCBEAL!!! Tive que aproveitar que poderei deixar as coisas em Londres, já que voltarei por lá também. Nos despedimos do Rafa em um almoço no Pizza Hut e fomos conhecer o último ponto turístico que nossa agenda comportava e que a chuva permitia, a Harrods. Imensa e CARA. Não indico para ninguém.
Algumas rápidas impressões de Londres: A cidade é linda. O trânsito é insano. O povo é lindo. É uma delícia andar por tudo. O Cássio é o melhor anfitrião do mundo. O trânsito é insano. É bom ter um bairro todo gay na cidade. É ótimo ter boa companhia para desfrutar tudo isso. Desista de falar inglês, pois você escutará muito mais português (ou alemão, chinês, espanhol,...). O consumo impregna na pele depois de algumas visitas às lojas da Oxford. O trânsito é insano. ESTOU COM MUITAS SAUDADES DE MEU AMOR E É DIFÍCIL FICAR LONGE...
Ainda não foi dessa vez que me apaixonei pela Europa, mas acho que está começando.
Tudo visto, voltamos para o hotel na noite de sexta-feira para fazermos as mochilas e nos prepararmos para a nova etapa... Berlim!
No vôo Rio-Madri
That`s life...
Estou agora a caminho de Madrid. Honestamente não tenho a menor ideia de quanto tempo mais de viagem tenho pela frente. Para variar, não consegui pregar o olho por um segundo sequer. Já aconteceu de um tudo no avião. Um homem passou mal e desmaiou no banheiro. No segundo que preguei o olho, e que poderia ao menos parecer o início de uma soneca, alguém começou a gritar AEROMOÇA para acudir o pobre. No final das contas, foi só um mal estar. Ainda no vôo a Renata foi pedir uma água e a comissária, fofa, mandou ela ir buscar. Pode?
O avião da Ibéria realmente não é nenhuma Brastemp. Bom, pode até ser uma daquelas beeeeeeem antigas. O filme passa em uma televisão que sai do teto. Até aí tudo bem, mas durante a decolagem tivemos a nítida sensação de que a televisão ia cair. Estava parecendo mais um sino do que uma televisão.
De qualquer forma, seria injusto só falar mal. Por outro lado, tem um comissário aplicadíssimo, que trabalha dobrado para compensar a colega preguiçosa. O jantar estava uma delícia. Pedi carne com purê de batata e abobrinha. A Rê pediu massa e não se arrependeu também. Ganhei também um kitkat, conhece? É um chocolate com biscoito dentro.
Ah!!! Lembrei de você váááárias vezes já. Em especial porque passou o filme Príncipe da Pérsia, que assistimos no Cidade Jardins naquela mega sala, lembra?
Amo e já estou com saudades!
PS: Sentar no meio do meio é horrível... Tem um velhinho que está praticamente se apoiando em mim para dormir. Ele tem uma carinha meiga, mas eu estou ficando com raiva já... Huhauahuahuahuah.
Estou agora a caminho de Madrid. Honestamente não tenho a menor ideia de quanto tempo mais de viagem tenho pela frente. Para variar, não consegui pregar o olho por um segundo sequer. Já aconteceu de um tudo no avião. Um homem passou mal e desmaiou no banheiro. No segundo que preguei o olho, e que poderia ao menos parecer o início de uma soneca, alguém começou a gritar AEROMOÇA para acudir o pobre. No final das contas, foi só um mal estar. Ainda no vôo a Renata foi pedir uma água e a comissária, fofa, mandou ela ir buscar. Pode?
O avião da Ibéria realmente não é nenhuma Brastemp. Bom, pode até ser uma daquelas beeeeeeem antigas. O filme passa em uma televisão que sai do teto. Até aí tudo bem, mas durante a decolagem tivemos a nítida sensação de que a televisão ia cair. Estava parecendo mais um sino do que uma televisão.
De qualquer forma, seria injusto só falar mal. Por outro lado, tem um comissário aplicadíssimo, que trabalha dobrado para compensar a colega preguiçosa. O jantar estava uma delícia. Pedi carne com purê de batata e abobrinha. A Rê pediu massa e não se arrependeu também. Ganhei também um kitkat, conhece? É um chocolate com biscoito dentro.
Ah!!! Lembrei de você váááárias vezes já. Em especial porque passou o filme Príncipe da Pérsia, que assistimos no Cidade Jardins naquela mega sala, lembra?
Amo e já estou com saudades!
PS: Sentar no meio do meio é horrível... Tem um velhinho que está praticamente se apoiando em mim para dormir. Ele tem uma carinha meiga, mas eu estou ficando com raiva já... Huhauahuahuahuah.
Escrevi faz tempo, mas foi pra vc...
Lindo,
Esse post aqui eu tinha escrito durante a minha viagem aos EUA. Ficou salvo no computador, mas acabei não colocando na página. Mesmo tendo passado mais de 25 dias, publicarei aqui para você saber no que eu estava pensando:
Aqui estou eu novamente após alguns dias de silêncio, né? Não tinha largado de lado o blog, viu? Só que com a viagem a Washington acabei tendo que me concentrar mais no trabalho. Neste exato momento estou no vôo. O Léo dorme aqui ao lado.
Meu amor, algumas coisas muito importante aconteceram nesta última semana, mas pra mim, sem dúvida alguma, nada mais relevante do que você ter ido comigo para o Rio de Janeiro. Tarde na praia, passeios no calçadão, encontro com os meninos, noites e tardes a portas fechadas...
Um sonho realizado ver você, meus pais, meu irmão, minha tia e prima na cozinha conversando e bebendo uma cervejinha. Demorou 10 anos para ele estarem preparados, e você não tem ideia do quão feliz eu fico por o coroamento do amadurecimento deles ter acontecido contigo. Na despedida antes do embarque uma coisa ficou muito clara para mim, eu amo você!
Um traço esquisito da minha personalidade foi vencido e te devo um beijo por isso. Por mais afável que eu seja, e sou, dificilmente alguém consegue me tocar de verdade. Não sei te explicar o porquê, mas é como se eu sempre guardasse algo por medo de entregar tudo. Por isso também dou tanto valor aos que conseguem chegar nesse ponto tão protegido, como o André e o Herbert. Contigo foi muito mais grave... Não há mais nada a ser entregue. Espero que ainda nos surpreendamos muito um com outro, mas o sentimento mais bonito que poderia nutrir por alguém já é seu!
PS: São 4:25 da manhã e não consigo dormir. A pior burrice que fiz foi perder uns minutos preciosos tentando encher o IPOD. Aqui realmente tem váááááárias músicas, incluindo a Leona! A viagem acabou de começar e já estou com saudades!
Esse post aqui eu tinha escrito durante a minha viagem aos EUA. Ficou salvo no computador, mas acabei não colocando na página. Mesmo tendo passado mais de 25 dias, publicarei aqui para você saber no que eu estava pensando:
Aqui estou eu novamente após alguns dias de silêncio, né? Não tinha largado de lado o blog, viu? Só que com a viagem a Washington acabei tendo que me concentrar mais no trabalho. Neste exato momento estou no vôo. O Léo dorme aqui ao lado.
Meu amor, algumas coisas muito importante aconteceram nesta última semana, mas pra mim, sem dúvida alguma, nada mais relevante do que você ter ido comigo para o Rio de Janeiro. Tarde na praia, passeios no calçadão, encontro com os meninos, noites e tardes a portas fechadas...
Um sonho realizado ver você, meus pais, meu irmão, minha tia e prima na cozinha conversando e bebendo uma cervejinha. Demorou 10 anos para ele estarem preparados, e você não tem ideia do quão feliz eu fico por o coroamento do amadurecimento deles ter acontecido contigo. Na despedida antes do embarque uma coisa ficou muito clara para mim, eu amo você!
Um traço esquisito da minha personalidade foi vencido e te devo um beijo por isso. Por mais afável que eu seja, e sou, dificilmente alguém consegue me tocar de verdade. Não sei te explicar o porquê, mas é como se eu sempre guardasse algo por medo de entregar tudo. Por isso também dou tanto valor aos que conseguem chegar nesse ponto tão protegido, como o André e o Herbert. Contigo foi muito mais grave... Não há mais nada a ser entregue. Espero que ainda nos surpreendamos muito um com outro, mas o sentimento mais bonito que poderia nutrir por alguém já é seu!
PS: São 4:25 da manhã e não consigo dormir. A pior burrice que fiz foi perder uns minutos preciosos tentando encher o IPOD. Aqui realmente tem váááááárias músicas, incluindo a Leona! A viagem acabou de começar e já estou com saudades!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Contagem regressiva. Cronômetro ligado.
Lindo da minha vida,
De ontem pra hoje vivemos algumas emoções diferentes, né? Essa despedida longa, o frio na barriga pela quantidade de dias distantes, o café da manhã com meus pais, a noite abraçados e os planos para o futuro. Todos feitos juntos...
É isso, meu amor, embarco para o que talvez seja a maior aventura que já vivi até agora. Estou atravessando o Atlântico pela primeira vez, visitarei lugareis que sequer conheço a língua local e me hospedarei em albergues, com as pessoas mais diferentes, dormindo no mesmo quarto. A ficha está caindo agora, mas minha maior preocupação, juro, é contigo. Em tentar deixa esse coraçãozinho calmo, para que esses dias de ausência passem da forma mais tranquila possível.
Por mais que você não queira falar sobre o assunto, acho bem pertinente que dedique um dos posts aqui neste blog à minha vida amorosa.
Existe um fato que é inegável: sou um cara sério e gosto de dividir a minha vida com alguém. Pensando com calma, isso acontece não desde os 20 anos, quando começou a minha vida gay, mas desde os meus 14 anos, quando primeiro dei o meu primeiro beijo.
Só para você ter uma ideia, namorei a menina com quem troquei o meu primeiro beijo por 2 anos, e por carta, acredita? Até hoje tenho as cartas guardadas. Eu morava em Brasília e meu pai foi transferido para Niterói. Lá fiquei por dois anos, até voltar para Brasília. Acredita nisso, meu amor?
Voltei para Brasília com 16, namoramos por pouco tempo na mesma cidade e terminamos. Após algum tempo solteiro, comecei a namorar a Estela. E lá se foram 3 anos. O resto da história você conhece...
Quando te digo que devo dedicar um post à minha vida amorosa, é porque quero que você saiba que é da minha natureza querer dividir a minha vida com alguém. Só assim consigo me sentir 100% feliz. Só que com você, pela primeira vez, a felicidade ultrapassa o meu espaço. Não sei se consigo explicar isso. Pela primeira vez na minha vida, a ideia abstrata que tinha nesses relacionamentos se concretiza como a realização de um sonho.
Pela primeira vez, lindo, não é só o enredo que está certo. Os personagens agora estão perfeitos. Parece que agora sim eu posso escrever toda a história que eu imaginei tantas vezes. Agora eu posso planejar acordar e olhar para a mesma pessoa deitada ao meu lado para o resto da vida. Aliás, eu não posso planejar. Pela primeira vez esse é o meu desejo mais recorrente.
Meu amor, a viagem está só começando e já sinto falta o seu abraço...
De ontem pra hoje vivemos algumas emoções diferentes, né? Essa despedida longa, o frio na barriga pela quantidade de dias distantes, o café da manhã com meus pais, a noite abraçados e os planos para o futuro. Todos feitos juntos...
É isso, meu amor, embarco para o que talvez seja a maior aventura que já vivi até agora. Estou atravessando o Atlântico pela primeira vez, visitarei lugareis que sequer conheço a língua local e me hospedarei em albergues, com as pessoas mais diferentes, dormindo no mesmo quarto. A ficha está caindo agora, mas minha maior preocupação, juro, é contigo. Em tentar deixa esse coraçãozinho calmo, para que esses dias de ausência passem da forma mais tranquila possível.
Por mais que você não queira falar sobre o assunto, acho bem pertinente que dedique um dos posts aqui neste blog à minha vida amorosa.
Existe um fato que é inegável: sou um cara sério e gosto de dividir a minha vida com alguém. Pensando com calma, isso acontece não desde os 20 anos, quando começou a minha vida gay, mas desde os meus 14 anos, quando primeiro dei o meu primeiro beijo.
Só para você ter uma ideia, namorei a menina com quem troquei o meu primeiro beijo por 2 anos, e por carta, acredita? Até hoje tenho as cartas guardadas. Eu morava em Brasília e meu pai foi transferido para Niterói. Lá fiquei por dois anos, até voltar para Brasília. Acredita nisso, meu amor?
Voltei para Brasília com 16, namoramos por pouco tempo na mesma cidade e terminamos. Após algum tempo solteiro, comecei a namorar a Estela. E lá se foram 3 anos. O resto da história você conhece...
Quando te digo que devo dedicar um post à minha vida amorosa, é porque quero que você saiba que é da minha natureza querer dividir a minha vida com alguém. Só assim consigo me sentir 100% feliz. Só que com você, pela primeira vez, a felicidade ultrapassa o meu espaço. Não sei se consigo explicar isso. Pela primeira vez na minha vida, a ideia abstrata que tinha nesses relacionamentos se concretiza como a realização de um sonho.
Pela primeira vez, lindo, não é só o enredo que está certo. Os personagens agora estão perfeitos. Parece que agora sim eu posso escrever toda a história que eu imaginei tantas vezes. Agora eu posso planejar acordar e olhar para a mesma pessoa deitada ao meu lado para o resto da vida. Aliás, eu não posso planejar. Pela primeira vez esse é o meu desejo mais recorrente.
Meu amor, a viagem está só começando e já sinto falta o seu abraço...
Assinar:
Postagens (Atom)