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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

E foi isso que achei de Berlim...

Lindo, simplesmente lindo... Você é tudo na minha vida. É oficial. Estou com overdose de olhos azuis. Quero me embreagar na sua melanina! Eles são bonitos e sem graça... E não têm a sua boca. Como eu posso viver sem você? Só tem uma resposta: EU NÃO POSSO!

Bom... Já estou indo para minha quarta parada, mas quero aproveitar para te contar um pouquinho da experiência em Berlim. Se der, falarei de Amsterdan também, mas acho que chegarei em Bruxelas primeiro. Não vou mais fazer um relato dia a dia, porque fica péssimo para fazer e deve ser um saco ler, mas passarei as principais impressões que tive sobre as cidades, tá????

Berlim é simplesmente incrível. Todos dizem que é a cidade com a noite mais frenética da Europa e que não há nada igual. Bom, fui embora sem conhecer a famosa noite. Mesmo assim saí completamente apaixonado. Não tinha como ser diferente. Logo nos primeiro minutos fomos brindados não só com um sol maravilhoso, digno de Brasil, mas também com a simpatia de um nativo, que nos viu perdidos no metrô e nos ensinou o sistema louco de comprar o ticket e validá-lo. Tá certo que só fomos entender que era para validar antes de embarcar algumas viagens depois, mas que ele foi prestativo foi.

Nosso hotel, o IBIS, não poderia ter sido melhor localizado. Ficava na Potsdamer Platz, no centro da cidade, perto dos museus e com acesso fácil a todo o resto da cidade. No primeiro dia tivemos um pouco de dificuldade de distribuir os programas e fazer um roteiro para a nossa estada. Localizar os nomes EM ALEMÃO em um mapa todo em alemão não foi tarefa fácil. A Renata desistiu. Quando cheguei no quarto ela estava deitada, com dor de cabeça, e assumi a missão. Fiquei algumas boas 3 horas brincando com mapas, guias, dicas, etc., mas valeu à pena. Tivemos 4 dias em Berlim, e podemos dizer que conhecemos a cidade o suficiente para querer voltar quantas vezes seja possível.

É tudo lindo e bem cuidado. Ainda é cedo para dizer, mas essa parece ser a regra por aqui. Nossa primeira parada foi em um museu a céu aberto chamado `Topografia do Terror´. Um antigo quartel general da gestapo, transformado em museu, com um pedaço do muro de Berlim ainda intacto ao fundo. O clima fica logo pesado quando se começa se ter mais contato com a crueldade da perseguição aos judeus, negros e homossexuais, assim como com o sofrimento de um país separado por um muro.

Outros dois pontos nos tocaram bastante também: o ´check point Charlie´, ponto do muro em que era permitida a passagem dos aliados, e o monumento aos judeus.

Em contra partida, em outro pedaço ainda conservado do muro de Berlim, existe uma galeria a céu aberto, a East Side Gallery, em que diversos artista pintaram um muro como forma de registrar seu protesto ou o respeito às vítimas. Uma das pintura mais famosas é a de um carro rompendo um muro. A pintura é famosa pois antes da abertura a marca do carro pintado era a única permitida naquele lado da Alemanha.

Além do banho de história, conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, que nem merecem tanta referência assim, como a Torre de TV, que mais parece um imenso pirulito, o famoso relógio com a hora em todo o mundo, que também não me emocionou, o parlamento e o portão de Brandemburgo, talvez o ponto turístico mais fotogrado de Berlim, a Catedral o Europa Center, com seu chafariz e uma obra de arte esquisitíssima que simboliza Berlim, o centro da Europa.

Já tinham nos avisado, mas lá nos conta de que É IMPOSSÍVEL PERCORRER TODOS OS MUSEUS DE BERLIM EM MENOS DE 2 MESES. Como só tínhamos 4 dias tivemos de escolher 2, de acordo com o nosso conhecimento sobre arte e a nossa maturidade. Escolhemos o Alte NationalGaleri e o Museu Erótico. O primeiro é incrível, com esculturas de Rodin e muitos quadros famosos. O segundo é péssimo, mas honestamente acho que nos divertimos mais. Aprendemos muito nos dois. No primeiro sobre arte, no segundo, sobre sexo. É realmente impagável ver no mesmo dia a escultura original do pensador e uma enorme obra com todos os tipos de órgãos sexuais.

A comida típica de berlim merece comentário também. Depois de algumas tentativas chegamos a uma conclusão. A comida típica de Berlim é a pimenta. Eles tentam camuflar isso falando que seria um tal de curryworst (algo assim), mas não é verdade. Em tudo eles colocam pimenta. Tentamos até um wrap no seguro McDonalds. Na primeira mordida ouvimos um: VOCÊ ESTÁ EM BERLIM! Persisti e comi a tal salsicha umas 3 vezes, mas não há mais dúvidas. Prefiro o cachorro quente da 104 Norte disparado.

Outra coisa muito diferente em Berlim é que pedestres e bicicletas convivem em perfeita harmonia. Isso foi completamente novo pra mim. Todas as calçadas estão divididas entre o espaço de pedestre e a ciclovia. Onde não há ciclovia na calçada, há o espaço delimitado na rua. Em Londres vimos muito o povo correndo nas ruas com mochila nas costas indo para o trabalho. Em Berlim a bicicleta era certamente o meio de transporte mais usado. Uma das coisas que não conseguimos fazer foi alugar uma bicicleta para curtir a cidade sobre rodas. A chuva do nosso último dia atrapalhou. Terei que voltar.

Fizemos a cidade inteira a pé nos primeiro dias. Conhecida a cidade de cabo a rabo, passamos a utilizar o metrô, que lá se divide em U (subterrâneo) e S (de superfície).

Lindo, uma coisa que tem me chamado atenção também é que não passamos nenhum perrengue aqui. Tudo correndo muito bem e o inglês servindo para todos os momento. Até agora não ouve um momento sequer em que ficamos sem entender ou sem sermos compreendidos. Com isso estamos tirando o melhor de tudo, eu acho.

Agora, acho que de todos os momentos de Berlim teve um que mais adoramos. Estávamos comendo um BigMac sentados no meio da Rua, próximos à AlexanderPlatz, a rua do pirulito, e começamos a escutar umas músicas ótimas. Quando fomos continuar nossa caminhada descobrimos que a tal música na verdade estava sendo cantada por um cara, embaixo dos trilhos do trem de superfície, apenas com o acompanhamento de um som, que reproduzia a parte instrumental das músicas. O cara tinha uma voz perfeita e a voz dele se propagava sem quaquer ajuda de microfone. Sem falar que a seleção estava perfeita. Poderíamos ter ficado ali o dia inteiro. Foi sem dúvida um dos momentos mais mágicos da viagem.

Foi isso, lindo. Estou morrendo de saudades agora e não posso lembrar de você que tenho vontade de chorar de saudades. Espero estar conseguindo me fazer presente, mesmo tão longe (distante nunca!).

Em breve escreverei sobre Amsterdan, que foi outra descoberta fantástica...

Amo você!!!!

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