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terça-feira, 21 de setembro de 2010

E foi isso que achei de Bruxelas...

Lindo,

Preciso dizer que estou morto de saudades? Estou indo agora para o Jardim de Luxemburgo. Farei o que combinamos e acho que vou chorar por sentir ainda mais a falta que você me faz.

Para manter o costume, contarei um pouquinho agora do que fiz em Bruxelas.

A loucura de Amsterdan ficou para trás e chegamos a Bruxelas. O segundo passeio de trem, nosso primeiro em trem diurno, foi igualmente tranquilo, o que já não podemos falar do nosso impacto inicial na cidade. Aqui se fala francês e holandês, que para mim se parecem muito com o Alemão e com o Japonês, pois NÃO ENTENDO ABSOLUTAMENTE NADA DO QUE ESTÁ ESCRITO NAS MALDITAS PLACAS. Depois de ficarmos algum tempo tentando, sem sucesso, nos comunicar para conseguirmos um mapa resolvi gastar um pouco e ligar para o Durval do meu celular. Em 15 min estávamos na casa dele. Santo táxi!

Quando chegamos na casa do Durval tivemos a certeza de que nossa estada seria exatamente como tinha imaginado: uma pausa necessária com uma companhia perfeita. Ele preparou nosso quarto como quem prepara uma suíte de hotel, com tolhas e mini produtos de toilete na cama e, óbvio, chocolates belgas na mesinha de cabeceira.

Além disso, o Lucas foi buscar pão fresquinho para fazermos um lanche antes de começarmos a explorar a cidade. Comidos, recebemos detalhadamente todas as dicas para aproveitarmos o restinho do dia. Incríveis. Pegaram os dois homens mais educados do Brasil e colocaram juntos em Bruxelas.

Não há muito o que falar da cidade. É uma cidade europeia, linda e limpa, as always, mas sem muita personalidade e monumentos, além de um menino fazendo xixi, de aproximadamente 20 centímetros e uma praça cercada de prédios barrocos, com uma prefeitura disfarçada de catedral (ela me enganou direitinho).

A verdadeira atração foram os doces e chocolates, como não me deixam mentir as fotos. Se Amsterdan cheirava a maconha, Bruxelas cheira a caramelo, graças ao tradicional waffle servido a cada esquina. Tinha a nítida e constante sensação de estar fazendo sempre o mesmo caminho que Maria e João fizeram para chegar na tal casinha de biscoitos. Em todo o caminho havia lojas com doces e chocolates maravilhosos e deliciosos. De todos os lugares e doces perfeitos que comi, dois ficarão na minha memória gustativa por um tempo: o macarron de baunilha e o bombom da confeitaria onde um dia o Lucas trabalhou. Fantásticos mesmo!!!!!]

Como não só de doces vive o homem, provamos também a batata frita, que eles invocam como uma invenção belga.

Além da companhia do Durval e do Lucas, essa etapa foi muito boa para sabermos um pouquinho mais da história desse povo sem identidade, divido entre a holandeses e franceses, o que deixa em cheque a própria manutenção da existência da Bélgica. Essa falta de identidade ficou explícita, inclusive, nos monumentos mostrados pelo Durval, onde ficava clara a existência entra o que a Bélgica poderia ter sido e realmente é...

Fechamos a visita em um restaurante incrível,chamado Le Bank, que funciona dentro de um banco antigo e nossa entradinha foi uma Veuve Cliquot. Chave de ouro para fechar uma paradinha deliciosamente rápida, onde basicamente carregamos as energias.

Que venha Paris...

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