Amor da minha vida daqui até a eternidade,
Continuarei na tentativa de alimentar esse blog de tempos em tempos para me sentir mais pertinho de você e deixar claro que você faz parte de todos os meus segundos, comigo perto ou do outro lado do mundo.
Já estou quase saindo de Berlim, mas queria falar com você sobre a impressão que tive de Londres. Depois escreverei outro post sobre esses dias em Berlim, tá?
A viagem foi tranqüila demais até Londres. Conexão no Rio e em Madrid. Estava esperando algum contratempo, mas nada deu errado. Conseguimos até admirar um pouco o aeroporto de Madrid e fazer algumas poucas comprinhas por lá. Posso ficar mais uns anos sem comprar um perfume sequer. Chegamos em Londres no final da tarde de segunda-feira com apenas alguns minutos de atraso.
Start.
Honestamente, de aventura mesmo teve pouco. Com a companhia do Cássio, do Leandro, do Gustavo, do Eduardo e do Rafael, e também com o português escutado em cada esquina, nos sentimos em Brasólia. Sério mesmo. Se não fosse pela umidade do ar, em diversos momentos teria me enganado de que estava no Quitinete com os meninos do Itamaraty.
O caminho para a casa do Cássio foi facílimo. No aeroporto mesmo seguimos as indicações para o underground e rapidinho estávamos na Lancaster Station, a 10 min de caminhada da casa do Cássio. Só não fomos completamente independentes porque pedimos uma informaçãozinha antes de entrar no metrô. Mesmo assim não teve mistério algum. No caminho da estação para a casa do Cássio começou o nosso encantamento com a cidade. De esquina em esquina um `eu moraria aqui` era falado, ora por mim, ora pela Rê.
Logo nessa primeira caminhada nos deparamos com coisas que tirariam exclamações por todos os dias. O trânsito louco, com o qual não nos acostumamos até o último dia. Não raro eu tinha que puxar a rê ou ela tinha que me puxar para conseguirmos atravessar sem maiores acidentes. Depois de um tempo reparamos que nas rua havia escrito ´look left´ ou ´look right´ para chamar atenção dos desavisados. Consequência ou causa desse caos, também estranhamos o volante do lado direito do carro. Muitas vezes olhávamos para o carona e tínhamos a nítida sensação de que o carro estava no piloto automático.
A arquitetura da cidade e as casinhas no melhor estilo ´Bridget Jones´ ou ´Um Lugar Chamado Nothing Hill´ nos ajudaram a entrar no clima londrino. Em 10 minutos de caminhada já nos sentíamos locais... Huhauahuahauhauahuah.
Esperamos o Cássio chegar em casa em um pubzinho tipicamente londrino, daqueles que fica lotado aos finais de expediente. Um tal de Victoria, que acabou se tornando um ponto de referência nas caminhadas sem fim pela cidade. Ali aprendemos que nos pubs tudo tem que ser pedido no balcão. Isso após alguns minutinhos de espera na mesa pelo garçom. Feita a nossa primeira refeição, nosso anfitrião chegou e fomos conhecer nossa casa londrina.
Mais uma boa surpresa. O Cássio mora em um apartamento fofo fofo fofo, de duas suítes, um quarto de televisão e uma sala de visitas. Preparou o nosso sofá cama, nos deu a chave de casa e falou: ´virem-se´! Ele foi perfeito. Nos emprestou um celular com crédito e cartões do metrô, também carregados. Existe isso?
O primeiro dia já estava perdido e fomos encontrar o Leandro e o Gustavo na loja da Apple (a maior do mundo), para depois comermos em um restaurante super gostosinho. MERECE DESTAQUE QUE FOMOS NOS FAMOSOS TAXIS PRETOS DE LONDRES. Huhuahauhauha. No nosso primeiro dia usamos o metrô e o famoso taxi preto. Fomos dormir já com a sensação de dever cumprido.
No dia seguinte acordamos tarde demais. Acho que estou desencanando dessa coisa de madrugar para correr o dia inteiro. Estou de férias afinal. A Rê estava desesperada de fome e pedimos ao Cássio uma indicação de padaria. Bom, não encontramos uma padaria propriamente, mas um café, que salvo engano se chama Conaugh Cofee, na rua de mesmo nome. Nada demais. Capuccino e Panini com queijo, o que foi suficiente para nos fazer voltar TODOS OS DIAS PELA MANHÃ. Que pão delicioso!!!! Um pãozinho super macio, com queijo derretido, orégano e um pouco de pimenta de cheiro. Acho que a dona colocou alguma droga ali dentro, pois viciamos muito rápido. Por falar nela, a dona era uma simpatia. Nos recebia com um sorriso todos os dias e no últimos até nos deu dicas: ´tomem cuidado em Amsterdam´.
Bucho cheio, fomos à primeira atração turística: Madame Toussau. Fotos com celebridades de cera. Realmente o ser humano é muito bobo. E eu sigo essa regra, CLARO! Chega uma hora que você fica de saco cheio, mas gostei de tirar fotos olhando os peitos da Britney e batendo na cara da Amy. Aí nos deparamos com o terror do que tem sido a nossa viagem até agora: lojas de lembrancinhas. Elas são de deixar qualquer um doido. Tudo o que você pode imaginar, mas com o nome londres. Não sei qual é a parte do cérebro que essas lojinhas afetam, mas com certeza elas ligam um dispositivo que fica desligado no Brasil. Tem sido um sacrifício lembrar que tenho apenas uma mochila e que NÃO POSSO CARREGAR MAIS NADA, SOB PENA DE FICAR IGUAL AO CORCUNDA DE NOTRE DAME.
De lá fomos encontrar com o Rafael, na Oxfor Street, que acabou se tornando o lugar mais conhecido de Londres por nós. Encontrar com ele matou um pouco da saudade que estava sentindo, Sem falar que ele foi atencioso ao extremo e nos fez rir por todos os instantes em que ficou com a gente. Nessa Oxford paramos novamente na Apple, e a Rê resistiu bravamente à propaganda que o Rafa fez do Ipad. Depois fomos andar pela cidade e nos deparamos com o Piccadily Circus, um cruzamento de ruas que termina em um praça com um chafariz lotado de gente de todos os tipos possíveis e com luzes e cartazes em neon para todos os lado. Um lugar que te diz: ´Lembre-se! Você está em uma das maiores cidades do mundo´.
De lá fomos conhecer o Soho, o bairro gay de Londres. Era terça-feira à tarde, mas deu para sentir como o lugar deve ficar durante o final de semana. Um bairro inteiro com a bandeira do arco-íris pendurada em todas as portas. Muitos bares, boates e restaurantes. Acho que hoje, muito mais do que um bairro gay, virou um bairro boêmio. E foi ali mesmo que, por 10 libras, eu tosei meu cabelo. Nos despedimos do Rafael e fomos, eu e a Rê, conhecer o Big Ben e a London Eye. Indo para a o Big Ben nos deparamos com muitos, mas muitos, monumentos que não fazíamos a menor noção do que eram. Assim como prédios públicos maravilhosos, que não tínhamos ideia do que significavam. Nos prometemos então que no dia seguinte faríamos um city tour em um ônibus da cidade.
Chegamos no famoso relógio. O prédio é realmente impressionante. Muitas tentativas depois, conseguimos a foto perfeita (Mentira. As fotos ficaram horríveis) e fomos para a London Eye. O passeio dura cerca de meia hora e compensa as várias libras gastas. Demos sorte. Pegamos o finalzinho da tarde e uma companhia inusitada: um casal formado por uma brasileira e um italiano beeeem mais velho que ela. Curiosamente a brasileira, de Fortaleza, que saiu de sua cidade pela primeira vez, estava maravilhada com Londres e disse que aqui ficaria por 6 meses, graças a um convite do marido, recém amarrado. Uma das passagens mais engraçada desse encontro foi quando ela disse que estava impressionada com a quantidade de pessoas diferentes na cidade e que ela já tinha tirado muita foto daquelas mulheres só com os olhinhos de fora. Hilário!
No caminho para casa o Leandro ligou e fomos direto nos encontrar para jantarmos no Soho. Um hambúrguer bem mais ou menos, que ficou um pouco mais gostoso pelas histórias fantasiosas contadas pelo Leandro como se fossem a mais pura realidade. As boas histórias também compensaram o péssimo humor da garçonete. Na volta percorremos novamente a Oxford Street de cabo a rabo.
Completamente muídos, chegamos em casa e fomos rápido para a cama.
Mais um dia em Londres. Panini quentinho com queijo derretido e pernas para que te quero... Ao menos essa era a intenção, mas a chuva nos impediu. Pegamos o ônibus que tínhamos programado ainda com ´sol´. Passamos pelos mesmos lugares vistos no dia anterior, agora com legenda, e saltamos na Picadilly Circus, com intento de comprarmos ingressos para o musical Priscila. Infelizmente, justo nesta semana, não haveria apresentação.
De volta ao ônibus, após algum tempinho perdidos procurando o ponto, continuamos o tour por Londres. Foi a nossa sorte, porque a chuva castigou e não conseguiríamos fazer mais nada além disso. Paramos novamente no Palácio de Buncking, na esperança de sermos logo recebidos pela rainha, mas as visitações estavam encerradas aquele dia, e já passava das 7 horas. Frustrados, voltamos ao Cássio para nos arrumarmos para um jantarzinho em Nothing Hill.
Finalmente encontramos com o Eduardo em um restaurante delicioso, na Portobelo Street de Nothing Hill. O lugar se chama first floor e é todo decorado com castiçais e velas derretidas. Os meninos disseram que a decoração do banheiro era de dar medo, mas eu não careci de ir lá não... Foi muito bom jantar com os meninos. O Eduardo organizou todo o final da nossa estada em Londres e determinou todos os pontos que deveríamos conhecer. E assim fizermos.
Novo dia. Roteirinho feito pelo Eduardo em mãos, fomos conhecer o que ainda faltava. Antes fizemos a reserva para conhecer o Palácio de Bunckinghan por dentro no dia seguinte. Começamos pela Catedral de St. Paul. LINDA! Consegui até tirar uma foto por dentro escondido. Depois fomos andando para o Tate Modern, passando pela London Bridge, de onde tivemos uma vista linda da Tower Bridge. Honestamente, não gostamos muito do Tate Modern. Muito conceito para minha cabeça, que os intelectuais não me ouçam. Ouso até dizer que gostei muito mais das lojinhas. Tanto que comprei uma miniatura de um escultura LOVE!
Passamos depois pelo Globe Theater, onde Sheakespeare encenava suas peças, e que ainda hoje tem grande espetáculos, todos baseados em sua obra. Já por volta de umas 3 horas e roxos de fome, fomos ao Bourouth Market, ou algo que o valha. Um mercadão que perde para o mercado municipal de São Paulo. Comemos ali em volta e fomos British Museun. FANTÁSTICO!!!! Se não fosse pela dor na coluna, no pé, na perna e na cabeça, teríamos curtido muito mais. Tem obras incríveis do Egito, da Grécia e de Roma. Na verdade tem muito mais, mas não dávamos conta de mais nada. Voltamos para casa, cheios de souvenirs e acabados, com um pit stop rápido na MAC, onde a Rê deixou boa parte da verba para a viagem e no McDonalds.
Deixei a Rê em casa e fui para o Eduardo tomar um vinhozinho e matar um pouco a saudade. O apartamento dele é a coisa mais fofa do mundo. 4 andares. Um cômodo em cada andar e tudo perfeitamente decorado e aconchegante.
No dia seguinte fomos recebidos pela rainha. Se alguma vez eu me achei pobre, nesse dia me achei muito mais. Todas as salas do Palácio de Bukingham são lindas e COBERTAS DE DOURADO! Tem uma sala, a sala branca, que seria a coisa mais cafona do mundo se fosse em qualquer outro lugar, mas ali ficou magnífica. Imagino como são os cômodos que não conheci...
De lá fomos à National Galery ver uns brothers como Monet, Cezane, Rafael, Rembrant, Picasso, etc. Muito mais bonito do que a Tate Modern! De quebra tiramos a famosa foto com os famosos leões.
Dali fomos comprar o presente do Cássio em uma lojinha de animação. Compramos uma tulipa do bar de True Blood, um bonequinho de colecionar e uma revista com uma matéria sobre True Blood. Como também NÃO SOU OBRIGADO, comprei TODAS AS TEMPORADAS DE ALLY MCBEAL!!! Tive que aproveitar que poderei deixar as coisas em Londres, já que voltarei por lá também. Nos despedimos do Rafa em um almoço no Pizza Hut e fomos conhecer o último ponto turístico que nossa agenda comportava e que a chuva permitia, a Harrods. Imensa e CARA. Não indico para ninguém.
Algumas rápidas impressões de Londres: A cidade é linda. O trânsito é insano. O povo é lindo. É uma delícia andar por tudo. O Cássio é o melhor anfitrião do mundo. O trânsito é insano. É bom ter um bairro todo gay na cidade. É ótimo ter boa companhia para desfrutar tudo isso. Desista de falar inglês, pois você escutará muito mais português (ou alemão, chinês, espanhol,...). O consumo impregna na pele depois de algumas visitas às lojas da Oxford. O trânsito é insano. ESTOU COM MUITAS SAUDADES DE MEU AMOR E É DIFÍCIL FICAR LONGE...
Ainda não foi dessa vez que me apaixonei pela Europa, mas acho que está começando.
Tudo visto, voltamos para o hotel na noite de sexta-feira para fazermos as mochilas e nos prepararmos para a nova etapa... Berlim!
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