NÃO QUERO MAIS BRINCAR... Estou com muitas saudades. Como você me deixou embarcar, lindo??? Quando eu chegar no 35º dia meu coração terá explodido de tanta saudade. Não é justo. Todos os lugares, praças, músicas, bares, lojas e etc me fazem lembrar você! Estou aqui, mas já com minha cabeça no nosso apartamento, viu?
Acho que a aventura para Amsterdan começou, na verdade, no trem. Pegamos o trem pela primeira vez e nos surpreendemos com o cubículo em que eles enfiam 6 camas (3 triliches). Outra surpresa: mesmo sendo mínimo o espaço, por ser na horizontal é melhor do que qualquer avião. Resultado: dormimos a viagem inteira. Foi uma ótima decisão.
Lindo, se em Berlim as bicicletas e os pedestres convivem em perfeita harmonia, em Amsterdã o trânsito é um caos. Pedestre, bicicletas e carros dividindo os mesmos espaços. Vimos até uma trombada de um bicicleta com um pedestre em que a japa da bicicleta ficou irritadíssima achando que estava com a razão. Eu, realmente, seria incapaz de dizer. A verdade é que uma vez que se aprende que você tem que olhar para os dois lados várias vezes para atravessar a rua, Amsterdã é uma delícia. Pense em uma cidade em festa... Se uma cidade pudesse sair do mapa, fumar um baseado e sair dançando pela rua, ela seria Amsterdam.
Para começar, o nosso hostel ficava no meio do Red Light District, ou seja, ao lado das moças que ficam na vitrine se oferecendo para sexo. Vimos muitas moças horrorosas, mercadoria encalhada, e algumas dignas da Playboy. Em volta muitos homens interessados no programa, mas a maioria interessada apenas em conhecer mais um ponto turístico da cidade. Queríamos registrar isso também, mas fomos expressamente advertidos de que foto não são permitidas, sob pena de as senhoras saírem de suas vitrines e avançarem nas nossas máquinas. Preferimos não arriscar.
Voltando ao hostel... Nossa hospedagem foi mesmo um show a parte. Havia uma balada no térreo, que estava bombando todas as vezes que deixávamos ou chegávamos ao hotel. Festa estranha com gente esquisita, é fato, mesmo assim já nos colocava no clima de Amsterdan nos primeiros minutos do dia. O quarto tinha um carpete e uma cama preta, bem no estilo dos anos 60, e o papel de parede era um mosaico, feito com fotos de mulheres dos mais diferentes tipos. ANIMAL!!! Tivemos um pequeno problema para domar a duchinha, mas quando dominamos o mecanismo chegamos a 100% de satisfação. Sem falar que ainda tinha WiFi para eu poder falar com o meu amor...
Um dos passeios mais legais que fizemos foi a fábrica da Heinecken... Muito bacana! Nem sou tão fã assim da cerveja, mas além de conhecermos a fábrica, ainda entramos em um simulador, onde nós somos a cerveja. Passamos então por todo o processo: Fomos moídos, cozidos, misturados com água, centrifugados, coados, engarrafados e vendidos. A brincadeira acaba em um bar e as pulseiras que ganhamos no começo do passeio se transforma em um vale cervejas. No total bebemos 3 tulipinhas de cerveja e saímos para ver o museu de Van Gogh prontos para achar tudo lindo!
De passeio turístico, além disso fomos ao Museu da Anne Frank, que ficou famosa por escrever um diário, aos 14 anos, durante a perseguição aos judeus. Antes ir para o campo de concentração a família dela ficou presa em casa por 2 anos e esta casa se transformou em um museu muito interessante. Foi comovente ver ao final da exposição um depoimento do pai que falava do diário da filha. Em resumo, ele disse que jamais imaginaria os sonhos e agonias da filha e que no final, a lição que ele tira é que um pai nunca conhece 100% seu filho.
A impressão geral que tive é que Amsterdã é a Porto Seguro deles, com sexo e drogas liberados, desde que você tenha dinheiro para pagar. Tudo te lembra que é uma cidade onde a diversão está em primeiro lugar. O cheiro de maconha toma conta das ruas. No último dia meu estômago já embrulhava só de entrar em um dos famosos Cofee Shops borrifados com bom ar de cannabis. A remessa a Porto Seguro também acontece por conta da idade dos turistas, a maioria entre 18 e 23 anos, aparentemente curtindo a primeiro oportunidade de liberdade total e férias dos pais. Deixemos claro que nunca fui a Porto Seguro.
O clima de liberação também é evidenciado pela quantidade de sex shops e bandeirinhas do arco-íris espalhados. Só perdem para a quantidade de cofee shops mesmo.
Também confirmamos outra impressão já trazida de Berlim. A Europa está em reforma. Não sei se alguém está sacaneando nossa viagem, mas a praça principal de Amsterdan simplesmente estava TODA em reforma, incluindo a catedral/museu, que eram a principal atração. Tudo bem... Não queria ver mesmo!
O que eu queria e consegui fazer foi fumar maconha licitamente na Praça Rembrant! Pronto! Já fiz. Estava muito sem graça de fazer isso no começo. Entrei no bar, olhei no cardápio e quase desisti da ideia quando vi que não havia nenhuma oferta explícita. Esperei a Rê voltar do banheiro para irmos embora, mas ela voltou surpresa com a vitrine de cigarros em frente ao caixa. Bom, mesmo sem ser católico praticante, irei ao Vaticano em Roma. Minha lógica foi essa e... FOI MUITO DOIDO! Por duas horas o mundo foi visto por entre as ondas de som retratadas em Matrix e muitas gargalhadas sem qualquer motivo. Tanto que a volta para o hostel resultou em alguns muitos minutos perdidos, na chuva, pois tinha perdido o mapa, e mesmo assim nos divertimos como se estivéssemos em um show de comédia. Na volta, como dizem, sofri os efeitos colaterais: FOME, FOME E FOME. Tanto que devorei o brownie mais doce da minha vida, com sorvete de amedoin e ainda devorei um pacote de waffer que estava no quarto. Maconha engorda!
Nesse ponto da viagem descobrimos também que a comida típica da Europa é a pimenta mesmo, o que nos fez vicias na cozinha moderna mais famosa do mundo, o McDonalds...
Lindo, foi isso que achei de Amsterdan. Estamos nos falando sempre, mas é bom escrever esse relato para deixar tudo bem vivo na minha memória e dividir todos os momentos com você. Pode ser meio chatinho de ler, mas escrevo com todo carinho para te fazer e me fazer presente...
AMO MAIS DO QUE TUDO!!!
POSSO FALAR???
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